Mostrar mensagens com a etiqueta Donald Trump. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Donald Trump. Mostrar todas as mensagens

A consequência Trump, a causa Hillary

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Está tudo em polvorosa. Trump ganhou as eleições. Nos mercados, sempre racionais, as bolsas começaram a cair mas acalmaram após a declaração do novo presidente dos EUA, que não falou em muros nem bombas nucleares nem em agarrar mulheres pela vagina. Os próximos tempos têm tudo para ser interessantes e há tanto para analisar que não há-de caber neste texto, nem em centenas de outros tantos que vão produzir-se. Nos EUA, a política deixou de ser política e passou a ser espectáculo, há muitos anos. Se é que algum dia a política foi política naqueles estados. Sendo espectáculo, ganhou um show man produzido e adorado pelos media por ser excêntrico. Um grunho, mas um grunho excêntrico, e é isso que vamos todos comendo no quotidiano. O discurso de que os políticos são todos iguais é o que mais vende nos nossos dias, principalmente por cá. Se é verdade que há muitos que o são, há outros tantos ou mais para quem isto é uma comparação injusta. Não é preciso ser "especialista" no que quer que seja para perceber no que dá. Mas todos os dia se dá tempo de antena a gente que não faz mais do que acusar os políticos, essa entidade estranha que ninguém sabe bem quem é, mas que é suficientemente abrangente para sacudir culpas e lançar acusações. Basta ver, por exemplo, a quantidade de personagens "independentes" com ambições políticas que têm vindo a ganhar espaço em todos os espaços, dos media às autarquias.

Uma noite em Kilkenny, ou porque é que a esperança não é para ter, é para manter

sexta-feira, 29 de julho de 2016

"The Hole in the Wall", Kilkenny, Irlanda
Eu e ela andámos pela Irlanda. Passámos em Kilkenny - passem por lá que vale a pena. A noite foi passada num pub, claro, chamado "The Hole in the Wall", que está aberto desde meados do séc.XVI! Nesse pub, nessa mesma noite, não estava muita gente, mas havia de tudo, e por ordem cronológica do contacto que tivemos com eles: o jovem barman irlandês; um dentista norte-irlandês católico e que emigrou para o sul; um casal suíço; o dono irlandês do pub e conceituado médico cardiologista; dois casais de norte-americanos que vivem perto de Kansas City.

E a conversa teve vários desenvolvimentos, todos quiseram saber novas de Portugal, todos tinham queixas do sistema político actual, todos tinham a cabeça meio baralhada nos conceitos, nas escolhas e nas prioridades. Mas vamos por partes, ou melhor, por personagens.