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A EGF e a Camorra.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Nesta altura de crise de valores - daqueles que se transaccionam na bolsa - tudo serve de pretexto para mais umas privatizaçõezinhas. Há pouco dinheiro nos cofres do Estado e ao que parece, vender empresas lucrativas por umas bagatelas pode injectar nas contas públicas o suficiente para equilibrar o défice pelo menos por três meses e assim apresentar boa contabilidade ao patrão alemão que agora até salsichas educativas nos impõe.

As privatizações são, na verdade, e talvez contrariamente ao que muito por aí se pensa, um dos principais problemas da economia nacional. Não só porque a gestão privada é privada de interesse comum e se revela sempre muito virtuosa enquanto se distribuem lucros muitas vezes obtidos pelo financiamento público; não só porque os preços de venda das empresas privatizadas não chega na maior parte dos casos à soma dos lucros que essas mesmas empresas geram em poucos anos; mas acima de tudo porque, ao alienar essas empresas, os governos nos expropriam da sua posse e nos afastam da sua gestão. A posse pública dos meios de produção, da infra-estrutura de transportes, e da infra-estrutura dos serviços que materializam direitos não é a única característica de uma empresa nacional: também a sua gestão condicionada e subordinada à política e, em última instância, à democracia determinam a natureza da missão e do funcionamento das empresas.