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Manipulação

sábado, 24 de janeiro de 2015

A manipulação da percepção e interpretação que os leitores constroem a partir de uma notícia faz-se também desta maneira: numa notícia sobre uma proposta de um deputado do Partido de Putin, Ilya Gaffner, utiliza-se como ilustração a fotografia de uma acção de rua do KPRF, o Partido Comunista da Federação Russa.

Abril é muito mais que liberdade

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Todos os anos, em Abril, aqueles que com as suas mãos escrevem e assinam despachos, Decretos-Lei, Projectos-lei, ordens de serviço, portarias, artigos de opinião e memorandos repletos de insultos aos trabalhadores, aos reformados e pensionistas, aos estudantes e, em geral, ao povo português, enchem a boca com a palavra liberdade como se fossem pipocas a estalar e lá fazem a festa da mistificação, da deturpação e das omissões sobre o fascismo, sobre a revolução e sobre a contra-revolução. Os organizadores da gala deste ano superaram-se, só lhes faltou mesmo converter o fascismo em sinónimo de tempo em que a televisão era a preto e branco. A acreditar nesta gente, uma das grandes conquistas do 25 de Abril foi o consumo de coca-cola e até dá ideia que na origem golpe militar está a vontade de os namorados andarem livremente de mão dada. Liberdade sexual q.b., liberdade de expressão q.b. e sufrágio universal: é isto que dizem que celebramos anualmente.

A coisa chegou ao ponto em que tive de reler o programa do MFA, a carta constitucional que vigorou, ou que deveria ter vigorado, até à aprovação da Constituição. Respirei fundo. Já temia que tivesse imaginado, mas não. Lá estava:

Política e Geometria 3

quinta-feira, 17 de abril de 2014

O Governo Sombra, que começou por ser transmitido apenas na rádio, passou depois para a televisão e agora é repetido umas duas vezes na televisão ao fim-de-semana, tal não é o seu sucesso (ou tal não é a falta de investimento em programação destes órgãos de comunicação social), é o mais lúdico dos programas de debate político ou não fora a presença de Ricardo Araújo Pereira, que não só anima o programa com o seu inegável sentido de humor como, com alguma diplomacia associada a esse humor, vai largando tiradas que tornam o programa tolerável. Tolerável é a palavra certa, porque um outro interveniente no programa, João Miguel Tavares, desequilibra a balança da qualidade com as suas saídas pretensamente informadas, pretensamente críticas, pretensamente inteligentes, atropela as intervenções dos outros participantes e até dá a sensação que tem autorização superior para o fazer. Parece ser mais um que vive no país do faz-de-conta: “faz-de-conta que o país está a melhorar”, “faz-de-conta de que os nossos governantes são bonzinhos apesar de incompetentes”, “faz-de-conta que a culpa disto tudo supera os responsáveis da nação”, “faz-de-conta que realmente andámos todos a viver acima das nossas possibilidades”, “faz-de-conta que não há nada a fazer”.