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A vanguarda. A do povo e a do polvo.

terça-feira, 21 de julho de 2015

É sempre bom quando as coisas ficam à tona de água e se esclarecem de uma vez por todas, ou pelo menos se vão esclarecendo. François Hollande quer criar um governo transnacional para a Zona Euro. Mas um governo inclusivo e que tenha em conta a opinião dos 19 países da moeda única? Nada disso, uma "vanguarda" composta pelos "países fundadores da União Europeia: França, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Holanda e Bélgica".

E o que tem sido até agora a governação da União Europeia se não uma união fictícia de nações e de economias sob a capa da democracia e da solidariedade? A atitude que esta mesma UE, particularmente os países da Zona Euro, teve com o povo grego, sem quaisquer problemas políticos, éticos e morais, utilizando a chantagem e o autoritarismo como ferramentas de "diálogo", demonstra bem que o tão exaltado espírito que os "pais fundadores" queriam dar a este polvo capitalista desgovernado e insaciável, só faz concessões quando a vida lhe corre bem. À primeira dificuldade, aos primeiros sinais de que uma das ovelhas tentam bater o pé ao pastor, o polvo irrita-se e sufoca a ovelha tresmalhada até aquele ponto limite em que mais um apertão significará a sua morte.