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«O nosso sonho sempre foi a paz» Entrevista a Exequiel Loaisa, membro das FARC-EP e preso político pelo governo colombiano

segunda-feira, 24 de julho de 2017

O Manifesto74 conversou com Exequiel Loaisa, preso político das FARC-EP, acabado de sair de uma greve de fome para exigir ao governo colombiano o cumprimentos dos acordos de paz.

É claro o texto que assinou o Nobel da Paz, Juan Manuel Santos: passados dez dias os guerrilheiros seriam amnistiados. A organização insurgente, garante a ONU, tem cumprido escrupulosamente todos os artigos que a obrigam, incluindo a deposição das armas, mas, passados seis meses, a maioria dos cerca de 7000 guerrilheiros presos continua atrás das grades. Exequiel Loaisa, de 34 anos, nas FARC desde os 12, é um deles. Guerrilheiro, pai de dois filhos, fala das suas convicções políticas com uma serenidade que desmantela toda a propaganda sobre as «FARC narco-traficantes». Exequiel sabe pelo que luta. Com apenas um par de anos de escolaridade formal, pela qual se desculpa repetidamente, exibe uma cultura política ímpar, um conhecimento profundo dos problemas do seu povo e responde com desenvoltura, sem hesitações, a todas as perguntas. Das profundezas do pátio N.º 4 da La Picota, uma das mais infames masmorras da América Latina, explica-nos as razões da guerra e da paz na Colômbia. Numa entrevista feita em condições precárias, ao longo de vários dias, diz-nos que é preciso lutar, até à vitória sempre.

Um pequeno incidente no condado Cobb*

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Na manhã do passado dia 7, Brian Easley, de 33 anos, entrou num balcão do Wells Fargo em Cobb, um subúrbio de Atlanta, na Geórgia, EUA, e anunciou que tinha a mochila cheia de explosivos. Depois, pediu às duas trabalhadoras que chamassem a polícia e telefonou para o canal de televisão local, a WSB-TV, e comunicou o ponto único da curta lista de exigências: 892 dólares.

O call center saiu à rua num dia assim

sábado, 1 de julho de 2017

«Eu sou a voz da MEO. Só não dou a cara porque o cliente nunca me vê, mas dou o melhor do meu trabalho». Irina (nome fictício) trabalha há 15 anos para a PT-MEO mas, apesar disso, a PT-MEO não a quer contratar: é mais lucrativo recorrer a empresas de trabalho temporário e outsourcing. «Foi com a minha voz, com o meu trabalho que, no ano passado, tiveram lucros de 279 milhões de euros. Não há desculpa para estarmos décadas a ganhar praticamente o salário mínimo, sem estabilidade nenhuma. Têm de nos integrar nos quadros. Isto tem de acabar», explicou ao Manifesto74. E foi para «acabar com isto» que ontem, ainda de madrugada, Irina partiu de Santo Tirso num autocarro rumo a Lisboa. Fez greve e foi à sede da PT-MEO, acompanhada por cerca de outros 200 trabalhadores de call centers de todo o país, exigir o fim da precariedade, aumentos salariais e melhores condições de trabalho.