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Lisboíte aguda

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

"Vê-se que não é de Lisboa". Podia ser um comentário de café. Podia ser uma boca parva que se ouve na rua. Podia ser uma afirmação sobranceira de um lisboeta a propósito daquilo a que alguns gostam de chamar província. Mas não. Foi mesmo o argumento político do Vereador Duarte Cordeiro enquanto interrompia fervorosamente a intervenção do PCP na Assembleia Municipal de Lisboa no debate anual sobre o Estado da Cidade de Lisboa.

Lisboa: a cidade-parque patrocinada pelo grande capital

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Nota prévia: perante a proposta do PCP na Assembleia Municipal de Lisboa para «manter Santa Apolónia com todas as valências de transportes que actualmente oferece», o PS votou contra, inviabilizando a proposta.

Segue-se a intervenção sobre o fenómeno de gentrificação em Lisboa, proferida hoje, na sessão da Assembleia Municipal.

Assistimos a um fenómeno global de elitização de determinados locais e cidades, resultantes de desenvolvimentos e planeamentos orientados para gerar lucro, enquanto tudo o que é característico, tudo o que é memória e história, a par de todas aquelas que são as condições a que qualquer pessoa deve ter direito para viver no local onde nasceu ou decidiu viver vão desaparecendo, na exacta medida que locais exclusivos e inacessíveis à maioria de nós vão tomando lugar central.

Carta aberta ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Exmo. Sr. Presidente
Fernando Medina

Tal como o Sr. Presidente, não nasci em Lisboa mas tive que vir para cá trabalhar e viver, foi onde encontrei trabalho relativamente melhor remunerado. Quando cheguei a Lisboa, há cerca de 11 anos, pagava 125 euros de renda, num quarto onde dividia a casa com mais 4 pessoas. Depois passei a pagar 240, mas dividia apenas com mais uma e assim fiquei. Vivi sempre em bairros típicos da cidade - Campo de Santana, Madragoa, Graça, Anjos - sempre a mudar de casa porque de 2 em 2 anos as rendas subiam e o salário descia.