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Bóis e Tréquingue Póis

sábado, 3 de outubro de 2015


*Autora Convidada
Joana Manuel

"Útil é não nos deixarmos enganar pela enésima vez" por Joana Manuel

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

No meio cultural e artístico há uma esperançazinha transversal de que, mesmo que não ganhe a alternativa mas apenas a alternância, ou seja, se tivermos um governo PS depois das eleições legislativas do próximo domingo, regresse no meio do nevoeiro essa saudosa entidade que levava por nome “Ministério da Cultura”.

Como todos sabemos, a Cultura foi um dos primeiros sectores a ver os seus ramos serem podados às cegas, numa lógica perfeitamente antidemocrática que se pode resumir numa citação directa do anterior secretário de Estado, Francisco José Viegas — o qual teve a sensatez de ficar doente a meio da legislatura e assim retirar com pés de lã o seu nome e o seu rosto das políticas inenarráveis que têm sido aplicadas nos últimos anos. E dizia o anterior secretário de Estado em reunião com uma estrutura artística no início da legislatura que agora termina: “mas que parte de 'não há dinheiro' é que não entendem?”.

Continuamos, na CDU, a responder a essa pergunta. Que parte de “não há dinheiro” é que não entendemos?

"O futuro é revolucionário ou reacionário? Terra, o desequilibrismo disso...!" - por Joana Manuel

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Intervenção no debate “Portugal. E o futuro?”, comissariado por Cristina Peres e Pedro Santos Guerreiro, a 26 de Abril de 2014 no São Luiz Teatro Municipal
Em Itália o dia 25 de Abril é um feriado estranhamente próximo e afastado do nosso. Próximo porque é também o “dia da libertação” dos fascismos que marcaram o século XX. Distante por tantas outras razões. Não corresponde a um dia, mas a uma convenção, em que se celebra especificamente a libertação de Turim e de Milão — até 1 de Maio libertou-se a restante região norte, até Veneza. A libertação de um fascismo de 20 anos e o fim de uma guerra de cinco, uma guerra onde se soube que se participou — do lado errado. Clara e assumidamente o início de um processo, até ao referendo que decidiu que a Itália seria, não uma monarquia, mas uma República Constitucional. Ainda hoje se repete em Itália, em cartazes, em pancartas, em graffittis: la liberazione è un esercizio quotidiano. A libertação — ou a liberdade — é um exercício quotidiano.