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Terá o idealismo raízes no materialismo? (ou "O pateta que insiste")

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Confesso que tenho muita dificuldade em discernir qualquer linha de pensamento dos arrazoados simplistas com que José Rodrigues dos Santos insiste em fundamentar uma atoarda que lhe terá saído mal. Das duas uma, ou JRS é ignorante ao ponto de insistir porque julga que tem razão, ou JRS está profundamente comprometido com a linhagem teórica do revisionismo histórico em curso que tenta a todo custo aproximar o marxismo do fascismo. Ou ambas, que é uma coisa que JRS ainda não alcançou: a dialéctica.

Tendo em conta o caudal de argumentos desconexos, que traz consigo, como uma torrente, a lama de uma arrogância típica dos ignorantes, é muito difícil estruturar uma resposta que possa abarcar todos os aspectos daquilo a que JRS – não sei se como jornalista que cultiva a imparcialidade, se como escritor de ficção, se como investigador e historiador – se tenta referir sem apresentar uma única fonte que sustente as suas “provas”. Não deixa de ser curioso que um jornalista e escritor aponte como fonte para uma tese tão estapafúrdia como “o fascismo tem origem no marxismo” as suas próprias reflexões num livro de ficção. Sobre isso, para quem faz jornalismo e investigação, julgo que é tão básico como perceber que não se pode usar como fonte o veículo, por ser uma informação cuja confirmação se torna circular. Faz-me lembrar Paulo de Morais quando, durante os trabalhos da comissão de inquérito do BES, afirmava que a Comissão de Inquérito não sabia quem eram os beneficiários dos créditos do BES Angola porque não queria, sendo que ele já sabia. Instado pela Comissão a fazer chegar os documentos e provas que pudessem comprová-lo, Paulo de Morais envia os seus próprios artigos de opinião publicados na imprensa portuguesa. Ora, interagir com alguém que não compreende o ridículo dessa operação, torna-se demasiado penoso.

Os que fecham a porta do vagão

domingo, 9 de março de 2014

Há tempos, discutia com uma amiga a possibilidade do retorno do fascismo no nosso tempo de vida. Pode ser difícil imaginar a velha Europa a reinaugurar os campos de concentração e a desfilar pelas avenidas parisienses de cruz gamada ao braço ao som do passo de ganso, mas ela está aí.

Hoje li que a nova Ucrânia, a menina dos olhos da União Europeia, decidiu cortar para metade as pensões dos reformados. Na peça da RTP não se falava nisso, está claro. Um insonso José Rodrigues dos Santos preferia entrevistar um rapaz da praça Maidan sobre os franco-atiradores e as vítimas de stress pós-traumático. Sobre os atiradores, nem uma palavra sobre as provas de que os mesmos foram pagos pela própria oposição. Sobre o stress pós-traumático, respostas banais para perguntas banais. De inglês partido para inglês quebrado, o rapaz explicava que não conseguia dormir, que se lembrava dos tiros... Mas o que me aterrorizou não foram as tétricas imagens dos cadáveres nem a pobreza do jornalismo de JRS. Foi só um pormenor: durante a pacata entrevista, uma enorme suástica azul enfeitava a parede de fundo, mesmo atrás do entrevistado.