Glifosato fora de moda

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Agora será má altura para relembrar que a Bayer comprou a Monsanto por 60 mil milhões de euros, depois de ter sido levada a cabo uma campanha de alarme em torno do principal activo da Monsanto - o glifosato e as culturas transgénicas tolerantes a esse herbicida -, mas ainda assim, porque só com as peças todas podemos montar o puzzle, aqui vai:

A Monsanto produziu o roundup (glifosato) e ao mesmo tempo vendeu milhões de sementes tolerantes ao químico, dominando assim uma importante parte da agroindústria e da produção de alimentos. A Monsanto detinha a patente das variedades transgénicas tolerantes ao herbicida e ao mesmo tempo a patente do herbicida. As variedades não eram resistentes a pragas, como muitos tentaram fazer-nos crer, mas sim ao roundup. A patente do glifosato expirou em 2001, e isso permitiu que fosse possível produzir e utilizar glifosato com custos muito menores, continuando a usar variedades vegetais resistentes ao herbicida.

Durante os últimos anos a Bayer tem vindo a colocar no mercado um substituto do glifosato, o único substituto eficaz, segundo a marca. O LibertyLink, que suporta os produtos Liberty e Ignite, ambos da Bayer, vem trazer os mesmos resultados que o glifosato, de acordo com a Bayer.

Portanto, e sem me alongar em especulação, eis os factos: o alarme público em torno do glifosato desvalorizou a Monsanto e abriu caminho à proibição de um produto não patenteado, tal como abriu o caminho à sua integral substituição por um outro produto, desta feita patenteado pela Bayer e que pode ser aplicado precisamente às mesmas colheitas e variedades vegetais.

A Bayer tinha um produto caro que visava substituir um produto barato. Agora talvez o consiga fazer com o apoio da legislação feita ao sabor de interesses não anunciados. Se o BE recebeu ordens de alguém para propor em Portugal a proibição do glifosato, não poderemos saber, mas que houve quem lucrasse milhões com propostas desse tipo, lá isso houve. Criado o alarme em torno do glifosato, restou ao BE cavalgar o seu mediatismo e acusar os comunistas de defenderem a Monsanto e a utilização de produtos cancerígenos. Na sua estratégia de isolar constantemente o PCP, o glifosato foi um eficaz produto. A comunicação social encarregou-se de intoxicar a opinião pública com essa "nova propriedade" do glifosato e com o preconceito de que o PCP é um partido tão ortodoxo que defende que devemos todos morrer por exposição a produtos que provocam o cancro.

O caminho do BE estava destinado ao sucesso. Hoje, a Bayer comprou a Monsanto e prepara-se para substituir o glifosato pelo glufosinato de amónia com publicidade de borla e honras de circo parlamentar. Mas hoje, hoje já ninguém quer saber. Porque a mesma comunicação social que elevou o BE a paladino do ambiente e da saúde pública, não vai fazer a ligação entre a aquisição da Monsanto pela Bayer e o súbito alarme público em torno do glifosato.

A questão não está na utilização do glifosato ou do novo LibertyLink, mas na utilização de variedades transgénicas que colocam a produção agrícola mundial nas mãos dos monopólios do agronegócio e que ditam a sobreutilização dos solos e a sua destruição. Proibir o glifosato enquanto se permite a continuação da utilização de sementes modificadas para serem resistentes a produtos químicos não muda nada a não ser o nome dos produtos. No caso presente, mudou também o proprietário das patentes. Onde a Bayer detinha uma parte do mercado, passou a detê-lo todo.

Mais monopólio, menos planeta.

15 comentários:

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  2. "A questão não está na utilização do glifosato ou do novo LibertyLink, mas na utilização de variedades transgénicas que colocam a produção agrícola mundial nas mãos dos monopólios do agronegócio e que ditam a sobreutilização dos solos e a sua destruição. Proibir o glifosato enquanto se permite a continuação da utilização de sementes modificadas para serem resistentes a produtos químicos não muda nada a não ser o nome dos produtos"

    Algumas coisas a apontar:

    - LibertyLink são genes patenteados, não um herbicida. Nas instâncias do texto que compara LibertyLink ao glifosato deveria estar a comparar glufosinato de amónio ao glifosato ou LibertyLink ao RoundupReady.

    -O glufosinato de amónio(substância activa principal do Liberty) não está patenteado

    - Tanto as variedades transgénicas como híbridas são produzidas por grandes nomes no agronegócio. As patentes expiram e a partir desse momento as sementes tornam-se livres a preços mais baixos. Produzir um transgénico é um processo longo e caro, daí apenas empresas grandes terem capacidade para investir neles. Neste momento há vários transgénicos cujas patentes expiraram, tanto LibertyLink como RoundupReady.

    - Agricultores compram transgénicos porque lhes pooupa dinheiro, aumenta a produção e permite que usem menos herbicida menos vezes, ou evitem o uso de pesticida, no caso de plantas que produzem BT. Isto é bom para o ambiente, não mau. Quando mencionou resistência a pestes, os transgénicos que produzem BT têm-na. É comum a confusão em relação a isto.

    - Não há nada inerente aos transgénicos que "dite a sobreutilização dos solos e a sua destruição". As últimas tecnologias permitem uma melhor utilização dos solos em relação a técnicas antigas, frequentemente utilizadas na agricultura biológica, que destroem mesmo os solos.
    O objectivo dos transgénicos é precisamente o oposto do que diz - criar plantas mais resistentes que crescam utilizando menos recursos e menos pesticidas e herbicidas, obtendo mais produção e menos impacto ambiental.

    - A alternativa a utilizar culturas transgénicas resistentes ao glifosato é utilizar outros herbicidas, em maiores quantidades.

    - Um produto químico é qualquer produto. A água é um produto químico.

    Não se deixem levar por pseudo-ciência de activistas, por favor. Existe um consenso científico a favor dos transgénicos, suportado por milhares de estudos, e os impactos medidos até hoje são positivos.

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    1. 100% de acordo. Para se ser ativista há que ter boa informação.

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    2. Os senhores/as que me antecederam não são activistas, são empregados. Consenso científico a favor dos transgénicos? Impactos medidos até hoje são positivos? Mas esta gente está louca? (resposta curta: não, são empregados, é o trabalho deles; no entanto, são sociopatas em desenvolvimento) É verdade que os transgénicos respondem a alguns anseios e problemas reais do sector mas apenas na medida em que servem as empresas que os comercializam, ao mesmo tempo que levantam questões importantíssimas sobre o futuro da vida na terra, nomeadamente os efeitos a longo prazo em termos de saúde e biodiversidade. Nada nas respostas anteriores refere estes problemas, os responsáveis apenas procuram fazer uma lavagem cerebral aos leitores.

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    3. Acredite, adorava receber dinheiro da Monsanto ou da Syngenta ou de qualquer um desses por defender o consenso científico.
      Tem estudos científicos que comprovem os efeitos a longo prazo na saúde e biodiversidade? Porque há milhares de estudos a comprovar a sua segurança, tanto independentes quanto financiados pelas corporações. Apontam todos para o mesmo. Forneço-lhe de bom grado links para uma meta-análise que representa o estado da pesquisa científica sobre este assunto.

      Refute o que eu digo com estudos, não a acusar-me de ser empregado de uma multinacional, por favor.

      Alguns links:
      http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25365303
      http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.3109/07388551.2013.823595

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    4. Se você não está a receber, está a ser explorado, porque há muitos colegas seus a receber bom dinheiro. Organize-se e reclame o que é seu!

      Em relação aos seus comentários, devo dizer que esperava mais. Eu ter, não tenho (estudos científicos que comprovem...), mas não é difícil encontrá-los - até um amador como eu consegue. No entanto, parece-me mais importante fazer aquilo que Darwin fez em relação à evolução das espécies, ou seja, identificar o mecanismo. Os organismos geneticamente modificados ou transgénicos são organismos com alterações ao seu código genético de acordo com as prioridades dos seus fabricantes, logo seres humanos, e como tal são criados por selecção artificial. Selecção artificial implica um leque limitado de variedade genética, ou seja biodiversidade, que pode ser compensado mas nunca corrigido pois as espécies são criadas de forma discreta (i.e., por actos individuais premeditados) e não de forma contínua e imprevisível como num processo de selecção natural ao longo do tempo. Ou seja, as espécies criadas serão mais susceptíveis de perecerem perante eventos não previstos pelos criadores do que as espécies normais, diversas e adaptadas, e portanto a aposta mais segura para o futuro da humanidade.

      No entanto, tenho a certeza que não só sabe isto como já deve ter lido no seu guião que na União Europeia tem imperado o princípio da precaução - até certo ponto, é certo - ou seja, é necessário provar que algo não faz mal para se poder aprovar a sua utilização e não o contrário, como acontece nos EUA - terra dos transgénicos. Ora, como é que se prova que os transgénicos não fazem mal a longo prazo se está mais do que identificado o mecanismo que implica necessariamente problemas de adaptação a longo prazo? É simples, não se prova - pelo menos não científicamente.

      Ainda me diverti a procurar uns artigos por instantes. Ora vejamos a contribuição de Jacobsen et al. (2013) (disponível em http://link.springer.com/article/10.1007/S13593-013-0138-9) e passo a citar (directamente do abstract): "(...) The first obstacle is the claim that genetically modified crops are necessary if we are to secure food production within the next decades. This claim has no scientific support, but is rather a reflection of corporate interests." Clássico. Ou então a de Smeller e Henle (2008): "Genetically modified organisms (GMO) in non-European countries are introduced into the agro-environment on large scale with little knowledge of adverse effects on biodiversity." Quem diria, hein?

      Mas sabe, há outra coisa que se esqueceram de lhe dizer, e tem a ver com o método científico. Os artigos que citou são absolutamente ridículos. Você acha que análises estatísticas de citações provam o que quer que seja? Meu amigo, isso é bater no fundo. Você estudou onde? Na Universidade Independente ou na Lusófona? Tenha vergonha.

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    5. Mais uma vez, mostra que não percebe nada do que está a falar.

      "Eu ter, não tenho (estudos científicos que comprovem...), mas não é difícil encontrá-los - até um amador como eu consegue"

      Isto é a verdadeira prova do ideólogo. Se acha que está certo comprove-o com estudos. Dizer que conseguia encontrar é o mesmo que nada. O consenso científico (e caso não saiba, com consenso científico não me refiro exclusivamente a opiniões de cientistas, refiro-me à grande maioria de estudos feitos e os seus resultados, neste momento passam os 2000) aponta para uma coisa - a segurança dos OGMs. Basicamente todas as grandes organizações científicas concordam sobre a segurança de OGMs, incluindo a OMS. Passo a citar: "GM foods currently available on the international market have passed safety assessments and are not likely to present risks for human health. In addition, no effects on human health have been shown as a result of the consumption of such foods by the general population in the countries where they have been approved."

      Vamos por partes
      "Selecção artificial implica um leque limitado de variedade genética, ou seja biodiversidade, que pode ser compensado mas nunca corrigido pois as espécies são criadas de forma discreta (i.e., por actos individuais premeditados) e não de forma contínua e imprevisível como num processo de selecção natural ao longo do tempo. Ou seja, as espécies criadas serão mais susceptíveis de perecerem perante eventos não previstos pelos criadores do que as espécies normais, diversas e adaptadas, e portanto a aposta mais segura para o futuro da humanidade."

      Parece pensar que um transgénico é criado de raíz num laboratório, quando na realidade é uma planta que já cultivávamos com um gene acrescentado que o faz produzir mais uma proteína, que depois são cruzadas como normal ao fim de várias gerações. Cada transgénico é desenvolvido e estudado em média durante mais de 10 anos antes de ser lançado ao público.
      Segundo, onde está a relevância aqui? Tudo o que comemos é seleccionado artificialmente, transgénico ou não. Nada do que comemos está no seu estado "natural" e grande prova disso é o facto de a maior parte das plantações que cultivamos ser completamente incapaz de sobreviver na natureza. Isto não tem nada a ver com transgénicos. Engenharia genética pode fornecer defesas às plantas, baixar a necessidade de água e outras características vantajosas.

      "Ora, como é que se prova que os transgénicos não fazem mal a longo prazo se está mais do que identificado o mecanismo que implica necessariamente problemas de adaptação a longo prazo?"

      Por favor, fale-me desse mecanismo, adorava saber sobre ele. Parece mesmo não perceber que os seus argumentos se aplicam a qualquer plantação actual, e não só a transgénicos.

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    6. "Mas sabe, há outra coisa que se esqueceram de lhe dizer, e tem a ver com o método científico. Os artigos que citou são absolutamente ridículos. Você acha que análises estatísticas de citações provam o que quer que seja?"

      A sério? Está mesmo a dizer isso? Meta-análises são O MELHOR instrumento que temos para consolidar estudos científicos. Saberia isso se tivesse as mínimas qualificações para interpretar o que vê.
      O problema é já estar convencido da sua posição sem sequer ter visto o estado da pesquisa. Também estava inseguro sobre a segurança de OGMs, até que me dei ao trabalho de fazer a pesquisa em vez de ouvir organizações de activistas.

      Mas se acha que não chega, e se acha que o seu artigo (que não prova qualquer perigo relacionado com OGMs) é suficiente para contrariar milhares de estudos, é consigo. Mas já está a acreditar em contos de fada.

      Entretanto, mais análises compreensivas e um link para uma base de dados onde pode ver o estado actual da pesquisa, onde pode encontrar tanto estudos independentes, quanto estudos financiados pelo governo ou por corporações. Interessantemente, os resultados, independentemente de quem os financia, são concordantes. Suspeito, não? É quase como se houvesse um consenso científico.

      Base de dados:
      http://genera.biofortified.org/viewall.php
      Análises:
      http://www.tandfonline.com/doi/full/10.4161/gmcr.24459?src=recsys
      http://www.tandfonline.com/doi/full/10.3109/07388551.2015.1130684?src=recsys

      Leitura mais fácil: http://www.forbes.com/sites/jonentine/2014/09/17/the-debate-about-gmo-safety-is-over-thanks-to-a-new-trillion-meal-study/#709e108cca93

      Ironicamente, todo o espalhafato em volta dos OGMs só ajuda a Monsanto e outras empresas grandes a deterem uma boa parte do mercado, enquanto que empresas pequenas não têm recursos pra lutar contra a estupidez que é o activismo anti-OGM hoje em dia.

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    7. Quanto aos artigos que menciona, o primeiro, que é um artigo de opinião, não diz absolutamente nada a seu favor sobre a segurança de OGMs, e o segundo nem o consigo encontrar. Agradecia uma ligação.

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    8. Análise de 1783 estudos:
      https://www.geneticliteracyproject.org/wp-content/uploads/2013/10/Nicolia-20131.pdf
      "We have reviewed the scientific literature on GE crop
      safety for the last 10 years that catches the scientific
      consensus matured since GE plants became widely cultivated
      worldwide, and we can conclude that the scientific research
      conducted so far has not detected any significant hazard
      directly connected with the use of GM crops"

      Diga-me uma coisa, acredita no aquecimento global antropogénico? Se sim, porque é que acredita no consenso científico para um caso e duvida dele para outro? Ainda mais quando as empresas de exploração de petróleo estão ordens de magnitude acima, em termos de dinheiro e influência, de qualquer empresa de biotecnologia?

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  3. O PCP/Açores também poderá ter "recebido ordens de alguém" para proibir o glifosato nos Açores?
    http://www.acorianooriental.pt/noticia/pcp-acores-avanca-com-proposta-para-proibir-compostos-com-glifosato-na-regiao

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  4. A tese de que o BE é o responsável pela compra da Monsanto pela Bayer, porque defende a proibição do glifosato nas cidades é uma história da carochinha ?!? Como é que uma poderosa multinacional como a Bayer e a Monsanto se deixariam intimidar pelo BE ??? Por causa das campanhas da Greenpeace, Avaaz, da campanha do The Guardian ou de outras redes internacionais talvez....agora de um pequeno partido à beira mar plantado ?!?? delirios....

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    1. Parece-me que foi mais uma alusão a uma aparente postura de esquerda por parte do BE, como de resto já nos tem vindo a habituar, que não é capaz de ir além das reacções imediatas, precoces e previsíveis. A política "à esquerda" deve ser ponderada, pensada a longo prazo e não de manchete em manchete. Mais ainda, é preciso ter experiência e perspicácia para saber evitar ratoeiras políticas.

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  5. Continuo sem perceber o que é que a iniciativa do BE, que teve apoio dos Verdes, e que ainda assim foi chumbada no parlamento tem a ver com a compra da Monsanto pela Bayer? Aliás, o que é o glifosato tem a ver com a tendência de fusão dos oligopólios dos agroquimicos, sementes e etc... ?

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    1. É certo que me parece descabida essa insinuação, mas não passa disso, uma insinuação. Contudo, é alusiva a uma tentativa do BE de colar o PCP como sendo pró-Monsanto, pró-OGM e de "direita". Ora, repare nos seguintes artigos:

      http://www.esquerda.net/artigo/glifosato-transformou-se-num-veneno-tipico-da-austeridade/42831

      http://www.esquerda.net/opiniao/glifosato-o-sectarismo-faz-mal-saude/42833

      Algum deles faz referência a eventuais problemas no sector levantados pela proibição dos referidos produtos? Pelo contrário, parecem assumir que a posição do BE é a única defensável e alegam espanto quando o PCP toma decisões diferentes e nem sempre coerentes com as decisões autónomas de outros grupos do PCP, mas que aludem a outros problemas que a proibição não resolve.

      Mais ainda, revelam problemas de lógica: Não há contradição entre uma abstenção do PCP na votação da proibição total, alegadamente inconsequente, e o voto contra na votação da proibição em espaços públicos, alegadamente decisiva. Se são coisas diferentes, porque é que a votação haveria de ser a mesma? E se são coisas diferentes, como é que se infere que se trata de sectarismo? Não há diferenças entre uma posição tomada a nível nacional e uma decisão tomada a nível municipal? São coisas literalmente diferentes e têm consequências diferentes.

      A interpretação destas decisões políticas revelam até um certo "amadorismo" por parte de alguns dirigentes do BE mas acima de tudo revelam desonestidade e má fé. Por outro lado, isto é compatível com a estratégia de diferenciação do BE, que assenta na ideia de que o PCP é um partido monolítico, antiquado, envelhecido, etc. A resposta aos problemas só se consegue discutindo-os e para isso é preciso capacidade de diálogo, paciência e honestidade, coisas que parecem faltar ao BE nestes momentos.

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