A fraude da austeridade

terça-feira, 28 de julho de 2015

Ainda não teve resposta por parte do Governo a Pergunta apresentada pelo PCP sobre os destinos das verbas obtidas através do "empréstimo" da troika estrangeira que foi apresentada há 25 dias atrás. Essa pergunta pode ser consultada aqui.

A resposta não é fácil e sem a ajuda do Governo será muito difícil compreender para onde terão ido os 78 mil milhões de euros que o Estado Português, com a assinatura do PS, PSD e CDS, contraiu como dívida e sobre a qual todos pagaremos os juros e as consequências políticas. Sim, os juros e as consequências políticas. Que o credor, neste caso, não se limitou a emprestar o dinheiro e exigir o pagamento do capital e dos juros. Foi muito além disso e exigiu o cumprimento de um programa político anti-democrático, anti-popular e anti-nacional, baseado naquilo a que chamam "austeridade".

Mas umas contas simples fazem-nos perceber que o "empréstimo" não entrou nas nossas contas. Vejamos, o PIB contraiu cerca de 6% entre 2011 e 2014, o que equivale a cerca de 10 mil milhões de euros produzidos a menos em Portugal. Uma quantia semelhante desapareceu dos gastos do Estado com Educação, Saúde, Cultura, Prestações Sociais e investimento público. Ou seja, o orçamento do Estado diminuiu em proporção com a queda do PIB, sem consumir verbas adicionais, ou seja, não entrou dinheiro no sistema. Para onde foram então os 78 mil milhões?

Ao mesmo tempo, entre 2011 e 2015, a dívida pública aumentou 50 mil milhões de euros e as despesas anuais com juros da dívida aumentaram de 4 300 milhões para 8 500 milhões. Nesse mesmo período, a Banca conseguiu eliminar 30 mil milhões de euros de imparidades com recurso a dívida garantida pelo Estado.

A "crise das dívidas soberanas" não passa de uma crise da banca, por ter usado o dinheiro dos depositantes como manancial para os negócios de banqueiros empreendedores e aventureiros. Aquilo a que chamam "austeridade" não é mais do que o Estado a ser chamado a pagar os buracos deixados na banca, porque os bancos se tornaram "demasiado grandes para falir". O problema é que também são "demasiados grandes para resgatar". Como tal, é preciso cortar nas despesas do Estado para assegurar que existem suficientes "almofadas" para a banca. Os 78 mil milhões que o Estado português contraiu de dívida junto da troika ocupante foram para os bancos. Cada tostão.

8 comentários:

  1. Está mais que visto que o dinheiro da troika foi para os bancos falidos não falirem!!
    E como fazer?? tornar a banca pública e ao serviço do povo!!
    E como fazer? ocupar as herdades e pô-las a produzir, reforma agrária!

    numa palavra: REVOLUÇÃO!!

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  2. Simplicidade, clareza e rigor. Parabéns, Miguel Tiago. Quanto a caminhos a trilhar, a Maria, do comentário anterior, indica uma via essencial: revolução!
    Nota: Parecerá a alguns que reivindicar uma revolução nos dias que correm, é uma espécie de ressuscitação de T. Moro e da sua "Utopia". Contudo, a cada dia que passa, germinada em cada consciência e de forma cada vez mais alargada, a ideia de que o sistema capitalista se encontra num estado agónico e perigoso, que torna especialmente urgente a sua superação.

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  3. A melhor resposta, será uma reacção maior da sociedade ao que se assistiu no dia 15 de Setembro de 2012, com via a uma revolução e punição de todos aqueles que fizeram parte do pacto de agressão da troika.

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  4. Se o Governo não responde - desrespeitando, repetida e reiteradamente, a obrigação estabelecida no Regimento da Assembleia da República - a perguntas tão mais simples e descomprometidas do que esta, desde o dia em que ela foi colocada que tenho para mim que nunca o irão fazer com a questão apresentada pelo sempre incómodo e mui inconveniente Grupo Parlamentar do PCP. Para o fazerem, falando verdade, teriam de, forçosamente, conformar com o exposto. Que chatice essa!

    A prática deste Governo PSD/CDS e também do PS é a de, invariavelmente, subverter a verdade, espelhando-a como uma verdadeira mentira no seu uso. Mas o dia em que não será mais possível continuar a mentir usando a verdade está a chegar, pois à medida que se aproxima o fim do beco para onde empurraram o País nos últimos 39 anos, aquele é cada vez mais escuro, estreito, nauseabundo e mal frequentado.

    Que o País não se deixe iludir: a austeridade só trará mais austeridade; pactos de agressão só trarão mais pactos de agressão; caminhar neste caminho só nos fará continuar, obviamente, no mesmo caminho. Depois dos anéis, chegará, com brevidade, a vez dos dedos, depois da mão e a seguir do braço, até que… nada mais reste.

    Revolução! Sim, Revolução!

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  5. Vai-se a ver foi para os banqueiros, o grande capital, as grandes empresas, os monopólios internacionais,a grande pata ...

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    Respostas
    1. Sim, mas o José é amigo do grande capital, de Hitler, dos campos de concentração, do governo de Pétain... Por isso, eu até pergunto: O que faz o José aqui nesta caixa de comentários? Ou será que vai chamar agora o seu duplo «J.» ou Jgmenos»?

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    2. Fugiu-lhe a boca para a verdade (neste caso os dedos nas teclas certas). Sim foi para o grande capital, basta constatar o aumento de lucros das grandes empresas, no sentido inverso à redução dos proventos de quem trabalha e produz riqueza.

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