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Maio130: A História do 1º de Maio

segunda-feira, 8 de maio de 2017


Vídeo feito para o espectáculo "Maio 130", apresentado na Festa do Avante (Café-Concerto de Lisboa) a 4 de Setembro de 2016.

O espectáculo feito "a partir dos acontecimentos de 1886 em Chicago, que marcaram a luta dos trabalhadores e definiram o 1.º de Maio como o seu dia internacional de celebração e de luta", cruzou "componentes documentais, poéticas e artísticas de diferentes geografias e momentos históricos.

Vídeo de Ana Nicolau, texto de Joana Manuel.
Locução de Joana Manuel e André Albuquerque.

Carta aberta - 1% salva mil cornucópias

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Carta aberta - 1% salva mil cornucópias

Desta vez foi anunciado o fim do Teatro da Cornucópia. Naturalmente, não somos indiferentes a esta decisão e notícia, mas também não ficamos surpreendidos. É cada vez mais frequente vermos estruturas e projectos a encerrar ou a prosseguir à custa da descaracterização profunda do seu projecto artístico. Quem seguiu o trajecto de desinvestimento público na criação artística sabia bem que os actos resultariam em empobrecedoras consequências, o encerramento da Cornucópia é uma das mais visíveis.

Entre muitas declarações públicas, ouvimos o Presidente da República, debaixo dos focos da comunicação social, indagar o Ministro da Cultura sobre possíveis soluções para um caso concreto. Preferíamos que o Presidente da República se tivesse indagado publicamente sobre como foi possível, décadas a fio, sucessivos governos desrespeitarem a Constituição e terem activamente contribuído para o definhamento do tecido social da criação artística em Portugal. O esvaziamento contínuo da criação artística conduz a um consequente empobrecimento da sociedade e da sua capacidade de expressão. Contrariar este esvaziamento é garantir-lhe a liberdade a que tem direito.

Ela é que guia, e então?

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Quando começámos a namorar ela já tinha a mota. Confesso que sempre tive algumas dificuldades (chamemos-lhe medo, pronto) em andar de mota, o que fez com que só passado vários meses me tenha sentido confortável, e a esforço, para me deslocar no dito veículo. Mas era estúpido não usufruir da mobilidade extra que se ganha numa Lisboa caótica e portanto tenho enchido o peito e temos ido a sítios com ela ao volante.

Ela vai sempre ao volante porque o passo de ser eu a conduzir de vez em quando não é fácil. Para começar aprendi a andar de bicicleta tarde e mal - sou um Indurain em estrada aberta, mas quando é preciso parar e retomar a marcha muitas vezes ou contornar obstáculos de forma constante, rapidamente me transformo numa criança de 3 anos que ainda não percebeu o que é isso de coordenação motora -, e nunca na minha vida experimentei fazê-lo em cidade. Ora, portanto, a passagem para as duas rodas e com motor, no meio dos buracos, dos semáforos verde-tinto, das ciclovias cheias de peões, etc., não será fácil...

Mas este texto não é sobre a minha dificuldade (medo) em pilotar uma vespa, é sobre os olhares que nos lançam quando a vêm a ela, mulher, ao volante, e a mim, homem, à pendura. E não são poucos nem de raspão. Há quem fique especado, com aquela expressão na cara de quem ainda acha que "parece impossível, um gajo daquele tamanho ser conduzido por uma gaja..."