Para populismo, populismo e meio

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Pela boca morre o peixe, pelos actos - ou pela falta deles - morre o populista. Como qualquer inveterado militante do CDS, gente sempre muito sonora na demagogia e no ataque fácil, cai-lhe como uma luva estar isolado no topo da irresponsabilidade e da pura malandrice política. «Nuno Melo ocupa o último lugar dos portugueses na lista de participações em votações nominais nos plenários do Parlamento Europeu». Este campeão das «baldas», que deve estar quase a ser vice-presidente do seu partido, prefere andar em passeatas de campanhas eleitorais pertinho de casa do que estar a trabalhar, como devia, no lugar e na função para a qual fora – infelizmente, diga-se – eleito. Porque no PE não falta trabalho, o que falta é gente com vontade de trabalhar. Porque o mal do PE não é quem trabalha, é quem vive de dinheiros públicos e anda “de costas ao alto pelos cafés”. É que para populismo, populismo e meio.

É bem verdade que, relativamente a deputados do espectro direitista e populista nunca nada está tão mau que não possa piorar. E se conhecíamos até aqui a postura do estridente Marinho e Pinto, na senda dessa casta moralista-conservadora do “olha para o que eu digo e nunca para o que eu faço”, observamos agora o marimbismo altamente patriótico de Nuno Melo. “Ó Abreu dá cá o meu” e siga para bingo, que a remuneração é farta. Para populismo, populismo e meio. E para quem neles vota, ou tem votado, que aprenda definitivamente a lição. É que "não andamos a brincar aos políticos", o que fará se andássemos...

Nota: Entretanto, tal como a direita temia, parece que este país está mesmo entregue a comunas e esquerdistas em geral. Consta que Jerónimo de Sousa, na qualidade de líder partidário, vai inaugurar um equipamento do Estado. Sim, vai.

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