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Bailarinos da CNB em greve!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Desde que sou gente que ouço dizer que os bailarinos estão em luta por um estatuto profissional próprio que reconheça as suas especificidades, principalmente ao nível físico, já que como é fácil de entender, o corpo de um bailarino de 40 anos que começou a dançar aos 6, já não tem as mesmas condições do que tinha aos 20 anos e, como tal, já não pode desempenhar as suas funções da mesma forma. Já para não falar das lesões. No fundo um corpo de bailarino não é muito diferente do corpo de um atleta de alta competição, a diferença é apenas a sua aplicação.

Prometeu o actual governo resolver a questão dos bailarinos, pelo menos os bailarinos da Companhia Nacional de Bailado. Para resolver o problema de todos os bailarinos que trabalham nas mais variadas estruturas ou criando em nome próprio, só mesmo com um governo que soubesse dar a importância devida à cultura e aos direitos dos trabalhadores. Como para este governo nem uma coisa nem outra são importantes, são até para destruir, decidiu então ocupar-se da CNB.

Ser escritora no país da austeridade, por Ana Margarida de Carvalho

segunda-feira, 15 de junho de 2015

9 Série "Ser no país da austeridade"


Escrever em tempos de cóleras e outras pestilências

Parece que, na Grécia antiga, ir ao teatro era tão importante como um dever de cidadania. Por isso o estado atribuía subsídios para que ninguém faltasse. Dizia-se que os professores ensinam as crianças e os poetas os adultos.

A última vontade

sábado, 13 de junho de 2015

"É minha vontade ser incinerado no forno crematório e que as cinzas sejam espalhadas na terra ou canteiros de flores do cemitério.
É também minha vontade, que peço ao meu Partido que respeite, que no funeral não sejam pronunciados quaisquer discursos.
É-me também particularmente grata a ideia de que poderão querer (seja-lhes ou não possível fazê-lo) despedir-se de mim nesse dia, designadamente:
- camaradas meus, dos mais responsáveis aos mais modestos e desconhecidos, junto com os quais, antes e depois do 25 de Abril, lutei até aos últimos dias de vida (sempre com confiança no futuro) pelos interesses e direitos dos trabalhadores, por uma sociedade de liberdade e democracia, pelo bem do nosso povo e da nossa pátria, pelo nosso partido como partido da classe operária, dos trabalhadores, de todos os explorados e ofendidos, por uma sociedade socialista;
- também familiares a quem muito quero, antes de mais a filha querida e seus filhos, a irmã, a companheira mulher amada e outros familiares próximos, aos quais, mesmo quando longe, me ligaram, e ligam, até aos últimos momentos de vida, os mais profundos e ímpares sentimentos de amor e ternura;
- e ainda amigos sem partido, e homens, mulheres e jovens que me habituei a estimar e a respeitar, e a muitos dos quais me ligaram profundas relações de amizade e compreensão;
- outros que queiram estar presentes, com respeito pelo que como comunista fui toda a vida, com virtudes e defeitos, méritos e deméritos como todo o ser humano.

A todos desejo que, vida fora, realizem os seus sonhos."

Álvaro Cunhal

Dez anos às vezes é muito tempo, outras vezes parece pouco. Seja qual for a percepcção individual e colectiva, temos como certo que há dez anos (13/06/2005) perdemos um dos melhores seres humanos, dos maiores lutadores, pensadores e defensores dos valores em que acreditamos.

Sábado, todos à rua

quinta-feira, 4 de junho de 2015


Democratizar a Cultura, valorizar os seus trabalhadores

quarta-feira, 20 de maio de 2015

O PCP tem feito uma série de audições públicas que visam recolher depoimentos, propostas e ideias que possam enriquecer o programa eleitoral a apresentar às eleições legislativas. No dia 18 de Maio, foi a vez da Cultura, num debate bastante participado e intitulado "Democratizar a Cultura, Valorizar os seus Trabalhadores".

Deixo aqui a intervenção final de Jerónimo de Sousa e sublinho o parágrafo final: "A política patriótica e de esquerda e a democracia que os comunistas portugueses defendem e propõem não podem ser separadas umas das outras e a própria democracia política, tal como a queremos construir e mesmo como queremos defender, depende de uma cultura que vá para além da estreita doutrinação da classe dominante, da monocultura das grandes produções de entretenimento, da visão ideológica neutralizante ou entorpecedora que o poder reinante impõe. Depende de uma cultura que se afirme como portadora de valores humanos, mas igualmente valores sociais de transformação e progresso."

Ser técnico superior no país da austeridade, por Luís Capucha Pereira

segunda-feira, 4 de maio de 2015

7 Série "Ser no país da austeridade"


Sou o Luís, tenho 34 anos, e dizem que sou um privilegiado. É o que me fazem crer, e a realidade, muito sem eu querer, obriga-me a anuir – tenho trabalho, dos mais estáveis e dos que apresentam melhores condições. Nunca ganhei muito, mas o salário nunca atrasou.

No entanto, desde 2008 que não tenho aumentos. Um terço do meu salário esvai-se em impostos diretos. Já não era bom, mas tem piorado, fruto da sobretaxa de 3,5% em IRS, do aumento dos descontos para a ADSE, eu sei lá!, até tenho medo de olhar para o meu recibo de vencimento…
Como sou um privilegiado, impuseram que trabalhasse 40h semanais como os restantes trabalhadores portugueses, também eles privilegiados, mas um pouco menos. Como sou um privilegiado, impuseram que tivesse 22 dias de férias, e não 25, como os restantes trabalhadores portugueses, também eles privilegiados, mas um pouco menos. Como sou privilegiado, retiraram-me quatro feriados – um privilégio para todos os trabalhadores portugueses: esses privilegiados de grau diverso. (É preciso… pois!) Tenho a minha carreira congelada e, quando descongelar, sei que vou demorar 10 anos para progredir um pouquinho, para esperar mais dez anos para progredir mais outro pouquinho e, assim, de dez em dez anos, até à reforma cansada (com sorte e o colesterol controlado talvez dure além da esperança!).

Ser enfermeiro no país da austeridade, por Mário A. Macedo

segunda-feira, 27 de abril de 2015

6 Série "Ser no país da austeridade"


6H00. O despertador faz eco pelo quarto. Acordo num sobressalto, sem saber ao certo o que se passa. Faz já 3 semanas desde a última folga. O corpo já pede descanso, mas arrasto-me para fora da cama para mais um turno. Desde que a “crise” começou que somos cada vez menos, rara é a semana que não há notícia de mais um colega a fazer as malas e a emigrar para o Reino Unido, Irlanda, França, Suíça… Só no período 2010-2014 foram mais de 10.000 colegas a fugir de país que não oferece ordenado condigno, que não oferece carreira, que não oferece um trabalho... que não oferece um futuro! Destas dezenas de milhares de enfermeiros, apenas uma fracção foi substituída, cabe a quem fica trabalhar por 2 ou 3. Não deixa de ser incompreensível esta situação, uma vez que é na enfermagem onde encontramos uma das mais altas taxas de desemprego, superior a 50% entre os recém-licenciados!

Abril é revolução. O futuro é do povo!

sexta-feira, 24 de abril de 2015


Ser técnico de manutenção de aeronaves no país da austeridade, por João Silva

terça-feira, 7 de abril de 2015

5 Série "Ser no país da austeridade"


Nos hangares da TAP o ambiente é de apatia e descontentamento. Os trabalhadores cumprem as suas tarefas com o rigor de sempre (que ainda hoje garante que seja a terceira companhia aérea mais segura de toda a Europa), mas sem o empenho de outros tempos. À medida que a privatização paira sobre nós, a força e a união de todos aqueles que lutaram para defender esta empresa parece esbater-se, como se tudo o que foi feito ao longo destes anos tivesse sido em vão.

Entre os que trabalham connosco, mesmo entre os mais velhos, já não existem muitos que tenham vivido o 12 de Julho de 1973, quando a polícia de choque entrou pelos portões da empresa adentro: 5000 operários que se manifestavam pacificamente em prol dos seus direitos foram selvaticamente corridos à cacetada, num acto de desafio à ditadura, ainda 9 meses antes do 25 de Abril. Muitos há, no entanto, que se recordam do dia 29 de Outubro de 1993, quando trabalhadores da manutenção invadiram a pista do aeroporto na reivindicação de salários por pagar, sendo vulgarmente reprimidos pelos bastões da autoridade. Já não era Marcelo Caetano quem governava, mas sim Cavaco Silva, que quando entrevistado em Bruxelas sobre os acontecimentos defendeu a acção das forças policiais, preferindo “beber champanhe à união europeia” do que comentar em profundidade o sucedido.

UGT a voar baixinho

terça-feira, 31 de março de 2015

Foi conhecida ontem a decisão do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC)de desfiliar-se da UGT. O SNPVAC era um dos sindicatos com maior peso dentro daquela central e, após referendo, os associados decidiram deixar a estrutura liderada por Carlos Silva. Recordemos que Carlos Silva, antes de ser eleito representante de uma estrutura que alegadamente defende os interesses dos trabalhadores, foi pedir autorização a Ricardo Salgado, ex-Dono Disto Tudo, para pertencer à direcção daquela organização. E ficou desde logo claro a quem Carlos Silva presta contas.

Ser arquitecto no país da austeridade, por Tiago Mota Saraiva

quarta-feira, 18 de março de 2015

4 Série "Ser no país da austeridade"


 Fotografia de Cláudia Lima da Costa
Em Dezembro de 2015 passará vinte anos desde que comecei a trabalhar num atelier de arquitectura. Era estudante e nesse tempo eram poucos os estudantes que não acumulavam a escola com o início da profissão.
Terminado o curso, em 2000, decidi emigrar. Mas não foi um emigrar como os de agora, que mais parece um exílio. Como tantos outros colegas parti por uns anos na certeza de regressar no momento em que decidisse.

Preparado o portfolio enviei candidatura para oito ateliers de arquitectura e lancei-me num interrail pela Europa em que fui visitando amigos e fazendo entrevistas de trabalho.

Fiquei por Roma. Dois anos. Tive a minha dose de arquitecto-estrela. Projectávamos para todo o mundo com orçamentos galácticos. Fazíamos concursos de arquitectura como poucos, produzíamos como uma intensa fábrica de ideias, poucas eram as noites em que as luzes do atelier se apagavam – nunca mais consegui/quis fazer uma directa a trabalhar depois daqueles anos. Na fábrica vi passar muita gente. Quando anunciei o meu regresso a Portugal era o quinto arquitecto mais antigo da empresa (sim, tínhamos contratos!) e coordenava equipas de trabalho com gente com mais dez anos que eu. Estava com 25 anos.

Regressei para construir uma vida. Mas a tarefa não se afigurava fácil.

Ser músico no País da Austeridade, por Tiago Santos

segunda-feira, 16 de março de 2015

3 Série "Ser no país da austeridade"


Toda a gente sabe que os músicos são um empecilho para a sociedade, a não ser que alguém deles consiga fazer um bom dinheiro. São irreverentes, preguiçosos, e usam demasiados palavrões. Para muitos deles a vida só não é um cabaret porque são as suas próprias vidas que fazem mover o cabaret. Os risos, as palmas, o convívio, os ensaios, a dança, a orquestra que só respira quando toca ao vivo, a voz que só acorda para poder cantar.

Mas na música, para a maioria dos músicos o espectáculo fecha-se com a última luz. De trás do palco em diante, os acordes de canções, as palavras de amor e raiva, são substituídas pelo cansaço de uma vida de risco. Sim, sabemos que a crise e a precariedade sempre cá estiveram, mas que agora se agrava ainda mais com o desemprego e os cortes a assaltarem também as casas e as famílias, onde antes ainda se escondia alguma segurança.

Ser actriz no país da austeridade, por Luisa Ortigoso

quarta-feira, 11 de março de 2015

2 Série "Ser no país da austeridade"


COISAS DO GLAMOUR

Quando aos 12 anos, numa reunião de família, me perguntaram o que queria ser no futuro, respondi com a certeza da adolescência: “Actriz, vou ser actriz!”. Toda a gente se riu. E eu resolvi que nunca mais ia falar sobre o assunto. E não falei.

O cheiro do teatro colava-se a mim de uma forma que tornava o caminho inevitável.

Ser médico no país da austeridade, por Cristiano Ribeiro

segunda-feira, 9 de março de 2015

1Iniciamos hoje a série "Ser no país da austeridade"  
A luta de classes é o motor da História, e por isso é preciso ir oleando a engrenagem. A luta do Manifesto74 é feita com palavras. É por isso que aqui não há colaboradores, empreendedores e empregadores. Escrevemos trabalhadores, empresários e patrões. Nesta luta temos o nosso lado bem definido. Estamos com os trabalhadores e as suas famílias, com os explorados e oprimidos. É para estas pessoas que escrevemos. São estas pessoas que queremos escutar. Publicaremos aqui uma série de textos de profissionais de várias áreas onde simplesmente lhes pedimos que nos falassem da sua profissão, do seu trabalho, do seu dia a dia. As palavras, as reflexões, as propostas, as denúncias, as exigências são de quem as escreve. Que os seus testemunhos sirvam para esclarecer e alimentar o debate. Que as palavras acrescentem força à luta e com eles se fortaleça.

"Callcenter - um operário em construção" por Paula Gil

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Comecei a trabalhar, num callcenter, na linha da NOS em Setembro de 2014. Fui contratada pela EMPRECEDE, uma empresa fantasma com o único objectivo de servir de intermediário à Teleperformance no recrutamento de recursos humanos. Uma empresa com 7000€ de capital social e mais de 1000 trabalhadores – bem mais de 1000 trabalhadores.

Os dias de formação são pagos a 5€ - as 8horas que lá passas (0,62€/hora) e que são obrigatórias -, mas só os recebes se completares a formação e em conjunto com o teu primeiro ordenado. Para que fique assente: toda a gente passa aquela formação. O único requisito é que não penses muito! Eu recebi 25€ pelos meus 5 dias de formação.

Durante a formação ensinam-te qualquer coisita (mas pouca!) sobre o produto e técnicas de venda – argumentar, argumentar, argumentar até ao final, em qualquer circunstância, a qualquer momento e face a qualquer obstáculo. Estou num funeral, não tenho computador, não vivo em Portugal, entre outras, são facilmente argumentáveis com: só preciso de 5 minutos do seu tempo, de certeza que os seus netos têm, mas não tem família cá?

A grande mentira de Costa

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

«É preciso avisar toda a gente. Dar notícia, informar, prevenir.» Luís Cília pede mais flores, avisa que por cada flor estrangulada, milhares de sementes estarão por florir. No caso de Costa e deste perigoso PS, é preciso avisar toda a gente, relembrar e prevenir: a semente está podre, nada há a florir.

Mota Soares, o exterminador dos direitos sociais

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O processo liquidação que Mota Soares há muito iniciou contra a Segurança Social tem passado pelos pingos da chuva. Medida atrás de medida, o sistema público e universal de Segurança Social tem vindo a ser destruído através da imposição de medidas restritivas de acesso às prestações sociais, de fiscalização pidesca de quem as recebe (como se todos se tratassem de criminosos) e do encerramento de serviços por todo o país.

O nosso Outubro aos olhos de Eisenstein

sexta-feira, 7 de novembro de 2014


Porque hoje é 7 de Novembro.

Devolução mas é o ca*?!%&

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Desde ontem que se diz que «este não é um orçamento eleitoralista» e ainda assim permitem-se as maiores mentiras sobre o dito.

Em primeiro lugar: o Orçamento é «do» Estado e não «de» Estado - senhores jornalistas e comentadores de serviço, esta é de borla.

Democráticas são as ideias

domingo, 12 de outubro de 2014

Com diferentes peridiocidades, cada organismo do PCP realiza a sua Assembleia de Organização. Uma espécie de mini-congresso, onde se faz o balanço da actividade dos anos anteriores e da organização interna e onde se elegem os responsáveis para o quadriénio seguinte e as linhas políticas e de acção orientadoras da intervenção de cada sector. O Subsector das Artes do Espectáculo da Organização Regional de Lisboa, terá a sua AO no próximo sábado, dia 18.

Porque é importante que o Partido esteja cada vez mais atento e ligado à realidade, aos problemas quotidianos das e dos trabalhadores e aos problemas sistémicos e estruturais das artes e da cultura, decidimos, colectivamente, que a parte de discussão política da AO seria feita de portas abertas a simpatizantes do PCP e às e aos trabalhadores e outros agentes culturais que queiram simplesmente oferecer ideias, opiniões e propostas.