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A «erradicação da fome» e a fome de revolução

domingo, 14 de agosto de 2016

Estamos no ano da graça do senhor de 2016 e há 800 milhões de seres humanos a morrer de fome. É esta a principal conclusão do Relatório de Desenvolvimento Sustentável da ONU agora apresentado e que passou completamente ao lado da nossa comunicação social. Antes, porém, de prosseguirmos é mister refazer esta pergunta gasta e tantas vezes repasta nas bocas dos comunistas: como é possível que sejamos capazes de fotografar exoplanetas nos confins da imensa e opaca treva interestelar, e encontremos formas de levantar o véu que oculta o mistério da massa e a origem de todas as coisas, e consigamos reprogramar e fazer células para dobrar a própria natureza humana, e possamos tudo e tanta coisa, epigenomas, água em Marte, máquinas em asteróides… e ainda assim, em desafio a tudo isto, não sejamos, enquanto espécie, capazes de conseguir algo tão ofensivamente elementar como evitar que uma em cada oito das nossas crianças não passe fome?

1% da população tem mais riqueza acumulada do que os restantes 99%

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Há quem diga que aquela coisa dos 99% é uma treta, que é um número exagerado. Foi divulgado o relatório anual da OXFAM - organização não-governamental britânica - dois dias antes do Fórum Económico Mundial de Davos (FEM), e eis alguns dos números e dados que nos chegam:

- 1% da população tem mais riqueza acumulada do que os restantes 99%;

- a OXFAM previa que atingíssemos estes números em 2016, eles foram atingidos em 2015;

- em 2015, 62 pessoas tinham acumulado tanta riqueza como os 50% da população mais pobre - há cinco anos a correspondência era de 388 pessoas para os mesmos 50%;

Que idade tem a tua fome?

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

"Um tostãozinho para a cascatinha!, Um tostãozinho para a cascatinha!" Era assim que, quando era miúdo, por duas ou três vezes - não mais - ali na Rua Óscar da Silva, em Leça da Palmeira, eu e os meus vizinhos abordávamos as pessoas que passavam, com um santo qualquer comprado à pressa no Senhor de Matosinhos. Não era empreendedorismo infantil, era só mesmo para ganharmos uma moedas, que serviriam para trocar por chicletes Gorila na loja da Ana Maria. A cascata nem era elaborada. Era um cartão pousado no passeio junto à entrada da ilha, umas ervas para enfeitar, se calhar, que íamos buscar ao quintal do Guarda Fiscal. Fazia-mo-lo pelo doce. As chicletes eram mesmo boas. Duravam pouco mas dava para nos alegrar os dias.