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Tempo de avançar, livre de representatividade

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Talvez que 7.500 assinaturas seja um número demasiado elevado para constituir um partido político.
Se as compararmos com as 35.000 necessárias para apresentar na Assembleia da República uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos, o número é ainda mais estranho.
Talvez que o certo fosse ao contrário. Talvez que o mesmo, mesmo, mesmo certo fosse tirar 30 mil à ILC e manter as 7.500 onde estão. Talvez.

Certo é que não me parece muito democrático, diria até que não é racional e lógico, que um conjunto vastíssimo de ideias e propostas programáticas possam ver a luz do dia em forma de partido com 7.500 assinaturas e uma proposta de lei cidadã sobre um tema específico a ser escrutinado na Assembleia da República necessite de 4,6666666 vezes mais assinaturas.

A cultura de Rui Tavares, o barão trepador

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Em O Barão Trepador, de Italo Calvino, um jovem aristocrata trepa a uma árvore e recusa descer novamente à realidade. Rui Tavares, trepador de outras árvores de não inferior baronia, escreveu este artigo no Público, em que explica que a Europa não consegue sair da crise por culpa desta estúpida cultura de divisão, que vira os povos contra a Merkel, o Schaeuble e os seus banqueiros.

Ana Drago ou Rui Tavares - Quem é o Paulo Portas de José Seguro?

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Num artigo que hoje o Público dá à estampa, o PS mostra-se entusiasmado com a fuga do Fórum Manifesto e de Ana Drago. «“É altura do PS se abrir à sua esquerda”, disse ao PÚBLICO o membro da direcção, Álvaro Beleza. “Eu defendo um PS como a casa das esquerdas, com aberta a várias sensibilidades e tendências como a de Ana Drago, ou o partido Livre, ou a Renovação comunista”, acrescentou antes de recordar que há um sector no PS com uma grande afinidade com essa área”. E por isso conclui que o “PS tem de encarar isto sem complexos” por forma a contrapôr à inevitabilidade de um Bloco Central.»

Ou seja, repetir Sócrates é a única forma de evitar o Bloco Central. Ana Drago e Rui Tavares levantam o braço e gritam "primeiros!" numa indiferença obscena perante o programa do auto-denominado "governo de esquerda". O desgaste do sistema rotativista pode obrigar o monstro bicéfalo PS-PSD a um novo Bloco Central, intensificando ainda mais a guerra contra o trabalho mas desistindo da ficção de serem diferentes. O facto do PS estar disposto a isso e a muito mais é a evidência axiomática de que com essa organização só se pode discutir soluções de governo com programas à frente. E enquanto existe uma alternativa real e à esquerda a ser construída nas ruas, nos sindicatos, entre associações e partidos, a esquerda caviar do Livre mostra ao que vem: poleiro.