Mostrar mensagens com a etiqueta Linguagem. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Linguagem. Mostrar todas as mensagens

A revolta dos cartões

sexta-feira, 15 de abril de 2016

O BE quer mudar o nome do cartão do cidadão para não utilizar termos “sexistas” e levanta-se um vendaval nas redes sociais sobre a intenção do agrupamento político. Ora se levanta a questão da oportunidade, ora a da prioridade, ambas frágeis pois que oportunidade é conceito subjectivo quanto baste para permitir que tudo quanto se queira seja inoportuno em todos os momentos. E prioridade é desculpa para adiar tudo quanto não se queira efectivamente debater.

Para o capital nunca é oportuno defender o aumento dos salários, por exemplo. E sobre oportunidade, por exemplo, que se dirá sobre o projecto do PCP para a suficiência do formato digital na entrega de teses para obtenção de grau académico? É uma prioridade? Tendo em conta que esse mesmo partido defende a gratuitidade total do ensino, não seria prioritário propor o fim das propinas? Portanto, no que às prioridades toca, uma coisa não impede a outra. Tal como o facto de o BE defender a mudança do nome do CC não impede o BE de defender o fim da discriminação salarial da mulher.

Pires de Lima e o aviãozinho

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Aqui há uns dias, os deputados e deputadas do PSD e do CDS-PP ficaram ofendidíssimos quando o deputado do PEV, José Luís Ferreira, utilizando uma expressão considerada pouco canónica, disse a Luís Montenegro que metesse uma coisa na sua cabecita. Respondia o deputado do PEV ao mesmo Montenegro que colocava em causa a legitimidade da representação do PEV na AR.

Hoje, com a intervenção do ministro da Economia, António Pires de Lima, esses mesmos deputados e deputadas do PSD e CDS-PP riram a bandeiras despregadas. Ora isto demonstra duas coisas: estamos perante gente pouco exigente que gargalha com qualquer piada de caserna mal executada e perante gente que de tanto viver de dedo apontado aos desvios dos bons costumes e de carácter alheios, já perdeu o sentido do ridículo e da auto-crítica.

A importância de se chamar Socialista

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

É verdade que quando alguém se intitula alguma coisa, por princípio devemos respeitar esse título. Cada pessoa pensa como pensa e sobre isso não há discussão. Mas também é verdade que há pessoas que produzem pensamento e pensamentos com base em pressupostos historicamente e factualmente errados. Apesar de um mesmíssimo facto servir, por vezes, para corroborar teses opostas, há factos que não se prestam a interpretações tão abertas e a leituras tão maleáveis. A estas pessoas, talvez tenhamos de chamar à atenção, talvez tenhamos de lhes dizer de forma franca e aberta que elas não são o que pensam que são.

Vem isto a propósito do "pragmático, reformista e republicano" primeiro-ministro francês, Manuel Valls. Defende Valls que o Partido Socialista Francês talve tenha que mudar de nome. Deixar cair o Socialista. Aplaudo a atitude, escusamos assim de lhe bater à porta e avisá-los que já não são mesmo o que pensam que são.