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Direita ponto net

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Por estes dias temos lido uma curiosa, impressionante - mas não pouco adivinhável - sintonia a respeito da situação social e política na Venezuela. Confesso que cheguei a confundir textos do Expresso ou do Observador com os que ultimamente têm aparecido no portal Esquerda.net. A determinada altura, já não sabia se estava a ler Henrique Raposo ou Duarte Marques no Esquerda.net, se estava a ler Mariana Mortágua ou Luís Leiria no Expresso ou no Observador. Só não confundi os últimos artigos do portal do Bloco com os publicados por articulistas de “Povo Livre” ou de “O Diabo”, porque é muito pouco provável que tenha lido ultimamente o que quer que seja destes últimos, nem de passagem ou por distracção. Que o Esquerda.net se tenha tornado, por exemplo, num multifacetado arraial de arrependidos, às piruetas em assuntos internacionais e com vergonha de escrever Syriza ou Tspiras, até se admite. Que chegue ao ponto de se confundir com o argumentário mais rançoso e anti-democrático da direita mais mesquinha e reaccionária, até para o Bloco já me parece um exagero.

«O nosso sonho sempre foi a paz» Entrevista a Exequiel Loaisa, membro das FARC-EP e preso político pelo governo colombiano

segunda-feira, 24 de julho de 2017

O Manifesto74 conversou com Exequiel Loaisa, preso político das FARC-EP, acabado de sair de uma greve de fome para exigir ao governo colombiano o cumprimentos dos acordos de paz.

É claro o texto que assinou o Nobel da Paz, Juan Manuel Santos: passados dez dias os guerrilheiros seriam amnistiados. A organização insurgente, garante a ONU, tem cumprido escrupulosamente todos os artigos que a obrigam, incluindo a deposição das armas, mas, passados seis meses, a maioria dos cerca de 7000 guerrilheiros presos continua atrás das grades. Exequiel Loaisa, de 34 anos, nas FARC desde os 12, é um deles. Guerrilheiro, pai de dois filhos, fala das suas convicções políticas com uma serenidade que desmantela toda a propaganda sobre as «FARC narco-traficantes». Exequiel sabe pelo que luta. Com apenas um par de anos de escolaridade formal, pela qual se desculpa repetidamente, exibe uma cultura política ímpar, um conhecimento profundo dos problemas do seu povo e responde com desenvoltura, sem hesitações, a todas as perguntas. Das profundezas do pátio N.º 4 da La Picota, uma das mais infames masmorras da América Latina, explica-nos as razões da guerra e da paz na Colômbia. Numa entrevista feita em condições precárias, ao longo de vários dias, diz-nos que é preciso lutar, até à vitória sempre.

Um pequeno incidente no condado Cobb*

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Na manhã do passado dia 7, Brian Easley, de 33 anos, entrou num balcão do Wells Fargo em Cobb, um subúrbio de Atlanta, na Geórgia, EUA, e anunciou que tinha a mochila cheia de explosivos. Depois, pediu às duas trabalhadoras que chamassem a polícia e telefonou para o canal de televisão local, a WSB-TV, e comunicou o ponto único da curta lista de exigências: 892 dólares.