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A vanguarda. A do povo e a do polvo.

terça-feira, 21 de julho de 2015

É sempre bom quando as coisas ficam à tona de água e se esclarecem de uma vez por todas, ou pelo menos se vão esclarecendo. François Hollande quer criar um governo transnacional para a Zona Euro. Mas um governo inclusivo e que tenha em conta a opinião dos 19 países da moeda única? Nada disso, uma "vanguarda" composta pelos "países fundadores da União Europeia: França, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Holanda e Bélgica".

E o que tem sido até agora a governação da União Europeia se não uma união fictícia de nações e de economias sob a capa da democracia e da solidariedade? A atitude que esta mesma UE, particularmente os países da Zona Euro, teve com o povo grego, sem quaisquer problemas políticos, éticos e morais, utilizando a chantagem e o autoritarismo como ferramentas de "diálogo", demonstra bem que o tão exaltado espírito que os "pais fundadores" queriam dar a este polvo capitalista desgovernado e insaciável, só faz concessões quando a vida lhe corre bem. À primeira dificuldade, aos primeiros sinais de que uma das ovelhas tentam bater o pé ao pastor, o polvo irrita-se e sufoca a ovelha tresmalhada até aquele ponto limite em que mais um apertão significará a sua morte.

Este texto não é sobre a Grécia

terça-feira, 14 de julho de 2015

Nem sobre Portugal, ou Alemanha. Também não é sobre austeridade, nem sobre resultados de referendos.

Na verdade, ao falar-se de União Europeia, excluem-se os povos que alimentam esse projecto imperialista, entre os quais o Grego, o Português, o Alemão. Porque falar de União Europeia não é falar de Europa, que é um continente, um vasto conjunto de países, que cá continuarão muito após o colapso do projecto de espoliação que é a União Económica e Monetária e a União Política.

Tragédia grega, agora em HD

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Grécia. Renegociação. Haircut. Não pagamos. Já pagamos alguma coisa. Estamos a negociar. Temos esperança num acordo. Para já não há acordo. Estamos muito perto de um acordo. Nunca obrigámos os gregos a nada. Cachecol. Cedências. Compromisso. Povo grego. Recuo. Avanço. Pode parecer estúpido o que estou a dizer. Eurogrupo. Comissão Europeia. Varoufakis. Schauble. Tsipras. Lagarde. Maria Luís. Declaração conjunta. Salário mínimo sobe. Salário mínimo não sobe. Juncker. Dijsselbloem. E por aí fora...

E quem é que se entende no meio disto tudo? E é suposto alguém entender-se no meio disto tudo? Há várias formas de manter o que existe: simplesmente manter o que existe; mudar pequenas coisas e propagandear que se estão a fazer alterações de fundo no que existe; mudar uma grande coisa mas que permite que a maioria do que existe fique exactamente como está; mudar os nomes que se dão às coisas para que o que existe fique exactamente onde e como está.