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Maio130: A História do 1º de Maio

segunda-feira, 8 de maio de 2017


Vídeo feito para o espectáculo "Maio 130", apresentado na Festa do Avante (Café-Concerto de Lisboa) a 4 de Setembro de 2016.

O espectáculo feito "a partir dos acontecimentos de 1886 em Chicago, que marcaram a luta dos trabalhadores e definiram o 1.º de Maio como o seu dia internacional de celebração e de luta", cruzou "componentes documentais, poéticas e artísticas de diferentes geografias e momentos históricos.

Vídeo de Ana Nicolau, texto de Joana Manuel.
Locução de Joana Manuel e André Albuquerque.

A luta é dos trabalhadores e só ela conquista direitos

sexta-feira, 6 de maio de 2016

A situação na Grécia tem sido elemento noticioso essencialmente por questões humanitárias e pelas condições em que os refugiados têm chegado às suas várias ilhas.

Mas há algo que tem passado ao lado dos meios de comunicação social. Desde a tomada de posse do governo Syriza, a luta dos trabalhadores tem sido intensa, reiterada e tem enchido as ruas gregas com as reivindicações a que se aliam estudantes, reformados, movimentos sociais anti-racistas e antifascistas, numa unidade e solidariedade que tem chegado de vários países e de trabalhadores dos sectores privado e público. E intensa solidariedade também da PAME e dos trabalhadores com os refugiados, que têm estado ao lado destes, com distribuição de alimentos, abrigos e com a exigência de uma política que os respeite e dignifique como seres humanos.

Pingo Doce (ou o dia em que os elderes apanharam)

terça-feira, 3 de maio de 2016

Muito antes das infames promoções do 1.º de Maio do Pingo Doce, mais precisamente no dia 25 de Abril de 2007, aconteceu um episódio engraçado. Tinha ido ao desfile popular, em Lisboa, quando, mal saio metro, mete-se à minha frente um tipo alto, muito loiro, vestido de camisinha branca e calcinha preta, engomadinho como se fosse para um baptizado, e diz-me assim: «Tem um minuto Deus nozo sinor?» era um elder, vulgo mórmon americanus.

Subimos avenida juntos, com o gajo a tentar convencer-me a juntar-me aos mórmones e eu, por outro lado, a tentar convencê-lo a juntar-se ao desfile. A páginas tantas, o elder, cujo nome já se me foi da alembradura, confessou-me que para ele o 25 de Abril não queria dizer nada. Primeiro porque não era de cá e, segundo, porque o reino dele não era deste mundo. Tentei explicar-lhe que ele, como imigrante que, no fim de contas, era, tinha boas razões para descer avenida, nem que fosse por solidariedade. O elder disse-me que não lhe interessava a política: o desemprego, a pobreza, a injustiça e as desigualdades pareciam-lhe detalhes irrelevantes no grande esquema de deus.