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A importância de ser Ernesto

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Oscar Wilde retratou (o uso da palavra é intencional, claro) na perfeição a importância da aparência em muitas das suas obras. Ernesto, o pobre e Ernesto, o rico, simbolizam a decadência da burguesia, competindo pelo amor de uma dama, para quem a imagem era tudo, independentemente do infortúnio que a esperava por detrás das máscaras de opulência e prestígio.

Faltam por aqui 3,9 mil milhões de euros.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

"falta por aqui uma grande razão" dizia Cesariny. E agora falta de facto por aqui "uma grande realmente razão" porque anda por uma aí uma tremenda confusão. Mas o Manifesto74, em linha com a sua tradição, está aqui para ajudar.

Ora, então depois de termos ouvido durante um ano inteiro, PSD e CDS teimarem que o Estado não pagou um tostão da resolução do BES e que foi tudo pago pela banca, eis que vêm agora, um e outro, dizer que se o Estado não vender o Novo Banco não poderá reaver o que gastou. Em que ficamos? Então não tinham sido os bancos a pagar o Novo Banco? Que tem o Estado a reaver se foram os bancos que pagaram o Novo Banco? Ah, afinal o PCP tinha razão e os bancos não pagaram nada. Estamos esclarecidos.

A PSP, os lesados do BES e seus chutos e pontapés

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Zapping matinal. Num dos canais de informação passavam imagens dos "lesados do BES" em manifestação em frente à sede do defunto banco, renascido como Novo Banco. Barulho, algumas pessoas, entrevistas semi-audíveis. Cinco minutos disto e continuação do zapping. De repente chego à CMTV, que continuava em directo do local. A temperatura subia, vertiginosamente. Manifestantes que tentavam entrar na sede do Novo Banco empurravam, insultavam e berravam aos ouvidos dos agentes do Corpo de Intervenção da PSP. Bastões à vista: zero. Resposta da PSP: pacífica, apenas mantendo a posição.

Cinco minutos disto e continuação do zapping. Volto à CMTV - entretanto só a TVI24 voltava ao directo por breves momentos. O que parecia uma dispersão da manifestação, transformou-se num corte do trânsito da Avenida da Liberdade. Pelo meio, um carro da PSP que tenta cruzar a Avenida furando por entre os manifestantes, é parado. Há quem se sente na bagageira, há quem insulte os agentes que estão no interior e há quem decida dar uns valentes sacolões ao carro. Bastões à vista: zero. Resposta da PSP: zero. Entretanto o carro segue o seu caminho.

No momento em que deixei o directo e vim escrever este texto, não se via nenhum polícia no eixo central da Avenida tentando repôr a normal circulação.