Mostrar mensagens com a etiqueta Ucrânia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ucrânia. Mostrar todas as mensagens

A Ucrânia na encruzilhada.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Desaparecida dos telejornais, das manchetes dos jornais e das notícias radiofónicas a Ucrânia parece ter deixado de fazer parte da actualidade.

As previsões económicas que apontam para uma quebra de cerca de 11% do seu PIB são tão ausentes do noticiário português como a decisão de Poroshenko de banir da Ucrânia dezenas de jornalistas de várias nacionalidades, incluindo alguns da insuspeita BBC. O FMI encontra no silêncio noticioso, quebrado aqui e ali por peças da imprensa internacional mais alinhada com o sistema, terreno fértil para a imposição contínua de "reformas" bem nossas conhecidas. O preço a pagar pelo estreitamento das relações entre a Ucrânia e o chamado "Ocidente" é o empobrecimento do país e dos seus trabalhadores. Poroshenko não se queixa. No último ano não apenas a sua fortuna pessoal cresceu consideravelmente como os resultados da sua chocolateira Roshen se multiplicaram por nove, um inexplicável milagre económico no seio de um país à beira da catástrofe.

Até Sempre Comandante Mozgovoy

sábado, 23 de maio de 2015

(Mozgovoy intervém nas celebrações da Revolução de Outubro)

Alexey Mozgovoy terá falecido hoje, vítima de um atentado, juntamente com mais três pessoas. Mozgovoy, originário da região de Lugansk,  foi poeta e solista de coro antes do despoletar do processo de fascização da Ucrânia, contra o qual se opôs activamente desde o início das manifestações pro-UE na Praça Maidan de Kiev, fundando o Batalhão rebelde Fantasma. Mozgovoy desde o início da guerra apelou à reconciliação de todos os ucranianos, de Oeste e Leste, insistindo na ideia da separação entre classes no interesse pela guerra civil e na necessidade de punir os oligarcas pela guerra e pelo saque do país.

Pela sua lucidez, coragem, exemplo e estímulo, Mozgovoy tornou-se um alvo prioritário. Por diversas vezes a sua morte foi tentada(e anunciada), surgindo daí a alcunha de Fantasma para o seu batalhão.
O exemplo de Mozgvoy perdurará.

Odessa: 02.05.2014-02.05.2015

sábado, 2 de maio de 2015

Cumpre-se precisamente hoje um ano sobre o massacre de Odessa, a mais negra página da cidade heróica após os anos da Grande Guerra Pátria de 1941-1945. Quarenta pessoas foram encurraladas e depois assassinadas na Casa dos Sindicatos da cidade. Eram dirigentes e activistas sindicais, boa parte dos quais membros do Partido Comunista da Ucrânia. Um ano depois os culpados materiais e morais do crime continuam por punir.

Odessa foi provavelmente o mais miserável dos crimes da Junta de Kiev fora das regiões de Donetsk e Lugansk, embora outras formas de violência se tenha institucionalizado no ocidente ucraniano desde que os cabecilhas do protesto "Euro-Maidan", fortemente apoiados e financiados pelos Estados Unidos e pela União Europeia, se apoderaram do poder. Perseguições, intimidações, espancamentos e até assassinatos passaram a fazer parte do dia-a-dia do país. A leste uma guerra fratricida procurou fazer vergar pela força a resistência de populações que desde o primeiro dia recusaram reconhecer a legitimidade de autoridades impostas pela força, sem qualquer representatividade nem apoio nas regiões em torno da Bacia do Don.