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Ei-los de garras afiadas

quarta-feira, 8 de junho de 2016

É mais um episódio a cair como "chicote feudal" no lombo do trauteio direitista da suposta iniquidade e suposto arcaísmo da luta de classes. De facto, está mais que provado, a negação e oposição organizada, corporativa e orquestrada à luta de classes como motor das sociedades e caminho da emancipação e libertação da humanidade, não é nem nunca foi feita por considerandos económica, histórica, ideológica e filosoficamente sustentados; quem a nega não o faz por ciência; fá-lo por medo. E quando a necessidade da sua efectivação se afigura minimamente provável, ou plausível, aos olhos de quem explora, como manda a necessidade natural de auto-defesa, nada lhes resta senão cerrar dentes e afiar garras. E é assim que, de tempos a tempos, lá vemos os Saraivas desta vida soltar aqui e ali indisfarçados laivos de incontrolável raiva, face àqueles que pretendem dominados e explorados para todo o sempre.

UGT a voar baixinho

terça-feira, 31 de março de 2015

Foi conhecida ontem a decisão do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC)de desfiliar-se da UGT. O SNPVAC era um dos sindicatos com maior peso dentro daquela central e, após referendo, os associados decidiram deixar a estrutura liderada por Carlos Silva. Recordemos que Carlos Silva, antes de ser eleito representante de uma estrutura que alegadamente defende os interesses dos trabalhadores, foi pedir autorização a Ricardo Salgado, ex-Dono Disto Tudo, para pertencer à direcção daquela organização. E ficou desde logo claro a quem Carlos Silva presta contas.

Quem é Joseph Hamann?

quarta-feira, 7 de maio de 2014

O João Labrincha, do velho 5dias, publicou um excerto de uma entrevista a Karl Marx em que o revolucionário alemão diz isto. Aparentemente, nem o João nem o Karl gostam de sindicatos controlados por partidos. Por mim tudo bem. Até podia responder com outra citação, esta do Álvaro Cunhal, em que o revolucionário português afirma que:

"A natureza de classe, a autonomia e a democracia interna são os factores que melhor podem assegurar a unidade do movimento sindical unitário". e que "segundo alguns, o mal dos males do movimento sindical português é o que chamam "a partidarização dos sindicatos". (...) Para sermos claros (...) a acusação de "partidarização dos sindicatos e "hegemonização partidária" referes-e ao PCP e à grande influência dos comunistas no movimento sindical unitário português. (...) A Influência dos comunistas no movimento sindical não resulta de qualquer imposição ou ingerência partidária. Resulta, em termos históricos, do papel que os comunistas tiveram na organização e dinamização da luta dos trabalhadores e nas organizações e luta luta de carácter sindical nas duras condições de repressão fascista durante dezenas de anos. Resulta do papel (...) dos comunistas (...) na criação e actividade da CGTP-IN. Resulta (não de imposições externas e muito menos da vontade que alguém teria que intervenções de topo impedissem a expressão da vontade das bases) da confiança que os trabalhadores têm continuado a depositar nos seus companheiros comunistas (...)"

Podia também responder ao João Labrincha da minha própria pena e explicar-lhe o que acho sobre a citação de Marx. Mas não o vou fazer, porque Marx nunca disse nada disto e a entrevista é, tudo indica, inventada. O entrevistador, um tal Joseph Hamann, é uma figura mistério da bibliografia marxista: A sua entrevista a Marx, apenas citada em publicações duvidosas, é a única coisa que se sabe sobre a sua vida. De resto, não há quaisquer razões para acreditar que o Sr. Hamann tenha alguma vez existido ou que Marx alguma vez tenha dito tal coisa.