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O Estado da Nação

quarta-feira, 8 de julho de 2015

O país recuou mais de uma década. O poder de compra dos portugueses regrediu a níveis comparáveis com o dos anos 90. Os direitos laborais degradaram-se e mais de um milhão e duzentos mil portugueses estão no desemprego, mesmo após o êxodo forçado de cerca de meio milhão, principalmente de jovens qualificados.

A produção cultural contraiu-se num fechado núcleo de estruturas que tiveram condições para fazer frente à asfixia financeira ou que ainda conseguem obter uma das migalhas que sai do bolso da DGArtes. O apoio do Estado à produção cultural nunca foi tão baixo em democracia.

A cultura cada vez mais se resume ao papel de adorno social e estético de uma pequena-burguesia que, apesar de tudo, está em decadência.

Vai pela fresca, Macedo, pela fresca

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Miguel Relvas. Vítor Gaspar. Álvaro Santos Pereira. Miguel Macedo. É esta, até agora, a lista de ex-ministros do XIX Governo Constitucional. Lista curta ontem engrossada por Macedo. De vários quadrantes se teceram loas à ministerial e honrada atitude. Não posso dizer que não a ache digna e condizente com a responsabilidade e sentido de Estado exigido a quem desempenha estas funções, mas servirá esta demissão para ilibar Miguel Macedo de um mandato polvilhado com decisões graves e ilegais? Não teria tido já momentos mais certeiros e em que a responsabilidade política lhe dizia directa e indiscutivelmente respeito?

Façamos então uma retrospectiva a alguns dos episódios que marcaram a governação Macedo nestes 3 anos de ministro da Administração Interna.

"Quem é que gosta de pagar impostos?"

quarta-feira, 19 de março de 2014

Ontem tomou posse no Ministério das Finanças a Comissão para a Reforma do IRS, e o seu presidente, Rui Duarte Morais, perguntava aos jornalistas se algum português gostava de pagar impostos. Segundo ele ninguém gosta e, ironicamente, dizia que sobre isso até devíamos ter um consenso nacional.

Pois bem, temo desapontá-lo, caro Rui, mas eu gosto de pagar impostos, sempre com o critério de que os meus impostos sirvam para pagar despesas inevitáveis do Estado, despesas que me garantam todas as necessidades básicas quotidianas.