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Ser enfermeiro no país da austeridade, por Mário A. Macedo

segunda-feira, 27 de abril de 2015

6 Série "Ser no país da austeridade"


6H00. O despertador faz eco pelo quarto. Acordo num sobressalto, sem saber ao certo o que se passa. Faz já 3 semanas desde a última folga. O corpo já pede descanso, mas arrasto-me para fora da cama para mais um turno. Desde que a “crise” começou que somos cada vez menos, rara é a semana que não há notícia de mais um colega a fazer as malas e a emigrar para o Reino Unido, Irlanda, França, Suíça… Só no período 2010-2014 foram mais de 10.000 colegas a fugir de país que não oferece ordenado condigno, que não oferece carreira, que não oferece um trabalho... que não oferece um futuro! Destas dezenas de milhares de enfermeiros, apenas uma fracção foi substituída, cabe a quem fica trabalhar por 2 ou 3. Não deixa de ser incompreensível esta situação, uma vez que é na enfermagem onde encontramos uma das mais altas taxas de desemprego, superior a 50% entre os recém-licenciados!

Isto não é um hospital, é um matadouro.

terça-feira, 14 de abril de 2015

video

Isto, é crime. Paulo Macedo é um criminoso.

O eclipse da sociedade

quarta-feira, 18 de março de 2015

Onze de Agosto de 1999, o advento de um eclipse total solar, porventura o último do milénio, e com observação parcial em Portugal (62%-77%, Faro-Bragança) é motivo de grande euforia para a população em geral. Oportunidades destas, embora não tão raras como se possa pensar, representam a altura ideal para a divulgação da ciência, aqui em particular da astronomia. Esta ciência natural que estuda os corpos celestes encontra-se entre as mais famosas para um público leigo, ainda que seja muito mais provável (leia-se muito x10^13) encontrar tretas inventadas sobre astrologia do que um bom texto sobre astronomia em qualquer jornal ou programa de televisão. Tal interesse é patente na antiguidade que a astronomia tem, pela força da observação no grande observatório que é a Terra e a sua influência directa sobre as nossas vidas (falo das marés, estações do ano, etc. e não do destino traçado para um desgraçado caranguejo com ascendente em Marte!), não fosse mesmo culturas pré-históricas terem deixado inúmeros artefactos e construções (Stonehenge por exemplo) relacionados com a observação da movimentação dos corpos celestes, mostrando como é antiga a vontade de perceber o que se passa na esfera celeste.