Referendo em Portugal será em Setembro

domingo, 5 de julho de 2015

Duas correcções face ao título: Cavaco ainda não marcou, mas final de Setembro/início de Outubro haverá eleições legislativas em Portugal, para eleger os deputadas na Assembleia da República; e não será um referendo como na Grécia com uma pergunta. Mas essas eleições comportam várias perguntas que devemos fazer-nos a nós próprios e aos programas das forças partidárias. E face ao carácter crescentemente federalista da União Europeia (UE), cabe-nos nestas eleições nacionais perguntar também que UE queremos, e qual a postura que queremos que o nosso governo nacional tenha perante as instituições internacionais, como a UE e o FMI. Queremos um governo submisso, que acatadamente procure cumprir o que lhe é exigido, subordinando a vida da maioria dos Portugueses e o futuro do país a regras que servem interesses do grande capital (estrangeiro e nacional)? Ou queremos um governo que seja capaz de ser assertivo e de defender os interesses nacionais? Queremos um governo que capitule a soberania nacional ou um governo patriótico?

A trabalho está-nos facilitado. O actual governo PSD/CDS-PP já demonstrou que governo quer ser: o menino bem comportado, que até vai além do exigido pelo professor, que levanta a mão antes de ir à casa de banho. Comportamentos aceitáveis por um pupilo, mas não entre Estados soberanos e independentes. O PS também já demonstrou que postura terá no Governo, pelas votações que tem feito relativamente à proposta de renegociação da dívida, elemento fundamental para garantir desenvolvimento a curto prazo em Portugal e evitar ainda mais degradação das funções sociais do Estado. Aliás a Troika nacional (PS, PSD, CDS-PP) tem sido clara na sua visão sobre a soberania nacional ao convergirem na sua aprovação, promoção e cumprimento dos múltiplos tratados e acordos da UE, incluindo na sua recusa de sujeitar ao escrutínio popular~quaisquer decisões supra-nacionais que têm vindo a destroçar a independência de Portugal. Recordem-se apenas o mais recentes:
- o Tratado de Lisboa e os decorrentes pacotes legislativos da Governação Económica (Six Pack e Two Pack)
- Tratado sobre a Estabilidade, Coordenação e Governação na União Económica e Monetária – também conhecido como Tratado Orçamental;
- o «Semestre Europeu»;
- a «União Bancária»;
- o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (o TTIP: «Transatlantic Trade and Investment Partnership»)
Tal é o colete de forças em que a troika nacional nos meteu, que pouco podem os seus partidos diferir nas suas propostas legislativas. Cavalo ou jumento, produzem muita merda e a de ambos cheira mal. Na campanha que se avizinha há que direccionar o debate político sobre fundamentos, e não nos deixarmos distrair com questões ilusórias, promessas que não tencionam ser cumpridas. É o futuro do país que está em jogo.

13 comentários:

  1. Aguarda-se que seja apresentado um plano que:
    1 - exclua a colaboração do capital imperialista - nada deve depender do inimigo
    2 - que nos defenda das acções do inimigo - seguramente violentas em particular se não cumprirmos o serviço e pagamento da dívida
    3 - que nos devolva a independência económica - balança comercial equilibrada
    4 - que nos devolva a independência política - seguramente sem euro
    Como tudo deverá conduzir a melhores condições de vida, como a todo o tempo se proclama ser possível e devido; a expectativa é altíssima.

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    1. Eis o paleio pretensamente anódino dum que se refugiou no fundo da caserna à espera do golpe dos amigalhaços do kaulza em 25 de Abril de 74 e cujo cheiro suspeito empestou a sua casa em 75

      Mas que acabou de escrever este texto miserável:
      "Petain estava tão certo quanto de Gaule: a um competia-lhe não ser suicidário, ao outro aliar-se a quem pudesse reverter a situação. E para ambos a causa era a sobrevivência da França."

      Fazer o elogio de petain é nojento. Afirmar que petain estava certo é tentar fazer passar que o colaboracionismo miserável estava certo.É dar a benção a traidores.É a abjectividade a sobrar neste século XXI com os ventos do nazismo a infiltrarem-se por entre os interstícios das reeleituras da História feitas desta forma inqualificável.

      Pétain foi lider do governo fantoche nazi.Foi um traidor que se aliou objectiva e subjectivamente ao nazismo. Pétain foi responsável pela entrega de muitos franceses às garras do nazi-fascismo. A polícia colaboracionista francesa teve atitudes piores que alguns do próprio exército invasor.
      Pétain defendia o ser bom aluno da nova ordem europeia nazi, o fazer o trabalho sujo dos alemães,o perseguir os judeus, o executar os resistentes, o combater ao lado das SS.

      O elogio a Pétain ultrapassa o limite da decência. Por detrás disto é a face da barbárie que aparece.

      Quase sempre de máscara. Mas por vezes de forma horrenda e crua

      De

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    2. Lixo discursivo salivado de calúnia, miséria moral em intelecto tão longe do lectus que agonia!

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    3. Com toda a certeza. Por isso o lixo discursivo, salivado de calúnia e de miséria moral,acentuadamente colaboracionista e com trejeitos de cumplicidade abjecta não passa.

      A questão vai muito mais longe da agonia ou do lectus transformado em sofá do amigo flamengo, outro fanático petanista embora com preferência pelos colaboracionistas do seu próprio país.

      Não passa. As reescritas miseráveis da História não podem passar impunes, Porque atrás delas é a própria História que querem mudar.Com a colaboração activa dos petains da actualidade, sejam mais ou menos canalhas ou mais ou menos fascistóides como o exemplo anexo.

      De

      De

      Não passa

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  2. Não fora a memória do revolucionário «De» e o sacana do «José» passaria nestes comentários como um bom cidadão e democrata.

    José tenta tudo, mas há sempre quem o apanhe.

    Obrigado, «De».

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  3. Já agora, será melhor não esquecer ao fascista José que Pétain também está ligado ao colaboracionista Laval e aos esquadrões «Maquis».
    Defender Pétain, é o mesmo que defender Laval; o mesmo que defender a colaboração com o nazismo.

    Pode tentar tudo, José, mas não conseguirá esconder a sua verdadeira identidade neonazi.

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    1. Rótulos e neorótulos calham-me no lado em que durmo melhor.

      Deixo aos praticantes de salmos, responsos e arengas o conforto que isso lhes possa dar.

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    2. "Uma Alemanha vencida era ainda assim um aliado indispensável à luta que se desenhava contra uma besta vencedora como a Rússia Soviética."

      Eis a categoria de salmos e de responsos de arengas e de confortos assumidos pelo jose/JgMenos.

      Por trás adivinha-se a mágoa pela derrota do nazismo

      Nem rótulos nem neorótulos( ?). Apenas o carácter sinistro de alguém que tal como um verdugo da pide se gabava que dormia bem à noite.
      Este, a 26 de Abril mijou-se pelas pernas abaixo

      De

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    3. Eu diria mesmo que se cagou pelas pernas abaixo...

      Este Jose é um nazi miserável.

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    4. Eu diria mesmo que ainda se caga todos os dia...correndo bem!

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    5. Esta identificação do processo digestivo do jose com o do pide é um acto falhado.
      Por outras palavras...a trampa a uni-los.

      Daí o cheiro também..Ou os processos circenses ( sem desprimor para os circos) para tentar ter um lugar com o intuito de desempenhar o seu papel

      De

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    6. José, um autêntico grunho nazi.

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