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Fartos de promessas e desculpas. Descarrega, imprime e cola!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Preços brutais nos bilhetes e passes. Redução da oferta. Falta de trabalhadores. Degradação da manutenção dos equipamentos. Tempos de espera excessivos.
Estamos fartos de promessas e desculpas. Queremos respostas urgentes.

Descarrega (aqui), imprime e cola! Utiliza-o no teu percurso habitual.

Transportes coletivos: O público é de todos, o privado é só de alguns*

terça-feira, 19 de maio de 2015

A poucos meses das eleições legislativas, o Governo acentua o ataque ao direito dos portugueses à mobilidade e abdica da defesa de um instrumento fundamental para a economia do País. Com a aprovação do novo Regime Jurídico do Serviço Público de Transporte de Passageiros, o Executivo liderado por Passos Coelho e Paulo Portas entrega a concessão dos transportes públicos a empresas privadas e responsabiliza as autarquias pelo seu financiamento.

Apesar do voto contra de todas as autarquias da Área Metropolitana de Lisboa (AML), da oposição dos principais sindicatos dos trabalhadores do setor e dos movimentos de utentes, o Governo decidiu desferir um novo golpe ao serviço público de transportes. Em vésperas de eleições, e sem legitimidade social, impõe uma nova regulamentação que abre caminho à privatização e satisfaz os interesses dos grandes grupos económicos e financeiros. As regras agora aprovadas ameaçam fazer proliferar as autoridades de transporte de forma desarticulada e sem qualquer espécie de hierarquia. Fica em risco uma gestão eficiente do sistema de transporte.

Torniquetes e Barreiras

terça-feira, 27 de maio de 2014

É sempre o mesmo espectáculo. O saltar metálico das rodas do comboio, os corpos apertados «com licença…» a evitar inevitavelmente tocar nos outros. E eis que «Senhores passageiros!» grita aos altifalantes uma voz respeitosamente agastada «É favor não forçar as portas do comboio!». Quando os travões chiam, o sol ainda vai alto na estação de Queluz-Belas, uma enorme barraca de alumínio no meio dos prédios. «Vai sair? Com licença». Depois, a multidão transborda como uma bebida gasosa agitada durante toda a viagem, arrastando consigo os que ficaram presos ao varão central e que só queriam sair na próxima.

Somos sempre os mesmos, nos mesmos subúrbios, às mesmas horas e na mesma carruagem, porque dá mais jeito sair só lá mais à frente. Sim, podíamos aprender a dizer «bom dia» de manhazinha, quando estamos em bando à espera, pendurados no beiral da plataforma com os olhos pousados no telemóvel ou no lixo que jaz na linha, a contar as beatas salpicadas entre as pedras ou o número de dedos que falta aos pombos. Mas se isso não acontece de manhã, como é que havia de acontecer agora à tarde, quando temos tanta pressa de ir para casa?