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O medo não passará

quinta-feira, 27 de julho de 2017

O nazi Mário Machado, acabado de sair da prisão por discriminação racial, coacção agravada, danos e ofensa à integridade física qualificada, difamação, ameaça e coacção a uma procuradora da República e posse ilegal de arma de fogo, acaba de acusar um dos activistas da Cova da Moura de ser criminoso. A organização fascista Nova Ordem Social com membros acusados de tráfico de droga e participação em homicídios como o do Alcindo Monteiro publicou fotografias de Jakilson Pereira e pormenores da sua vida pessoal expondo-o como eventual alvo da violência da extrema-direita e da polícia. O seu trabalho na Cova da Moura no Moinho da Juventude, a sua actividade enquanto activista anti-racista, o seu papel como rapper no combate à exclusão e a sua militância comunista não são crime. Criminosos são aqueles que querem impor em Portugal um regime que foi derrotado pelos povos através da revolução de Abril e das lutas de libertação nacional nas ex-colónias.

A ocupação como meio de luta: a experiência da TOCA

sexta-feira, 13 de março de 2015

Em Abril de 2007 uma manifestação com cerca de uma centena de jovens, na sua maioria estudantes, concentra-se em frente ao edifício da Câmara Municipal da Amadora para exigir uma política cultural para o Concelho. Apesar de ser uma das cidades mais jovens e densamente populadas do Distrito de Lisboa, a Amadora é, desde a queda da autarquia nas mãos do PS, um deserto de cultura e um armazém de mão-de-obra barata.

Os bastões de António Costa

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Há uns anos atrás, quando inauguraram a sempre caótica rotunda do Marquês de Pombal, um curioso que por ali passava atreveu-se a fazer uma pergunta que não havia ocorrido a qualquer um dos responsáveis técnicos e políticos da obra. Onde estavam os sumidouros para escoar a água? Entre o gaguejo demagógico do típico discurso fingido, os autarcas apressaram-se a garantir que estava tudo pensado. É este o nível de profissionalismo de quem está a governar uma cidade para os interesses privados. Mas antes de se especializar em afogar Lisboa e responsabilizar o Instituto Português do Mar e da Atmosfera pela falta de previsão, António Costa já existia.

Existia nos rostos curtidos de quem não tinha dinheiro para alimentar os filhos. Nessa altura, o nome do ministro da Administração Interna sabia à saliva que se cospe quando se está fodido. Durante anos, os trabalhadores da MB Pereira da Costa não arredaram pé e a resistência alcançou para mostrar que ninguém enriquece a trabalhar. Da Amadora, nunca faltou a solidariedade dos comunistas e da população. E do que se diz futuro primeiro-ministro nunca faltaram as bastonadas e as detenções. Recordo-me do dia em que a polícia cercou a zona, se lançou sobre nós como animais para depois levar preso um sindicalista. Meses antes, o patrão havia contratado um grupo de capangas armados para romper a resistência. Não conseguiram. Depois, veio a polícia de choque de António Costa.