É "só" mais um caso da violência policial que não existe

terça-feira, 9 de maio de 2017

É uma repartição pública, no Montijo.

Um cidadão dirige-se à repartição e uma pessoa que diz ser agente à paisana - sem comprovar se o é e o que está ali a fazer - diz que a pessoa não pode filmar. É verdade, não pode filmar. E no vídeo ele diz que vai parar de filmar e desligar o telefone.

O tal agente, afinal é militar da GNR. Agride o cidadão, asfixia-o com grande sofrimento, até que este desmaia.

O militar dá-lhe bofetadas e ordem de prisão.

Nenhuma funcionária defendeu o cidadão. Ninguém chamou a polícia para deter a pessoa que agrediu outra até a deixar inconsciente. A polícia chegou e deteve não o agressor mas a vítima de agressão.

Jair Costa continua desaparecido e incontactável.

Esta é "só" mais uma história de agressão e abuso policial que hoje conta, felizmente, com a ajuda da captura de imagens que, apesar de neste caso ser proibido por se tratar de uma repartição - embora Jair Costa não estivesse a filmar ninguém que não ele próprio talvez lhe tenha salvo a vida.

E repito: ninguém fez nada a não ser chamar a polícia para prender a vítima da agressão. Até quando?

2 comentários:

  1. QUANTOS LEITORES JÁ FIZERAM UMA REPORTAGEM, DE UMA REPARTIÇÃO DE FINANÇAS, A DIZEREM QUE IRIAM SER AGREDIDOS?!...

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  2. Impressionante. Mesmo que não se possa filmar naquele espaço, que direito tem o polícia à paisana ou fora de servço de fazer o que fez? Uma gravata até ao desmaio a uma pessoa que não fez mal a ninguém? E se fosse uma criança com um telemóvel? Esse polícia tem que ser alvo de uma acção disciplinar, ou mesmo formalmente acusado de crime, pois é um abuso de poder por parte de quem devia saber que há limites. Será que a justiça vai fazer alguma coisa?

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