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Vão vocês que eu vou lá ter

terça-feira, 13 de março de 2018

A história demonstra que há greves que se realizam por motivos políticos que vão para lá de reivindicações laborais. Aconteceu há pouco tempo na Palestina a propósito do reconhecimento dos Estados Unidos de Jerusalém como capital de Israel, aconteceu na Catalunha quando se reivindicava a legitimidade do resultado do referendo, aconteceu inúmeras vezes no País Basco quando eram assassinados militantes independentistas e aconteceu em muitos outros lugares do mundo por diferentes motivos. Mas em todos esses casos, as paralisações foram convocadas por estruturas sindicais. Ou seja, independentemente do que diga qualquer um de nós, quem decide em última instância sobre a oportunidade de uma greve geral é a CGTP. Ou seja, os seus membros. Podemos espernear, dizer que a Regina Marques isto, que a Fernanda Câncio aquilo, mas as greves não se decretam, fazem-se.

Em catalão, diz-se llibertat

terça-feira, 3 de outubro de 2017

"A polícia espanhola chegou". Imediatamente, uma muralha de mulheres e homens dispõe-se para impedir que levem as urnas. Depois de uma violenta carga policial, as forças da repressão conseguem invadir a assembleia de voto de Sant Iscle. Quando entram no Casal de la Gent Gran deparam-se com um cenário que não esperavam. Dezenas de pessoas jogam dominó como se fosse um dia normal e continuam a fazê-lo entre cassetetes, escudos e capacetes. Não há urnas. Não as encontram em parte alguma e decidem partir. Os jogadores de dominó abraçam-se. Os habitantes de Sant Iscle abraçam-se. Meia hora antes, alguns deles haviam fugido com as urnas e os votos por uma porta secreta e esconderam-nos num nicho do cemitério. Depois, trouxeram todo o material de volta e o resto da população pôde votar. Pois é. Nenhuma brutalidade policial e nenhum Estado repressivo podem esmagar a vontade de um povo que decidiu o seu caminho.

CDU, a força dos trabalhadores e do povo

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Imaginem alguém que nada contra a corrente. Imaginem-se a correr em terra batida contra alguém que vai num tapete rolante. Imaginem uma equipa que joga sempre fora com um árbitro comprado pelo adversário que leva vários golos de avanço e que tem um altifalante que o elogia durante 90 minutos. Esse altifalante são os jornais, rádios e televisões. É assim qualquer campanha em que participa a CDU. Seja por omissão, desvalorização ou manipulação, os candidatos e os programas desta candidatura estão sempre arredados no último lugar da agenda mediática.