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"Callcenter - um operário em construção" por Paula Gil

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Comecei a trabalhar, num callcenter, na linha da NOS em Setembro de 2014. Fui contratada pela EMPRECEDE, uma empresa fantasma com o único objectivo de servir de intermediário à Teleperformance no recrutamento de recursos humanos. Uma empresa com 7000€ de capital social e mais de 1000 trabalhadores – bem mais de 1000 trabalhadores.

Os dias de formação são pagos a 5€ - as 8horas que lá passas (0,62€/hora) e que são obrigatórias -, mas só os recebes se completares a formação e em conjunto com o teu primeiro ordenado. Para que fique assente: toda a gente passa aquela formação. O único requisito é que não penses muito! Eu recebi 25€ pelos meus 5 dias de formação.

Durante a formação ensinam-te qualquer coisita (mas pouca!) sobre o produto e técnicas de venda – argumentar, argumentar, argumentar até ao final, em qualquer circunstância, a qualquer momento e face a qualquer obstáculo. Estou num funeral, não tenho computador, não vivo em Portugal, entre outras, são facilmente argumentáveis com: só preciso de 5 minutos do seu tempo, de certeza que os seus netos têm, mas não tem família cá?

"I Have a Drone"

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

* Autoria de Bruno Cecílio e Pedro Rufino

Saiam do conforto... #3

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

29 e 30 de Novembro de 2014 . XX Congresso do PS

Saiam do conforto... #2

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

29 e 30 de Novembro de 2014 . XX Congresso do PS

Saiam do conforto... #1

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

29 e 30 de Novembro de 2014 . XX Congresso do PS

"Isto é mais um problema de política que de polícia" por Nuno Ramos de Almeida

terça-feira, 18 de novembro de 2014

A corrupção em Portugal não acontece porque há alguns vígaros que prevaricam; existe e prospera porque há gente que se apropriou indevidamente da democracia e do Estado

Uma das pessoas mais fantásticas que conheci foi a minha tia-avó. Foi expulsa do ensino pelo regime salazarista. Trabalhou para a Organização Mundial de Saúde (OMS) um pouco por todo o mundo. Há duas histórias que ela contava a que vou fazer apelo nesta crónica. Falam de coisas diferentes, mas podem ter uma relação mais profunda do que parece à partida.

"Discriminar é o mote da actual política educativa" por Ana Sezudo

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A Associação Portuguesa de Deficientes, face à gravidade da situação na educação dos alunos com Necessidades Educativas Especiais - NEE, entende que urge tomar medidas drásticas que ponham cobro ao descalabro em que se tornou a educação destes alunos no ensino regular.

Neste, como no anterior ano lectivo, são tantos os atropelos cometidos contra a Lei e contra o bom senso que se torna difícil dar um panorama completo do caos que assolou as escolas deste País.

Começa, desde logo, e com o beneplácito do Ministério da Educação, pelo incumprimento na constituição de turmas definida pelas disposições do Despacho n.º 5048-B/2013, de 12 de Abril assinado pelos Secretários de Estado do Ensino e da Administração Escolar e do Ensino Básico e Secundário. Este Diploma, como V. Exa. bem sabe, determina que as turmas do ensino pré-escolar, básico e secundário que integrem alunos com NEE são constituídas por 20 alunos, não podendo incluir mais de 2 nestas condições.

"Fácil, barato e dá milhões" por António Filipe

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Ele diz aquilo que pensa que as pessoas gostam de ouvir. Sem dizer uma palavra sobre o que propõe para o país, ou para o que quer que seja, ataca políticos e magistrados, ataca patrões e trabalhadores, diz mal da esquerda e da direita, critica a impunidade dos criminosos e a autoridade dos juízes. Fez-se um símbolo dos sem papas na língua, que disparam sobre tudo o que mexe, com um discurso justicialista, homofóbico, populista.
Montado na popularidade que os media lhe concederam, achou que se podia fazer eleger deputado ao Parlamento Europeu. Para isso arranjou um partido “barriga de aluguer”, que por achar que não tinha nada a perder o fez “cabeça-de-lista”. O facto de ser um partido de direita, com várias coligações no ativo com o PSD e o CDS, não impressionou ninguém. Ele servia-se do Partido para ser eleito e o Partido servia-se dele para ganhar votos e mais eleitos. A operação funcionou. Ele foi eleito e o Partido elegeu mais um deputado para o Parlamento Europeu saído na farinha amparo.

"Onde pára a política científica" - por Tiago Domingues

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Novo paradigma, competitividade, starvation, diferenciação, racionalização, transferência de conhecimento, mérito e excelência são algumas palavras acrescentando léxico à novilingua da direita liberal. Já utilizada para graçolas em qualquer café de esquina, para justificar a destruição do Sistema Científico e Tecnológico Nacional (SCTN), cavalgada a trote por uma FCT de tiranetes e corroborada pelo respectivo ministério e governo PSD/CDS, como parte da agenda ideológica que pretende desmantelar o ensino universitário público em conjunto com a investigação científica, onde reside uma das nossas melhores hipóteses de ombrear com países de tecido industrial desenvolvido e deixar para trás, de vez, o analfabetismo designado pelas políticas fascistas do Estado Novo.

Tempo de Antena do PCP de 29 de Julho de 2014

terça-feira, 29 de julho de 2014

"O futuro é revolucionário ou reacionário? Terra, o desequilibrismo disso...!" - por Joana Manuel

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Intervenção no debate “Portugal. E o futuro?”, comissariado por Cristina Peres e Pedro Santos Guerreiro, a 26 de Abril de 2014 no São Luiz Teatro Municipal
Em Itália o dia 25 de Abril é um feriado estranhamente próximo e afastado do nosso. Próximo porque é também o “dia da libertação” dos fascismos que marcaram o século XX. Distante por tantas outras razões. Não corresponde a um dia, mas a uma convenção, em que se celebra especificamente a libertação de Turim e de Milão — até 1 de Maio libertou-se a restante região norte, até Veneza. A libertação de um fascismo de 20 anos e o fim de uma guerra de cinco, uma guerra onde se soube que se participou — do lado errado. Clara e assumidamente o início de um processo, até ao referendo que decidiu que a Itália seria, não uma monarquia, mas uma República Constitucional. Ainda hoje se repete em Itália, em cartazes, em pancartas, em graffittis: la liberazione è un esercizio quotidiano. A libertação — ou a liberdade — é um exercício quotidiano.

Seis meses

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Há seis meses atrás o grupo Martifer, ou a empresa West Sea - criada para esse mesmo fim, tomou conta dos nossos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, no tristemente famoso processo de subconcessão. O ano havia começado há 10 dias e dava-se a machadada final naquela que foi, e podia continuar a ser, uma das mais importantes empresas da região alto-minhota. As promessas de criação de postos de trabalho e contratos para construção e reparação naval, de forma a salvar os ENVC, eram o pão nosso de cada dia. Seis meses se passaram. O que temos hoje em Viana do Castelo?

São horas, senhor

domingo, 15 de junho de 2014

Já muito se escreveu e falou sobre o mais recente videoclip dos Mão Morta. Chocante, para alguns, violento, para outros, a verdade é que aqueles (quase) 4 minutos espelham bem a realidade de um país. A música, arrastada e hipnotizante, e o duro conteúdo das palavras grunhidas pelo Adolfo Luxúria Canibal, fazem um par perfeito com as imagens que vamos vendo lá atrás. É o BPN, é o Sócrates e o Passos, é a Igreja e a Troika, enfim, é tudo aquilo que nos tem empurrado para o buraco. E é sobretudo uma arma carregada que dispara e mata. Com precisão.

Assumindo frontalmente a necessidade e o objectivo de lançar um álbum de intervenção, os Mão Morta oferecem-nos 10 cantigas bem capazes de acordar os mortos. Letras directas, mordazes, politicamente activas, sempre associadas a melodias pesadas e vagarosas, pisando mesmo os terrenos pantanosos do industrial em "Os ossos de Marcello Caetano" - que, como o Adolfo nos repete até à exaustão, estão de volta ao Palácio de S. Bento.

"CDU, a voz que me representa a mim e não aos grandes grupos económicos que me declararam guerra." - por Joana Manuel

sábado, 17 de maio de 2014

Sou candidata independente nas listas da CDU. E começo por sublinhar que sou candidata independente porque isso não é um pormenor. Aceitei o convite para integrar a lista, porque preciso, como cidadã e eleitora, de reforçar a voz que me representa. E porque me fez sentido dar um contributo mais, para além do voto.

E a CDU é a voz que me representa por diversas razões. É relativamente fácil olhar para o nosso passado recente e perceber qual foi a força política que sempre fez o contrabalanço de uma onda de contágio quase épico sobre o estarmos “na Europa”.

Coisa estranha!

terça-feira, 6 de maio de 2014

É estranho, confesso. Alguns dirão que estou a ficar maluquinho, que perdi definitivamente o juizo. Terão a sua razão. A verdade é que hoje deparei-me com uma declaração do Passos Coelho com a qual concordo a 100%. E é realmente raro eu concordar com esse tipo de gente...

Diz o Passos que este é "o momento mais difícil por que passamos desde o 25 de Abril de 1974". Porra, é mesmo verdade.

E será que o homem já se questionou por que é que é assim? Quem são os responsáveis por este momento dificil para os trabalhadores e proveitoso para os parasitas? Quem tem governado o país? Quem tem lucrado com as sucessivas crises?

É pena que estas e outras questões fiquem sempre, sempre por responder. Sabemos que os factos são teimosos e a verdade é dolorosa... E sabemos também que só há um caminho a seguir: lutar diariamente pela derrota das políticas de direita. Isso sim, é fundamental!

Mais um tiro no pé

domingo, 4 de maio de 2014

Diz-nos o Sol que o Partido Socialista está longe de procurar um confronto com a CDU na campanha eleitoral que se aproxima, apesar das criticas que os comunistas têm dirigido a esse partido, pondo os pontos nos ii e relembrando que também o PS assinou o Pacto de Agressão e que, por isso, está comprometido com as políticas que aqui nos trouxeram.

Contudo, pela voz de Álvaro Beleza e António José Seguro, vamos descobrindo que o adversário do PS não é a CDU mas sim o Governo, até porque o PS tem afinidades com os partidos da esquerda em áreas como a saúde, a educação ou o trabalho. Só uma votação em massa no PS pode promover uma mudança de governo e de políticas, acrescentam.

Bonitas palavras, digo eu. Mas sabem o que é mais divertido nisto tudo? No mesmo dia em que o Sol nos brinda com estas novidades, o Expresso divulga uma entrevista a Jean-Claude Juncker que é deveras esclarecedora:

Visita às instalações da PIDE

quinta-feira, 10 de abril de 2014

A União de Resistentes Antifascistas Portugueses promove, no próximo sábado (12 de Abril), uma visita às antigas instalações da PIDE no Porto. Uma oportunidade única de conhecermos por dentro um dos lugares onde o fascismo prendia, torturava e assassinava aqueles que, de cabeça erguida, lutavam por um país livre, mais justo e mais fraterno. Marca já na tua agenda!!!


Até morrer!

domingo, 23 de março de 2014

Até já, Ribas!

Seremos Censurados até morrer!!!

Aquilo que eu não me lembro

terça-feira, 18 de março de 2014

Tiago Bettencourt surgiu recentemente com uma bonita musiquinha, de seu nome "Aquilo que eu não fiz", onde vai afirmando que nada tem a ver com aquilo que estamos a viver - desemprego, miséria, cortes, roubos, perda de direitos, exploração. Pegando nas suas palavras, está contra as jogatanas que se vão fazendo no país. Concretamente, o cantor afirma no seu facebook que escreveu a música " porque um dia acordei e percebi que já há uns tempos que me sentia a sofrer as consequências de uma jogatana qualquer com a qual eu não tive nada a ver".



Comício de Encerramento de Campanha de Cavaco Silva, no Coliseu de Lisboa Tiago Bettencourt estará certamente esquecido que foi apoiante de Cavaco Silva e que por diversas vezes tocou para a JSD. Portanto, quando o ouvirem cantar isto não se esqueçam disto.

Porque há muita gente a sofrer de amnésia, cá estamos nós para refrescar memórias. Por vezes, mais importante do que aquilo que não se faz é mesmo aquilo que se faz... e seria bom que, definitivamente, fossemos assumindo as nossas responsabilidades.

Reflexões

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Na Ucrânia, sedes do Partido Comunista são assaltadas e vandalizadas, o Partido é mesmo proibido em duas regiões e um rabi aconselha os judeus a abandonar o país por questões de segurança.

No Japão, pelo menos 250 exemplares do Diário de Anne Frank, entre outras obras sobre o Holocausto e o nazismo, são destruídos em 35 bibliotecas públicas municipais de Tóquio.

Em França, à boleia de manifestação homofóbicas contra o casamento de pessoas do mesmo sexo, grita-se palavras de ordem defendendo a expulsão de judeus.