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O Piro-Esquerdista!

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

De pyrós, grego, que significa fogo. O fogo que conflagra, que arde, que queima e que se vê. E do fogo o calor, o calor vibrante da teoria consumida à letra, de fio a pavio, que apetece – apetece muito – espalhar aos quatro ventos de um feed, copiada, letra por letra, alheia aos tempos, aos modos, aos colectivos e aos espaços. O fogo da urgência que não cessa, de um ego que jamais se contém, de uma vontade férrea de ser farol na escuridão, de ser luz nas trevas, de ser salvatoris mundi! E fazê-lo desabridamente, aos olhos de todos, como projecto de vida, na magnificência de um mural de facebook, o trono dos novos tempos, onde se pavoneia a criatura em plena e definitiva majestas! Ei-lo, esse esquerdista pantocrator! O piro-esquerdista! Ou tão-somente, como lhe chamaria qualquer sábio ainda que iletrado, «o imbecil»!

Nas ruas sobra o espaço que não cabe no orçamento

quarta-feira, 16 de março de 2016

Há poucos dias, conversava com um amigo sobre o Orçamento do Estado proposto pelo PS e aprovado, na generalidade, com os votos do PEV, do BE e do PCP.

Sentados na Praça do Município lisboeta e separados pelo já tradicional tabuleiro de xadrez, o debate discorria previsivelmente entre as duas balizas do governo de Costa. Por um lado, a travagem do rumo renitido por PSD e CDS-PP, com importantes, embora tímidos, sinais de inversão de marcha.

Contra o sectarismo

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Ao longo do fio ideológico do movimento comunista internacional (MCI), os desvios de esquerda e de direita contra a ciência do marxismo-leninismo correspondem invariavelmente a passos atrás na batalha das ideias que acompanham as convulsões naturais da luta de classes, varando contudo o movimento operário de crespos espinhos, por vezes com a profundidade de vários séculos.

Muito antes de Lénine cunhar o termo «esquerdismos» já se verificava, mais propriamente desde o embate entre Marx, Lassalle, Bakunine e quejandos, que os desvios reformistas, esquerdistas ou sectários eram indestrinçáveis da influência da burguesia. O impacte dessa influência, ora agindo ingenuamente ora sob os desígnios calculados do capital, varia em função da robustez e flexibilidade ideológica do movimento comunista perante os avanços e recuos da guerra de classes. Quer isto dizer que nem todos os desvios revolucionários nascem das maquinações dos capitalistas, muito embora a sua capacidade de afectar o rumo da História dependa sempre da força e preparação política do partido de vanguarda da classe operária.