Mostrar mensagens com a etiqueta Brexit. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Brexit. Mostrar todas as mensagens

A Europa será dos trabalhadores. Ou não será.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Discuto todos os dias comigo mesmo. A avalanche de informação contrária às minhas ideias é tão avassaladora que me faz reflectir uma e outra vez se não estarei errado. Tenho de provar a cada minuto que as minhas convicções não são um capricho desligado da realidade. Há um século, Lénine proclamava que a prática é o critério da verdade e nunca deixei de usá-la para medir a distância entre o que penso e o que existe. Ainda antes do génio da revolução bolchevique e antes da própria Comuna de Paris, os representantes políticos da esquerda francesa olhavam com desconfiança para os primeiros operários que tentavam candidatar-se. Advogados, médicos e escritores entendiam que sabiam melhor das reivindicações do que operariado e que não fazia qualquer sentido sentarem-se na mais importante câmara da política francesa. Hoje, como desde então, o preconceito persiste.

Os banqueiros, os empresários, e os advogados, economistas e engenheiros que os representam na Assembleia da República, são os mais capazes para dirigir os destinos do país. Mesmo que tenham deixado Portugal na miséria, que se afoguem em corrupção, que privatizem tudo para entregar ao capital estrangeiro, que falhem todas as previsões económicas, que roubem e assassinem idosas no Brasil, que falsifiquem licenciaturas, serão sempre mais capazes que o afinador de máquinas, que o electricista, que o motorista, que o estivador e que o operador de call center.

Oportunismo e mentira - a social democracia que lidera o Bloco de Esquerda

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Foram muitos os anos em que, por respeito institucional, político e atendendo à enorme ofensiva em curso contra os trabalhadores, nada se dizia contra o Bloco de Esquerda e as suas dezenas de pulhices.

Coisas como cópias integrais de projectos de lei do PCP, ataques sistemáticos às posições e mesmo a membros do PCP, aproveitamentos do anti-comunismo latente para cavalgar uma onda de pseudo-modernismo, enfim. Desonestidade intelectual ao rubro e comportamentos que não se admitem do ponto de vista ético e político mas que apenas revelavam o infantilismo e impreparação de muitos (que até já nem lá estão) e o seu ódio ao PCP.