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Oportunismo e mentira - a social democracia que lidera o Bloco de Esquerda

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Foram muitos os anos em que, por respeito institucional, político e atendendo à enorme ofensiva em curso contra os trabalhadores, nada se dizia contra o Bloco de Esquerda e as suas dezenas de pulhices.

Coisas como cópias integrais de projectos de lei do PCP, ataques sistemáticos às posições e mesmo a membros do PCP, aproveitamentos do anti-comunismo latente para cavalgar uma onda de pseudo-modernismo, enfim. Desonestidade intelectual ao rubro e comportamentos que não se admitem do ponto de vista ético e político mas que apenas revelavam o infantilismo e impreparação de muitos (que até já nem lá estão) e o seu ódio ao PCP.

Sim à Escócia Independente!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Celebra-se hoje na Escócia o referendo que deposita nas mãos do seu povo a soberania perdida há quatrocentos anos. Mas não nos iludamos, se o sim ganhar, o povo escocês continuará oprimido. A liberdade verdadeira só virá com o socialismo e, como se perguntava Connolly, de que serve substituir a Union Jack, por outra qualquer bandeira, se quem continuará a governar serão outros representantes da mesma burguesia?
Com efeito, embora o respeito pelo direito à auto-determinação dos povos seja apanágio dos comunistas, o critério para apoiar ou combater um processo secessionista deve ser sempre guiado pelos interesses que o proletariado aí encontra no caminho da sua libertação social e política. Por outras palavras, a História é generosa com argumentos a favor da independência da Escócia e a sua cultura justifica lapidarmente um Estado próprio, mas o que ganhariam com isso os trabalhadores? A verdade é que ninguém sabe. O que estão em causa são riscos e potencialidades para os trabalhadores escoceses, os britânicos e os do mundo inteiro.

Temas fracturantes (para a coerência)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Hoje à tarde ouvi o BE a defender no parlamento exactamente o que eu penso sobre a adopção e co-adopção de crianças por casais do mesmo sexo: que os direitos fundamentais não se referendam. No entanto, não consigo evitar uma sensação de estranheza... não foi este o mesmo BE que eu vi em 2006 a defender e votar a favor da celebração de um referendo à interrupção voluntária da gravidez? Nesse ano, o PCP e os Verdes foram os únicos a dizer claramente o que agora o BE apregoa como axioma político.


Recordo que em 2006, não só o BE votou a favor da realização do referendo, como teceu elogios a essa solução, classificando-a como "uma circunstância política vantajosa para a democracia". Então fica a pergunta: será o direito à adopção mais fundamental que o direito das mulheres a decidir sobre o próprio corpo? Será o útero das mulheres mais público e referendável que o amor e a família de cada um?