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Pingo Doce (ou o dia em que os elderes apanharam)

terça-feira, 3 de maio de 2016

Muito antes das infames promoções do 1.º de Maio do Pingo Doce, mais precisamente no dia 25 de Abril de 2007, aconteceu um episódio engraçado. Tinha ido ao desfile popular, em Lisboa, quando, mal saio metro, mete-se à minha frente um tipo alto, muito loiro, vestido de camisinha branca e calcinha preta, engomadinho como se fosse para um baptizado, e diz-me assim: «Tem um minuto Deus nozo sinor?» era um elder, vulgo mórmon americanus.

Subimos avenida juntos, com o gajo a tentar convencer-me a juntar-me aos mórmones e eu, por outro lado, a tentar convencê-lo a juntar-se ao desfile. A páginas tantas, o elder, cujo nome já se me foi da alembradura, confessou-me que para ele o 25 de Abril não queria dizer nada. Primeiro porque não era de cá e, segundo, porque o reino dele não era deste mundo. Tentei explicar-lhe que ele, como imigrante que, no fim de contas, era, tinha boas razões para descer avenida, nem que fosse por solidariedade. O elder disse-me que não lhe interessava a política: o desemprego, a pobreza, a injustiça e as desigualdades pareciam-lhe detalhes irrelevantes no grande esquema de deus.

Aos Heróis de Abril #4

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Que Viva Abril!

domingo, 24 de abril de 2016

Assinalado Abril, mais uma vez, observamos na sociedade portuguesa, em diversas estruturas, institucionais e não institucionais, académicas, sociais, culturais e largamente na comunicação social dominante, persistentes tentativas de reescrita da História, de branqueamento do fascismo, de falseamento ou ocultação de papéis e responsabilidades, e , até, tentativas de denegrir a própria Revolução.

É necessário relembrar o fascismo, proteger a memória da Revolução e transformar esta memória numa força presente.