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José Augusto Oliveira, 45 anos, suicidado.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Fazendo fé nas notícias José Augusto Oliveira, de 45 anos, sobrevivia há cerca de três meses à porta da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, município que o CDS conquistou (com maioria absoluta) ao PSD nas eleições autarquicas de 2013.

José Augusto Oliveira tinha diabetes tipo I e era cego como consequência da doença. Incapaz de trabalhar foi-lhe atribuído um subsídio de pouco mais de 300 euros mensais, uma fortuna.

O bullying não acaba na Escola

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O Nélson tinha 15 anos e era vítima de bullying na escola. Este fim-de-semana o Nélson não aguentou mais e decidiu deixar de ser humilhado, matou-se. Apesar de já ter acompanhamento psicológico no próprio estabelecimento de ensino, o director da mesma consegue afirmar que na quinta e na sexta o Nélson esteve na escola e não estava a viver uma situação diferente do normal. Só que o normal do Nélson era sair de casa com medo. O director diz que realmente tinha havido uma "brincadeira". É assim que o bullying continua a ser encarado por alguns, como uma "brincadeira".

O Ministro da Educação, Nuno Crato, já reagiu: é necessário ser inflexível com o bullying. A Confederação das Associações de Pais também já disse ao Ministro que se ele continua a cortar na Educação, é muito natural que a vigilância destes casos e o apoio às vítimas sofra consequências sérias. E este mesmo Ministro que se mostra intransigente com o bullying, é o mesmo que desde que ocupa o lugar não faz outra coisa que não seja coagir os trabalhadores que tutela. O bullying não acaba na Escola. Este governo e o capital sabem disso, e praticam-no a cada dia, sem olhar a danos colaterais.

Doentes mentais

Na sala de espera do hospital psiquiátrico a máquina de café é o centro das atenções. Não se percebe porquê. Mas também, que raio, há muita coisa incompreensível num lugar destes. E há outras demasiado claras, por vezes tão claras que ofuscam. É como na alegoria da caverna, quando o homem saiu da escuridão não podia ver. Não quer isto dizer que aqui se vê ou se deixa de ver a luz, mas apenas que muita da insanidade pode não ser.

Uma mulher grita que há demasiada gente na sala de espera e que está farta de aguardar, que está a ficar nervosa. É louca, diz o que todos pensam. Mas apesar da gritaria ninguém lhe leva a mal, afinal aquilo é o manicómio. E aqui não há país de brandos costumes. Duas enfermeiras aproximam-se e diagnosticam: “Tomaste dois cafés, só devias ter tomado um, depois ficas assim”. Lá está! A culpa é da máquina do café. Não é da degradação do SNS, da redução do número de médicos nem do encerramento de outro hospital psiquiátrico, e também não é da ideia que doença mental não é doença, é loucura.