Não ceda um Metro

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Na próxima 6a feira haverá nova greve dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa. Nova batalha numa luta que dura há anos e, contrariamente ao que por vezes se proclama, tem tido sucesso, pois não fosse esta luta, o processo de subconcessão do Metro há muito teria avançado.
Uma luta árdua destes trabalhadores em defesa das suas condições de trabalho e pelo cumprimento do Acordo de Empresa, em defesa de um transporte público de qualidade e dos interesses dos seus utentes. Sim, em defesa dos seus utentes!

¿É razoável que face a uma greve dos trabalhadores de um serviço público de transportes, que um utente, também trabalhador, reaja reflexivamente contra membros da sua própria classe social, queixando-se que vê a sua ida para o emprego perturbada? Que desconfie logo dos motivos de greve, falando até em defesa de "privilégios"? Ou que nem procure informar-se destes mesmos motivos? Que num patente conflito entre trabalhadores e administração, tome o lado da Administração e culpabilize os trabalhadores por "insistirem" numa forma de luta, consagrada na Constituição? (Um direito que um dia poderão ser forçados a usar para salvaguardarem o seu emprego.) Que um utente, depois de se ter queixado da subida do preço dos títulos de transporte e das avarias e das carruagens pejadas, persista em ignorar como é justamente a má gestão da Administração a principal responsável pela quebra de qualidade?

Tudo isto não surpreende, mas tão pouco é racional. Ou só será na medida em que se partem das premissas de que na sociedade cada um defende o seu, que os sindicatos e partidos são todos uns gatunos, mas uma administração privada — cujo único mandato é a obtenção de lucro — é de confiança e será mais eficaz que uma gestão pública ao serviço do interesse dos cidadãos. Importa por isso lutar lado a lado com os trabalhadores e fazer o trabalho difícil de contrariar instintos selváticos com informação e argumentos.

O Governo já anunciou que a subconcessão do Metro e Carris será atribuída ao grupo espanhol Avanza, por usa vez detido pelo grupo mexicano ADO, segundo o Diário Económico "o maior operador privado de transporte rodoviário público em Espanha". (É sempre irónico como num sistema que onde a competição é endeusada,  é patente o processo de concentração e criação de monopólios, privados claro.)

Repare-se que neste contexto se fala de "subconcessão" e não privatização. Isto porque estas empresas públicas de transporte não irão ser vendidas, mas a sua exploração vai ser subconcessionada a uma empresa privada. Qual a experiência neste tipo de transacção? Não é preciso ir muito longe.

Basta consultar a recente "Carta Aberta ao Tribunal de Contas" elaborada pela FECTRANS (Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações). Este documento alerta para «um conjunto de operações que provocarão impactos dramáticos sobre as contas públicas», incluindo o Metro e Carris, a TAP, a EMEF e CP Carga, a Transtejo e Soflusa. E começa por analisar o caso do Metro do Porto, que desde o início da sua operação funciona, precisamente, como subconcessão de uma empresa pública a uma empresa privada. Um modelo que «criou uma situação onde a dívida pública é de 3,220 milhões de euros (sim, três mil duzentos e vinte mil milhões, não falta nenhuma virgula [sic]), tendo a Empresa Pública assumido encargos financeiros superiores a 2,473 milhões de euros nos últimos 10 anos fruto de uma situação completamente insustentável onde o serviço directo da dívida já mais que duplica o total das receitas operacionais.» Uma proveitosa repartição de custos e lucros, onde o Estado arrecada com os prejuízos, e o gestor privado arrebanha os proveitos. Em 2014, o subconcessionário, o Grupo Barraqueiro, embolsou €50 milhões, embora a receita gerada tenha sido de 39,3 milhões. Há algo errado nestas contas, não?

O que o Governo pretende aplicar agora em Lisboa é o mesmo modelo, mas alargado. O Governo prevê pagamentos até 230 milhões de euros por ano ao concessionário privado da Carris e Metro. Ou seja, a empresa pública irá pagar às subconcessionárias privadas mais do que alguma vez receberam de Indemnização Compensatória do Estado. A «Carris e o Metro de Lisboa receberam 0 (zero) de Indemnização Compensatória em 2015, mas em 2016 estas empresas irão pagar 230 milhões ao concessionário privado (mais cerca de 50 milhões que o total de receitas arrecadadas).» Se o Estado pagasse tais quantias às actuais empresas públicas estas gerariam resultados operacionais positivos de muitos milhões de euros. A balela que as "empresas públicas não podem dar lucro, há que privatizar" é uma profecia garantida pelas políticas de Direita, que não está disposta a dar dinheiros públicos a uma empresa quando esta é pública, mas é mãos largas quando esse dinheiro é para oferecer aos privados.

Mas o Diário Económico informa que «No conjunto dos oito anos de concessão, a poupança prevista [ao Estado] será de 215 milhões de euros.» Pois, mas para entender esta contabilidade criativa é preciso analisar o Caderno de Encargos da Subconcessão do Metro. Esta subconcessão implica o desmembramento da empresa. De fora fica, por exemplo, a remodelação e expansão da rede do Metro, e a manutenção do Material Circulante. Só com prestidigitação é possível convencer alguém que este negócio irá diminuir as receitas para o Estado. Ora leiam:

A Empresa Pública, Metropolitano de Lisboa, E.P.E., fica apenas com parte da receita resultante da venda dos títulos de transportes, perdendo as receitas indirectas, resultante do aluguer de espaços comerciais e publicidade. Em contrapartida, ganha novos encargos — o pagamento à subconcessionária pelo serviço da operação Metro — e mantém outros muito significativos, como sejam a manutenção do Material Circulante, os investimentos da expansão da rede e as remodelações de túneis e estações, o pagamento da dívida acumulada e dos encargos correspondentes. A estas despesas  somam-se ainda as que resultam dos encargos de estrutura de gestão e fiscalização dos contratos de subconcessão e as que o próprio Estado definiu: pessoal e complementos de reforma. (Análise ao Caderno de Encargos, p.34) Já a subconcessionária tem lucro garantido pelas cláusulas sobre a reposição do Equilíbrio Financeiro. É razoável esperar que uma empresa privada procure investir em melhorar os serviços, sem ter incentivo financeiro? Pelo contrário, não é incentivada a evitar que estes se deteriorem, pois tem, feitas as contas, 95% das receitas garantidas pelo Caderno de Encargos.

E mais, até tem imunidade face aos efeitos de uma eventual greve: caso uma greve venha a decorrer, ela é tratada como uma situação de «força maior», como um tremor de terra, um percalço alheio à administração. «Ou seja, se os trabalhadores da empresa privada fizerem greve será a empresa pública a suportar os custos dessa mesma greve.»

Assim, sexta-feira, quando alguém se queixar de perder tempo no trânsito por causa da greve, expliquem que a greve decorre para que o país e os seus cidadãos não percam o seu património material e humano, um serviço público, e não estejam mais uma vez a forrar os bolsos de uns quantos à conta do erário público e dos trabalhadores. Tenham consciência de classe.

17 comentários:

  1. Sim, em defesa dos seus utentes!
    Sim, em defesa dos seus utentes!
    Sim, em defesa dos seus utentes!
    Sim, em defesa dos seus utentes!
    Sim, em defesa dos seus utentes!
    ...estou quase convencido...
    Sim, em defesa dos seus utentes!
    Sim, em defesa dos seus utentes!
    ....

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    1. Percebe-se.
      Cumpre este tipo os chamados postulados de Goebels:
      Este por exemplo, exemplar exemplo do exemplo acima debitado :
      ""Principio de orquestación.
      La propaganda debe limitarse a un número pequeño de ideas y repetirlas incansablemente, presentarlas una y otra vez desde diferentes perspectivas, pero siempre convergiendo sobre el mismo concepto. Sin fisuras ni dudas. De aquí viene también la famosa frase: "Si una mentira se repite lo suficiente, acaba por convertirse en verdad".


      Atente-se no silêncio constrangido perante os dados apresentados ( é sempre assim. Não argumentam. Apenas mostram a sua "acefalia pavloviana " na expressão feliz de A. Silva):

      -"É sempre irónico como num sistema que onde a competição é endeusada, é patente o processo de concentração e criação de monopólios, privados claro"

      -o caso do Metro do Porto, que desde o início da sua operação funciona, precisamente, como subconcessão de uma empresa pública a uma empresa privada. Um modelo que «criou uma situação onde a dívida pública é de 3,220 milhões de euros (sim, três mil duzentos e vinte mil milhões, não falta nenhuma virgula [sic]), tendo a Empresa Pública assumido encargos financeiros superiores a 2,473 milhões de euros nos últimos 10 anos fruto de uma situação completamente insustentável onde o serviço directo da dívida já mais que duplica o total das receitas operacionais.» Uma proveitosa repartição de custos e lucros, onde o Estado arrecada com os prejuízos, e o gestor privado arrebanha os proveitos. Em 2014, o subconcessionário, o Grupo Barraqueiro, embolsou €50 milhões, embora a receita gerada tenha sido de 39,3 milhões. Há algo errado nestas contas, não?

      -O Governo prevê pagamentos até 230 milhões de euros por ano ao concessionário privado da Carris e Metro. Ou seja, a empresa pública irá pagar às subconcessionárias privadas mais do que alguma vez receberam de Indemnização Compensatória do Estado. A «Carris e o Metro de Lisboa receberam 0 (zero) de Indemnização Compensatória em 2015, mas em 2016 estas empresas irão pagar 230 milhões ao concessionário privado (mais cerca de 50 milhões que o total de receitas arrecadadas).» Se o Estado pagasse tais quantias às actuais empresas públicas estas gerariam resultados operacionais positivos de muitos milhões de euros. A balela que as "empresas públicas não podem dar lucro, há que privatizar" é uma profecia garantida pelas políticas de Direita, que não está disposta a dar dinheiros públicos a uma empresa quando esta é pública, mas é mãos largas quando esse dinheiro é para oferecer aos privados.

      -se os trabalhadores da empresa privada fizerem greve será a empresa pública a suportar os custos dessa mesma greve"

      -" Tenham consciência de classe".
      (O jose tem a sua, quando elogia o fascismo ou quando faz estes exercícios nacional-cançonetistas cumprindo alguns dos postulados de goebbels, a antecipar outros mais sinistros Prova que a luta de classes existe mesmo e que ele inequivocamente está do lado da burguesia predadora e abjecta)

      De

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    2. Postulado do José:
      Ignora quem chama argumento a frases copiadas de textos sortidos entremeadas de calúnias e insultos. São o nível zero da dignidade intelectual.

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    3. Sempre o mesmo idiota nazi a atirar postas de pescada, ao desbarato.

      Vai para outro blog e deixa este em paz!

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    4. Estás a precisar de um coral para acreditares que tens voz?

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    5. José faz cá falta . Um palhaço sem graça, serve de risota.

      Tu é que estás a precisar ser mergulhado num coral a 50 metros de profundidade.

      Escreve sobre o assunto em discussão e deixa-te de peregrinações Gobellsianas.

      Qual a opinião que tens acerca da situação no metro e nas outras empresas de transportes?

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    6. Privatização é urgente.
      Tudo que é do Estado é chantageado a todo o tempo: tem que pagar salários e regalias pelo menos equiparadas à função pública e prestar serviços com um caderno de encargos próximo do assistencialismo.
      Resultado: ingovernável.

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    7. Eis aqui também uma indicação para a provocação cantante do nacional-cançonetismo deste indivíduo
      Perante a acusação directa de que nem sequer leu este post, mostra agora aqui ao que vem e que o move. As privatizações. Duma assentada revela que está nisto de corpo inteiro e que na luta de classes toma o seu partido, desta forma violenta e boçal., o partido da burguesia, dos exploradores, dos que se apropriam dos meios de produção e da riqueza e que têm como missão a preservação do capital com o intuito de manter a sua supremacia económica.


      Quem tem um rancor particular ao conhecimento e elogia a servidão humana acaba por se revelar naquela excelente definição de A.Silva a respeito deste tipo.
      O segundo parágrafo de "jose" é um exemplo doloroso duma série de disparates sem sentido. A conclusão, o exemplo acabado dum silogismo incompreensível, feito à medida dum postulado prévio.

      Resultado: uma mistela arrogante e disparatada que não responde a nenhuma das questões levantadas. Antes expõe a ganância típica de quem saliva pelas privatizações, calando-se sobre o denunciado pelo André Levy .
      Nem uma palavra. Apenas a tomada de posição ao lado do roubo institucionalizado e ao lado da degradação da condição humana. O resto é isso aí que se lê: um autêntico caderno de treteirices armadas em "intelectualismo," próximas do assistencialismo mental. Uma mão cheia de nada e outra de nada cheia.

      De

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    8. Esqueci-me de duas notas:
      1 - Há todo um conjunto de meios institucionais para controlar as acções dos governos, pelo que, quando me falam em roubos, fico à espera que alguma das instituições se manifeste, embora lamentavelmente possa haver atraso excessivo como no caso do 44. O demais dou-o à conta da
      2- Luta de classes; esta bandeira de uma ideologia de domínio de classe, tem nos transportes instrumento essencial à multiplicação dos efeitos das suas acções de greve - param dez e fazem-se parar cinco centos. Nessa luta é para mim evidente que a concessão a privados os afecte muito em particular e que por isso possam inventar todos e mais um argumentos de oposição.

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    9. O "esquecimento" das "notas" tem destas cosias.Geralmente tais esquecimentos surgem depois das canções nacional -cançonetistas desbragadas e grosseiras, com o intuito claro de provocaão serem desmascaradas. Pernate a denúncia da pulhice pseudo-argumentativa, que remédio não tem este tipo de , de repente se lembrar das "notas"

      Certo?

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    10. O " todo um conjunto de meios institucionais" é então usado como argumento.

      Confessemos que a pressa para tentar que a classificação de treteiro com uma mão cheia de nada e outra de nada cheia.é má conselheira.

      Institucional temos por exemplo o presidente da república,Sabemos que este jgmenos ( ou jose) tem da cavacal figura a reverência que tinha perante salazar mas adiante.
      Ora tal institucional figura é um traste, um acanalhado personagem que não cumpre aquilo que jurou cumprir, a CRP , e que funciona de acordo com os desejos expressos do Capital. É este um mecanismo institucional para o jose?» Socorrer-se dum tipo que mente e aldraba, um personagem simultaneamente medíocre e sinistro , um ... presidencial e veramente institucional?

      Mas há mais. O caso TAP é a prova de todo um conjunto de meios institucionais para controlar este crime de lesa-pátria .Lembram-se da providência cautelar e da forma como o governo , de acordo com legislação aprovada pelo próprio poder, o contornou e o contorna? Como mentiram passos e portas acerca de tal privatização e a pressa como concluiram o negócio " a tipos com fama de mafiosos? Um pulha teve até o desplante de protestar pelo facto da venda por 10 milhões ter sido excessiva.

      Quanto ao TC relembre-se que o governo não cumpriu algumas das determinações deste órgão por um lado. E por outro a histeria que a acção deste desencadeou nos boys e girls regimentais e em todos os seus tentaculares servidores.

      Onde então o conjunto de meios institucioanais para controlar este governo'?
      Vê-se como a canalha corre à solta e que só não vai mais longe pela luta contínua de quem lhe faz frente.

      O "argumento" parido à pressa por um tipo touché por ter sido confrontado com aquilo que realmente é torna-se assim numa farsa

      De

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    11. Uma nota final. Fala este jose, com raiva e sentido rancor, da "luta de classes"

      Involuntariamente este tipo confirma a sua existência. E confirma o lado em que está. Do lado dos privatizadores e dos que tomam nas suas mãos os proventos a arrecadar privadamente pelos que privatizam e pelos que ganham as privatizações.

      Sem rebuço. Comete todavia um erro clamoroso,revelando que se esqueceu cedo do que se debate. Posta um credo pessoal, posta um odiento manifesto em prol das privatizações com base na mossa que a luta destes trabalhadores possam ocasionar aos seus interesses de classe. O bafo sinistro dum tipo que mostra desta forma o seu ódio a um direito legítimo dos trabalhadores, o direito à greve. Defende desta forma os interessees privados ao mesmo tempo que tenta liquidar qualquer contestação aos seus amados líderes.

      Mas repare-se num pormenor precioso, Apesar deste arrazoado de classe profundamente empenhado na sua luta quuotidiana pelos opressores, continuamos no terreno do nacional-cançonetismo. É que se mantém o silêncio prenhe de significado, repelente de pusilanimidade , suspeito de coinivência perante os dados concretos, os números, os factos apresentados pelo André.

      A fuga mais uma vez, agora disfarçada de "substância" que afinal não é mais do que uma ode cantante aos proventos privados a adquirir pelas privatizações. E uma ode raivosa contra um direito fundamental dos trabalhadores.

      E digam lá se não existe de facto luta de classes

      De

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    12. Não vejo chegado o dia em que Deolinda se reconheça na inconsistência do seu 'argumentário'.
      Sei que faz algum esforço lendo Goebbels, que cita com frequência.
      Mas o resultado é um consistente chorrilho de asneiras próprias e inventados ridículos argumentos que atribui aos contrários.
      E os alhos com bugalhos!
      E a extensão da verborreia!
      Piedade!

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    13. Parece que à dona deolinda se junta a dona piedade.A primeira parece que é o nome de guerra de alguém muito chegado ao sujeito em causa, quiçá o seu amigo de sofá e de cerveja, um flamengo, "especialista" em trabalho,sobretudo na máxima Arbeit macht frei . A segunda é uma manifestação curiosa de pieguismo tão flagelado por passos e por relvas.
      ,
      Mas deixemos os problemas das "amigas" deste sujeito para lá. Voltemos ao essencial. O essencial é mesmo a solidariedade com quem luta pelo direito ao trabalho e contra as privatizações. Do outro lado um burguês manhoso, caceteiro, cuja única preocupação é ocupar o debate, primeiro com provocações em estilo nacional-cançonetistas, depois com nada e depois ainda mais nada. Finalmente o salto para a confissão da defesa aberta dos interesses privados do Capital que serve e os motivos subterrâneos que o movem, à cata do fim do direito à greve.

      Os postulados de goebbels são a carta matriz da propaganda da direita-extrema e como tal usados e abusados pelo jose/JgMeneos. Que este se sinta "apanhado" e identificado ,socorrendo-se em jeito de álibi do seu persistente apelo para o "esquecimento" do passado é algo que apenas confirma o dito.

      "A PPP que está em desenvolvimento para a Carris, o Metropolitano de Lisboa, a STCP e o Metro do Porto e em preparação para a Transtejo e Soflusa, é «uma negociata», que deixa o sector público «com todas as despesas (juros, investimentos, pagamento das rendas aos privados)» e coloca o privado «a receber perto de vinte milhões de euros de rendas garantidas», ficando ainda «um conjunto de alçapões para permitir futuras negociatas... as PPP contidas nos cadernos de encargos já lançados implicariam que o Estado ficaria com um volume de compromissos financeiros superiores aos que detém hoje, através das indemnizações compensatórias que deveria pagar». Aos privados que ganharem as subconcessões, ficam garantidas rendas, «pagas pelas empresas públicas, que superariam as receitas hoje existentes», acentuando a espiral do crescimento da dívida como forma de disfarçar os verdadeiros custos para o Orçamento do Estado».

      É sto, objectivamente isto, que alguns querem que seja "esquecido".

      A luta de classes,pois

      De

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  2. Humm

    Acho que sim. Sai um dogma ou um axioma, enfim, um postulado aí para a mesa do canto.O ministro da propaganda germânico também gostava deles.

    Mas não passa.
    Factos:
    O coitado nem tem a dignidade (tout court) de ler o que está escrito? O coitado nem sequer se apercebe que aqui não há textos sortidos? Ou o coitado nem sequer se dá conta que não apresenta uma resposta , um argumento, uma ideia, um contra-argumento ao exposto no texto do André Levy?

    O coitado resolve fazer-se passar por piegas e assumir-se como vestal impúdica. Galga os "argumentos" como os nacionais-cançonetistas passavam pelo país: com a mediocridade "poética" e musical dos tempos de chumbo e da canalhice institucional.
    Como o exemplo vertente, aí em cima exposto, com a objectividade crua e nua.

    Qaunto à pieguice como cumpre os postulados de passos coelho é chamar apenas a atenção que esta choca com os "pulhas" e os "fdp" berrados aos 4 ventos por este sujeito. A documentação escrita é abundante e vamos evitar o copy paste que deixa jose à beira dum ataque de nervos.

    Mas fica prometido para a próxima.

    De

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  3. A situação desastrosa devido essencialmente à má gestão em que os governos de direita mergulham as empresas publicas tem em vista objetivos muito bem defenidios.

    Criar a percepção na opinião publica de que o Estado é um mau gestor, as empresas nacionalizadas dão prejuizo enquanto nas mãos de privados são rentáveis.

    Deviam explicar sim, que tanto na atualidade como noutros tempos as economias mais dinamicas e com maior crescimento duradouro são aquelas em que o Estado mantém maior intervenção na área economica.

    O Japão e a Coreia do Sul são situações completamente destintas visto tratar-se de caprichos politicos devido à sua localização geoestrategica.

    Depois existe um outro sofisma muito bem dissimulado acerca da "rentabilidade " das empresas privadas, escondem do conhecimento publico os subsidios, isenções e apoios de toda a ordem atribuidos a essas empresas por parte do Estado´. Isto é, dinheiros publicos para servir os interesses privados.

    Esquecem que para além do Estado e do privado existe outra alternativa viável para gerir as empresas. As Cooperativas administradas por os próprios trabalhadores.

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    1. "Jose
      26 de junho de 2015 às 00:06

      Privatização é urgente.
      Tudo que é do Estado é chantageado a todo o tempo:"

      Privatizações tipo Siderurgia, Lisnave, Sorefame, minas de Aljustrel ?

      A Siderurgia como não convinha aos novos donos que continuasse a funcionar mandaram parar o Alto Forno cheio de minério fundido e agora têm lá uma torre de sucata.
      Por isso o país hoje não tem condições para fundir um grama de minério de ferro.

      Os Josés Portugueses extasiam com este tipo de privatizações.


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