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O choque da pobreza cubana

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A morte de Fidel foi mais um pretexto para a o avanço da ideologia dominante na propagação da ideia de que ou há este caminho ou não há caminho nenhum. Da social-democracia mais à esquerda ou mais à direita, poucos são os que têm coragem de assumir que as conquistas cubanas são tão profundas e importantes que não podemos compará-las com as democracias haitianas, porto-riquenhas ou dominicanas. É que, por incrível que possa parecer, é com esses países que Cuba deveria ser comparada. Porque foram países brutalmente colonizados, explorados nos seus recursos e nos seus povos. Porque era lá que os homens de família que deslocavam em negócios de saias, enquanto enchiam a boca com o moralismo e a santa madre igreja. No entanto, o progresso cubano foi tão expressivo que o comparamos com os países desenvolvidos, ou exploradores, como preferirem. E, por incrível que possa parecer, Cuba supera esses países em categorias tão importantes como a saúde infantil, materna, educação, tratamento do HIV, acesso à habitação. Mas o que importa isso?

Fidel e eu
[texto originalmente publicado a 22.03.2016]

sábado, 26 de novembro de 2016

A visita oficial do presidente dos Estados Unidos da América a Cuba é um momento particularmente sensível no debate político e ideológico no plano nacional e internacional. Contra os comunistas portugueses, por exemplo, são arremessadas as velhas e gastas acusações de sempre, todas elas enganosas e aldrabadas, todas elas desmascaradas pela realidade.

Este post não tem como objectivo rebater nenhuma das fantasias alucinadas dos e das aprendizes de Márcia Rodrigues que ao longe vêem uma realidade desfocada pela desinformação ou por reaccionária miopia. Que fiquem com a opção aplicável, ou com as duas, que bens desta natureza têm valor de mercado neste decrépito capitalismo de início de milénio. O propósito é outro e declaro-o sem rodeios: lembrar Fidel e a sua importância na minha vida.

Colômbia

sábado, 24 de setembro de 2016

A concretização do acordo de paz entre o estado colombiano e as FARC-EP é um acontecimento de ímpar importância na história da Colômbia, da América Latina e do continente Americano.

Se a paz se concretizar efectivamente, se as palavras escritas em papéis corresponderem à efectiva acção das partes, o conflito colombiano - que teve início em meados dos anos 60 - poderá reorientar-se para formas de luta não armada, o que de forma alguma significará a rendição popular perante o narco-Estado colombiano, assente sobre três pilares fundamentais: as oligarquias pós-feudais, em parte ligadas ao narcotráfico; os grupos armados paramilitares, responsáveis pela perseguição, tortura e execução de milhares de militantes de partidos de esquerda e estruturas sindicais e de camponeses; a fortíssima ligação ao imperialismo norte-americano, que encontra nas elites colombianas um dos mais fiéis aliados na região.