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Depoimento de Marcelo à Comissão de Inquérito do PSD*

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O que as pessoas mais me perguntam é se sou mesmo como na televisão. Pode escrever aí que sim. Costumo dizer que o que nasce torto não se endireita. Bom, tenho esta memória de estar a brincar na quinta com os filhos da criadagem e vem de lá o papá apavorado, a levar-me dali ao colo, como se me resgatasse do cativeiro de canibais africanos, a dar-me um raspanete dos antigos, «Marcelo Nuno, não volte a enxovalhar a família, cada macaco no seu galho, percebeu?», a sacudir-me uma sujidade invisível da camisa, a explicar-me que o meu nome não é por acaso, a repetir-me «Marcelo Nuno, não volte a enxovalhar a família, cada macaco no seu galho, percebeu?». E não percebi. Mas percebi outra coisa mais importante: há mais do que um tipo de poder neste mundo.

Trabalhar metade, receber mais ou menos metade e parir à vontade

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Por esta hora deve chover demagogia pelos lados de S. Bento. Depois de semanas de audições sobre o tema da natalidade, eis-nos chegados ao objectivo central: a redução do tempo de trabalho, a redução salarial e a desvalorização do papel da mulher. Não?

Partir ou ficar ou o apedrejamento moral dos desempregados

sábado, 15 de março de 2014



Volta e meia somos brindados com doses cavalares da apologia do só-não-trabalha-quem-não-quer. Em geral chega-nos no pacote do empreendedorismo, desta chegou de assalto a um pseudodebate sobre a emigração portuguesa. Falo do Prós e Contra, mais conhecido como Prós e Prós, da passada segunda-feira. O tema era qualquer coisa como ficar ou partir, o que já de si fazia tender a discussão para pressupostos absurdos: um, a emigração como opção e não como condicionante; dois, criar falsos defensores de uma ou de outra situação; três, evitar discutir a emigração com seriedade. O resultado só podia ser o do apedrejamento moral dos desempregados que decidem ficar no país.