Mostrar mensagens com a etiqueta CIA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CIA. Mostrar todas as mensagens

Almirante Kuznetsov na Síria

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Quando em 1989 as últimas tropas soviéticas abandonaram o Afeganistão, após uma década de operações de apoio à República laica e progressista que resistia como podia ao jihadismo feudal que pariu os Taliban, deu-se o início do fim da relativa paz em que vivia o povo daquele país martirizado por sucessivas invasões e guerras. O exército afegão foi ainda capaz de resistir até 1992, quando a substituição de Mohammad Najibullah e a tomada de posse por parte de um governo de transição constituiu o momento de transição de uma tragédia que teria mais desenvolvimento alguns anos mais tarde, quando em 1996 os Taliban tomaram Cabul e, num gesto de consumação da sua vitória total sobre os últimos vestígios da sua antiga República Democrática, capturaram, torturaram e executaram Najibullah e o seu irmão, que se encontravam sob protecção das Nações Unidas.

Para muitos, o envolvimento da URSS na guerra afegã - participação que, tal como hoje com a Rússia na Síria, aconteceu a pedido das autoridades afegãs - continua a ser percepcionada como uma "invasão" reactiva face ao fortalecimento de grupos armados islamitas, à época designados como "Mujahideen". A retirada de 1988-1989 foi em larga medida a consequência de uma imensa campanha política e mediática, que apresentava o "urso" russo estrangulando o frágil vizinho afegão, cujo povo se limitava a resistir e combater pela sua liberdade...

No primeiro de Abril, a verdade e a mentira.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Democratas ucranianos após a vitória no golpe
O PCP trai os seus princípios de sempre e quebra uma das suas mais importantes e conhecidas qualidades: a coerência. Ao contrário do que fez com outros movimentos e países, nomeadamente no que toca a manifestações espontâneas que surgem como "apartidárias" e promovidas por "jovens" sem intenções políticas além das de lutar pela democratização de regimes autoritários, o PC alinhou desta vez com a postura, a que até aqui vem qualificando como oportunista, típica do Bloco de Esquerda em Portugal.

Se, nos casos da Líbia e da Ucrânia, o PCP tinha tido uma posição que avaliava a situação concreta de cada um dos países e os interesses por detrás de cada um dos movimentos em causa, ao contrário do BE, que já então, segundo o PCP, alinhava com os "interesses do imperialismo norte-americano", certamente por cedência "às pressões da comunicação social dominante", no caso de Angola e dos jovens activistas, de que se destaca o herói e mártir Luaty, o PC não se importou de alinhar lado-a-lado com aquilo a que noutros casos chamaria de "pressões externas" e "ingerências na soberania".

PS, CDS-PP e PSD: cúmplices da tortura da CIA

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Foi hoje divulgado no Senado dos EUA um extenso relatório que dá conta do recurso sistemático à tortura pela CIA. A partir de hoje não restam margens para dúvidas: os 728 prisioneiros da CIA que oficialmente passaram por Portugal com a cumplicidade dos governos PS, CSD-PP e PSD foram selvaticamente torturados.