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Maio130: A História do 1º de Maio

segunda-feira, 8 de maio de 2017


Vídeo feito para o espectáculo "Maio 130", apresentado na Festa do Avante (Café-Concerto de Lisboa) a 4 de Setembro de 2016.

O espectáculo feito "a partir dos acontecimentos de 1886 em Chicago, que marcaram a luta dos trabalhadores e definiram o 1.º de Maio como o seu dia internacional de celebração e de luta", cruzou "componentes documentais, poéticas e artísticas de diferentes geografias e momentos históricos.

Vídeo de Ana Nicolau, texto de Joana Manuel.
Locução de Joana Manuel e André Albuquerque.

O SMN, a TSU e a "visão de futuro" dos patrões para um novo século XIX

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Nuno Carvalho, sócio-gerente da marca Padaria Portuguesa, falou à SIC Notícias sobre a questão do aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN) e a eventual descida da TSU. Aquilo que disse já foi motivo de grande alvoroço público, coisa que me espanta na medida em que o "empreendedor" entrevistado não refere nada que não tenha sido dito por outros seus compadres antes e seguramente depois da sua muito comentada intervenção pública.

O que me parece particularmente interessante é o facto de Nuno Carvalho não se ter referido à questão do aumento do SMN, preferindo deter-se noutras matérias que quem acompanha os processos de negociação sabe que são aquelas verdadeiramente relevantes para uma fatia importante dos patrões: a flexibilização da legislação laboral, nomeadamente ao nível da precarização das formas de contratação, liberalização dos despedimentos e desregulação dos horários de trabalho. Sempre acenando com a cenoura na ponta da cana: a ideia de que mais "flexibilidade" (leia-se precariedade) promove mais produtividade e "permite aos colaboradores ganharem mais dinheiro à medida que os negócios evoluam". A Padaria Portuguesa, que hoje tem uma loja em cada esquina da cidade de Lisboa, é bem a prova de que as coisas não funcionam assim; e os casos em que relações laborais precárias e melhor distribuição de rendimentos se compatibilizam são quanto muito raríssimas excepções que confirmam a regra oposta.

Estás grávida? Olho da rua.

terça-feira, 14 de junho de 2016

“Partilhei com todos no trabalho, fiquei tão feliz. O coordenador deu-me os parabéns”, recorda. Mas alguns dias depois não se "conseguia levantar da cama”. Ficou de baixa sem adivinhar o que a esperava. Em casa, recebeu uma carta de “rescisão do contrato de trabalho por caducidade”. Estava grávida de três meses. Tanto a PT como a empresa de trabalho temporário que a subcontratava, a Autovision, negam qualquer tipo de discriminação.

A 26 de Junho de 2015 contactei, uma vez mais, a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego - CITE. Uma vez mais tinha nas mãos a não renovação de um contrato a termo de uma trabalhadora lactante. Há dois meses tinha sido uma trabalhadora puérpera. Meses depois, uma trabalhadora grávida. Trabalhadoras bancárias de instituições a quem a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, ainda sob a alçada do PS e de Elza Pais tinha atribuído o prémio de boas práticas na igualdade. Trabalhadoras altamente especializadas em empresas de informática. Trabalhadoras de hospitais com contrato individual de trabalho. O motivo é sempre o mesmo: maternidade.