Mostrar mensagens com a etiqueta Crise. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Crise. Mostrar todas as mensagens

Se Trump atacar a Coreia do Norte, de que lado estás?

domingo, 5 de março de 2017

Para quem ainda não tenha reparado nas gaivotas em terra, vivemos o início da mais profunda crise do capitalismo em um século. Não sei se será a última, mas será certamente a pior. Os sintomas mais óbvios são os sinais exteriores da nossa decadência moral, cultural e política. Não é preciso ser marxista para entender que há aqui algo novo.

Um exemplo pessoal: há poucos anos trabalhava na redacção de um jornal em que me pediam para publicar uma notícia a cada 20 minutos. Quando fiz notar ao meu director que esse tempo não bastava para conhecer a realidade, verificar a informação, contrastar fontes, ler, pensar e escrever uma peça com cabeça tronco e membros, ele, um jornalista conhecido das televisões com décadas de experiência, riu-se: «Essa merda era há cinquenta anos!». Afinal, o meu trabalho era roubar notícias às agências e às redes sociais, dar uma volta ao texto para que não se notasse a origem (citar a Lusa custa dinheiro) e inventar títulos provocadores de cliques. Não durei muito tempo no posto, mas percebi que aquele director, ao contrário de mim, entendia o espírito da época.

Indignação e tal

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A Coca-Cola vai despedir 750 trabalhadores e recolocar cerca de 500, numa reestruturação - nome que agora se dá aos despedimentos - que fechará quatro das 11 fábricas da empresa em Espanha.

A empresa beneficia naquele país, com um nível de desemprego comparável ao nosso, de benefícios do Estado que rondam os 900.000 de euros. Já estamos tão habituados a ouvir falar de milhares de milhões que quando falamos só de milhões parece coisa pouca.

O bullying não acaba na Escola

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O Nélson tinha 15 anos e era vítima de bullying na escola. Este fim-de-semana o Nélson não aguentou mais e decidiu deixar de ser humilhado, matou-se. Apesar de já ter acompanhamento psicológico no próprio estabelecimento de ensino, o director da mesma consegue afirmar que na quinta e na sexta o Nélson esteve na escola e não estava a viver uma situação diferente do normal. Só que o normal do Nélson era sair de casa com medo. O director diz que realmente tinha havido uma "brincadeira". É assim que o bullying continua a ser encarado por alguns, como uma "brincadeira".

O Ministro da Educação, Nuno Crato, já reagiu: é necessário ser inflexível com o bullying. A Confederação das Associações de Pais também já disse ao Ministro que se ele continua a cortar na Educação, é muito natural que a vigilância destes casos e o apoio às vítimas sofra consequências sérias. E este mesmo Ministro que se mostra intransigente com o bullying, é o mesmo que desde que ocupa o lugar não faz outra coisa que não seja coagir os trabalhadores que tutela. O bullying não acaba na Escola. Este governo e o capital sabem disso, e praticam-no a cada dia, sem olhar a danos colaterais.