Mostrar mensagens com a etiqueta Correio da Manhã. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Correio da Manhã. Mostrar todas as mensagens

Os teus vizinhos genocidas

quinta-feira, 23 de março de 2017

Depois do trágico, criminoso e injustificável atentado terrorista de Londres, as caixas de comentários dos jornais portugueses encheram-se de centenas apelos ao genocídio de todos os muçulmanos.

Marcelo: O candidato deles

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O custo das campanhas das presidenciais e a forma como Marcelo Rebelo de Sousa foi louvado pelos media já foi aqui abordado, e tão bem, pelo António. Não é sobre isso que me apetece escrever, embora isto ande tudo ligado. No dia 3 de Janeiro de 2016, o Público decidiu vender um folheto de campanha do candidato que é tão independente do PSD/CDS como eu sou vegetariano.

Esta capa deve fazer-nos pensar, tem de fazer-nos pensar no papel dos media tradicionais na formação de opinião. E Marcelo é um especialista nisso, tendo em conta que andou anos e anos, durante 52 domingos por cada um, a explicar-nos como devemos pensar em relação a tudo e mais alguma coisa, desde o futebol, passando pelo atletismo, política internacional, nacional, culinária, geopolítica, rendas de Bilros e tudo o mais.

Ode a Odessa

terça-feira, 6 de maio de 2014

Hesitei em chamar a isto uma ode. Mas que raio! Saramago escreveu evangelhos que não o eram, memoriais que não o eram, ensaios que não o eram. Porque não posso eu escrever uma ode que não o é?

Sempre que em algum lugar do mundo eclode a violência, dispara o contador de vítimas e é do interesse dos órgãos de comunicação de massas, ditos de referência, construir uma história conveniente, surgem por toda a parte, feito cogumelos, grandes especialistas na matéria que opinam com grandes certezas sobre os acontecimentos. A qualquer um causa grande espanto e admiração a desenvoltura com que algumas caras conhecidas, a quem antes nunca tínhamos escutado uma frase sobre o assunto, de repente emitirem todo um discurso elaborado onde não faltam nomes de cidades e de protagonistas.

Não admira que, em boa-fé, se tome o que dizem por verdade, até porque parece haver coerência entre o que uns e outros dizem. Como não sou pessoa de fé e já vivi situações em que comprovo que as certezas mediatizadas não passam de conversa fiada, faço como o Casimiro da canção, tenho muito cuidado com as imitações.

Eu, não especialista, me confesso. Quero escrever sobre o que se passa na Ucrânia mas não sou profunda conhecedora da história, não sei de cor o perímetro do país, há cidades de que ouvi falar pela primeira vez nos últimos meses e que nem sei exactamente como é que os seus nomes devem ser pronunciados. Mas tenho a meu favor o materialismo histórico e dialético.