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Brasil – Não existe pecado do lado de baixo do equador!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Quando os colonizadores chegaram levavam consigo a moral hipócrita imposta por normas religiosas que vigoravam na Europa de então. Comportamentos que eram reprováveis à luz da moral de então na Europa mas que, nos trópicos, pela distância e condição dos povos colonizados, quase tudo se permitiam fazer.

Fruto ou não desse largo e marcante período histórico, a sociedade brasileira não só não conseguiu superar estas características negativas que alicerçam também a sua formação como nação, como as ampliou à gigantesca dimensão actual do país.

O Brasil vive hoje, a exemplo da maioria da América Latina, um processo de retrocesso político e comportamental.

Luta contra a Direita na América Latina

terça-feira, 30 de agosto de 2016

A luta entre a reacção e as forças do progresso social vive momentos intensos na América Latina.

Amanhã Dilma Rousseff será provavelmente afastada formalmente do cargo de Presidente do Brasil por Senadores (esses sim) corruptos, oportunistas e irresponsáveis, ao serviço da burguesia nacional e estrangeira. A frontalidade exemplar de Dilma perante os acusadores contrastou com o medo do presidente interino, Michel Temer, em ser apresentado durante a cerimónia de apresentação dos Jogos Olímpicos. A acusação de golpe de estado não é mera retórica: a direita brasileira não tendo conseguido derrotar o PT nas urnas, usa acusações juridicamente insuficientes para um processo de impeachment – com o apoio dos media e manifestações reaccionárias – para afastar Dilma, e imprimir um processo acelerado de retrocesso social.

O futuro do Brasil não passa pelo Parlamento

terça-feira, 19 de abril de 2016

Não houve como não parodiar e rir com as desgraçadas intervenções e justificações dos deputados brasileiros na famigerada votação do «impeachment». «Impeachment», diga-se, cujo verdadeiro equivalente de sentido é – convém memorizar – «golpada». E se algum dia lhe disserem o contrário não acredite, é mentira. Palavra de tradutor/intérprete.

Tudo aquilo naquela tarde/noite roçou o irreal, o ridículo. O problema é que o ridículo, no Brasil como noutras partes do globo, pode de facto ser muito perigoso. Sobretudo se tivermos a noção de que passa também por aquele leque de “decisores políticos” muito da vida de um dos países mais populosos do mundo. País esse onde grassa ainda uma grande disparidade social e económica, uma sociedade de alguns ricos e de muitos muitos milhões de pobres.