Mostrar mensagens com a etiqueta Coca-Cola. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Coca-Cola. Mostrar todas as mensagens

Abril é muito mais que liberdade

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Todos os anos, em Abril, aqueles que com as suas mãos escrevem e assinam despachos, Decretos-Lei, Projectos-lei, ordens de serviço, portarias, artigos de opinião e memorandos repletos de insultos aos trabalhadores, aos reformados e pensionistas, aos estudantes e, em geral, ao povo português, enchem a boca com a palavra liberdade como se fossem pipocas a estalar e lá fazem a festa da mistificação, da deturpação e das omissões sobre o fascismo, sobre a revolução e sobre a contra-revolução. Os organizadores da gala deste ano superaram-se, só lhes faltou mesmo converter o fascismo em sinónimo de tempo em que a televisão era a preto e branco. A acreditar nesta gente, uma das grandes conquistas do 25 de Abril foi o consumo de coca-cola e até dá ideia que na origem golpe militar está a vontade de os namorados andarem livremente de mão dada. Liberdade sexual q.b., liberdade de expressão q.b. e sufrágio universal: é isto que dizem que celebramos anualmente.

A coisa chegou ao ponto em que tive de reler o programa do MFA, a carta constitucional que vigorou, ou que deveria ter vigorado, até à aprovação da Constituição. Respirei fundo. Já temia que tivesse imaginado, mas não. Lá estava:

Indignação e tal

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A Coca-Cola vai despedir 750 trabalhadores e recolocar cerca de 500, numa reestruturação - nome que agora se dá aos despedimentos - que fechará quatro das 11 fábricas da empresa em Espanha.

A empresa beneficia naquele país, com um nível de desemprego comparável ao nosso, de benefícios do Estado que rondam os 900.000 de euros. Já estamos tão habituados a ouvir falar de milhares de milhões que quando falamos só de milhões parece coisa pouca.