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Podes tirar o Daniel Oliveira do BE mas não tiras o BE do Daniel Oliveira

sábado, 23 de setembro de 2017

Daniel Oliveira, fazedor de opinião de encomenda do Expresso e talvez de mais uns quantos órgãos da doutrina dominante, certamente por reconhecimento de um brilhantismo fabricado precisamente por quem lhe paga e não menos certamente aceite pelo próprio como verdadeiro, usa uma vez mais as colunas que produz no jornal de Balsemão para a campanha eleitoral, a coberto de opinião.
Desta feita, DO começa logo por dizer que as sondagens não indicam nada mais que tendências, mas segue um texto bastante robusto e programático para algo que se baseia apenas em tendências. Depois, partindo dessa desvalorização aparente da sondagem, DO segue uma construção política definida pelo BE como orientação nacional: isolar a CDU e definir um programa conjunto entre BE e PS.

É certo que em Almada, uma das irmãs Mortágua, expôs bem o objectivo fundamental do BE naquele concelho, que é exactamente o mesmo afirmado por Sandra Cunha para o BE em Setúbal. Em ambos os casos, afirmaram sem margem para dúvidas que o seu objectivo é tirar a maioria absoluta à CDU, mas é igualmente certo que a brandura e simpatia da Comunicação Social perante o BE não permita afirmar este objectivo como central porque fica mal na fotografia quando a Catarina Martins anda por aí com a sua candura a dizer a quem queira ouvir que não percebe os ataques do PCP e que o BE não ataca o PCP. Uma coisa é o que diz Catarina Martins para se vitimizar, outra é o que fazem os seus candidatos e porta-vozes, de que são exemplos Joana Mortágua, Sandra Cunha e Daniel Oliveira. A prática é o critério da verdade e começa mal o BE ao vitimizar-se quando é o primeiro a mostrar que o seu objectivo é retirar terreno eleitoral à CDU.

Medina e o amarelo da Carris

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Carta Aberta ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. Fernando Medina.

Caro Fernando,
Ouvi-o dizer há alguns meses que o conceito de "turistas a mais não existe. Não tem sentido". Em plena época de recreio gostava de o incitar a fazer um teste: viver durante uma semana na cidade cujos destinos tem gerido apenas com o passe nas mãos, o mais básico, mantemos o teste dentro da primeira coroa da cidade.

O que sugiro é que vá viver para um local da cidade de Lisboa e que, todos os dias, imagine que trabalhe num sítio diferente. Nesta sua semana sugiro então um conjunto de tarefas:

Portugal aqui ao lado

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Há vários motivos que levam a que, por vezes, nos sintamos mais próximos de cidades que estão a milhares de quilómetros do que de alguns locais aqui ao lado. Quando digo "nós" refiro-me, especialmente, aos sortudos como eu, que nasceram junto ao mar - onde a mãe, chegada do interior transmontano, veio desaguar - e, mais do que isso, junto a uma das duas grandes cidades que competem no país. São as tecnologias, as aplicações, os telemóveis, o mundo à distância de um clique, os filmes e as notícias que consumimos e esta mania de achar que somos maiores do que na verdade somos. E nós temos tudo para ter grandes cidades, mesmo quando as nossas cidades grandes são mais pequenas que a esmagadora maioria daquelas com que competimos.