Trivela de Quaresma

terça-feira, 1 de setembro de 2015

"Amigo,
Imagina que eras tu com o teu filho nos braços que tinhas de deixar o teu país, escondido, a fugir da guerra e da fome, desesperado por encontrar um sítio no mundo onde pudesses recomeçar e dar ao teu filho tudo aquilo a que ele tem direito.
Agora que imaginaste, vê a realidade do que se está a passar na Europa.
As crianças que fogem da guerra também são nossas crianças, também elas têm direito de ter um futuro e construir um mundo melhor.
Não podemos ficar indiferentes a este problema, está nas nossas mãos impedir isto"
 Ricardo Quaresma, 29/8/2015

14 comentários:

  1. Sim, mas é preciso saber quem são os responsáveis desta guerra. A Turquia e o seu presidente, Erdogan, é um dos principais responsáveis, marimbando-se completamente no caso dos refugiados que atravessaram a Síria até à Grécia. Tentaram levar os EUA para uma intervenção militar em 2013 (que falhou). Agora, estão metidos numa guerra civil com os curdos do PKK.
    Há mais responsáveis: os EUA, Israel, Arábia Saudita, Inglaterra e França.
    Também empurraram a Síria para esta situação, jogando agora o jogo da hipocrisia, em relação aos refugiados.

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    1. Provavelmente tudo isso e muito mais, em face de factos que os tempos têm vindo a revelar.

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    2. É inacreditável o papel de Israel no meio desta carnificina que existe na Síria, como também em relação aos refugiados. Sabemos agora do seu apoio aos terroristas islâmicos da facção «Al-Nusra»; do bombardeamento dos montes Goulã, com caças fornecidos pelos EUA; do seu apoio indirecto à guerra no Iémen e da ligação que tem com os curdos «peshmergas» desse outro traidor, chamado Barzani que já lhes fez o favor de vender o petróleo do Iraque a baixo custo. Para além disso, os seus grupos de pressão actuam nos governos europeus, como o francês e o inglês. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, é quase um filho de Israel; é um «capacho» de Benjamin Netanyahu.

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  2. No fim da 2ª Grande Guerra o Governo de então enchia umas camionetas com crianças refugiadas da fome e destruição que grassava na Europa e ia pelas aldeias a mobilizar quem tinha meios de acolher e cuidar de alguma ou algumas delas.
    Bem sei que era o 'fascismo', mas vejo por fotografias da época que houve um Adolfo em casa do meu avô.
    Talvez por isso, os refugiados foram bem recebidos na Áustria.

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    1. «Talvez por isso, os refugiados foram bem recebidos na Áustria.» Não percebo esta sua conclusão. Nada tem a ver com aquilo que escreveu nos dois primeiros parágrafos.

      Depois, essa do Adolfo Hitler ter vivido em casa do seu avô, tem muito a ver consigo, de facto.

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    2. «Bem sei que era o 'fascismo'...»

      Mais uma apologia ao fascismo da parte do «Jose».

      Já agora «um Adolfo» seria o retrato de Adolf Hitler no quarto do seu avô? Daí se explica a sua educação, pelo fascismo.

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    3. Ó palermas! O miúdo era austriaco e chamava-se Adolfo.

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  3. Mas que os CULPADOS não fiquem imunes....

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  4. Em relação ao que se passa na Europa, esta situação dos refugiados é uma vergonha.
    Em relação ao que se passa no Mundo, esta situação dos refugiados é uma hipocrisia.
    Porquê?
    Porque existe uma guerra no Iémen, desde Abril deste ano, praticamente silenciada por toda a comunicação social. Desde Abril, já morreram cerca de mil crianças, devido aos bombardeamentos assassinos da Arábia Saudita. Um desses bombardeamentos, foi um teste realizado com uma bomba de neutrões, por um avião de Israel.
    Esta guerra contra o Iémen é um crime contra a humanidade.

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  5. A mediocridade da cultura do Ocidente e seus agentes.
    A presidente do Conselho Português para os Refugiados (CPR) acredita que os dirigentes europeus vão ser "julgados pela História, por não terem actuado mais rapidamente" na resolução do drama de milhares de refugiados e migrantes.
    Eu defendo que devem ser julgados, não pela falta de rapidez na resolução do drama, mas pela rapidez com que decidiram fomentar a desestabilização de sociedade que tinham problemas e as abandonaram à sorte dos senhores da guerra, do petróleo e da traficância humana. A indiferença do "ocidente" é um sinal de decadência e doença grave. Pelo caminho, não faltará muito tempo para que passemos a viver este terrível espectáculo (sim, espetáculo em que isto se tornou) da vida destes desgraçados, na realidade da nossa própria vida?

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  6. O Sr. Cameron que está bem atento ao drama, teve um percalço, ao chamar aos migrantes, «a swarm of people» (um enxame de pessoas). Agora, viu-se obrigado a defender os refugiados, por obediência à linha política traçada pela senhora Merkl e outros governadores europeus. No entanto, quando foi para bombardear a Líbia, não teve em conta o drama dos refugiados que esta guerra causou e que vieram desembarcar na Itália e em Espanha. Como também, não contou os mortos dos refugiados, durante a travessia. Teve em conta, sim, ajudar a chamada «coligação» no bombardeamento da Síria e na guerra ficcional contra o chamado «ISIL» ou «ISIS» que está a causar a onda de refugiados curdos, sírios, para a Europa, através da Grécia.

    Turquia, Inglaterra, França, Arábia Saudita, Israel, os Estados Unidos, não tiveram em linha de conta o drama dos refugiados que causaram, com as suas guerras mortíferas e nos seus bombardeamentos contra alvos civis. Ainda não estamos esquecidos da matança que a NATO fez em Sirte.

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    1. Não estão esqueccidos nem esquecerão nunca ...mais depressa, muito mais depressa, esquecem as decapitações do ISIL e já esqueceram as malfeitorias do Assad.
      A selectividade é essencial à preservação dos dogmas.

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    2. Lá tinha de vir esta vespa, com as suas teorias. Onde é que ele foi buscar esta do Assad? Já agora, quais as malfeitorias? E depois essa de «A selectividade é essencial à preservação dos dogmas» é típica de um idiota, mesmo. Só um idiota, com um enorme complexo de inferioridade, em relação a pessoas de bom senso, pode vir com frases tão parvas como esta.

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  7. De repente, a nova direita europeia é toda pró-migrantes. Todos vão ficar bem nas capas das revistas, a falar sobre o drama dos refugiados, desde Marcelo Rebelo de Sousa, a António Guterrez, à actriz Angelina Jolie. Sim, os refugiados são uma boa causa para promoção pessoal e institucional, como é o caso da Igreja Católica portuguesa (apostólica e romana). A nossa igreja tem casas vazias e vai cedê-las aos refugiados que chegam em Outubro. Sim, é óptimo, mas, então... e os chamados «sem abrigo» portugueses? Não contam? E aqueles que perderam a casa, devido ao aumento brutal das rendas e são agora parte da maioria empobrecida e envergonhada deste país? Não terá direito a uma casa da igreja católica?

    A obra de misericórdia pelos refugiados começa a tornar-se quase igual ao drama dos timorenses e toda a propaganda montada, para abafar mentiras e demais misérias de um país em crise.

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