Todos à rua!

quinta-feira, 5 de março de 2015

Sábado há manif. E nós vamos, uma vez mais, marcar presença. Não o fazemos meramente porque sim, não se trata realmente de um ritual que cumprimos sem questionar; não respondemos cegamente ao apelo da CGTP como o rebanho obedece ao pastor, fazemo-lo porque acreditamos em algo. E é precisamente nesse acreditar que está a nossa força.

Nem todos os portugueses irão participar nesta manifestação, obviamente. Os nosso patrões não vão sair à rua, os nossos CEO não vão sair à rua, os nossos governantes não vão sair à rua. Aqueles que afinam pelo mesmo diapasão do Passos, do Portas e do Costa também não, esses acreditam mesmo que estamos melhor e que, por conseguinte, não há necessidade alguma de reivindicar o que quer que seja. Não vamos ver na rua o Paulo de Morais, o Camilo Lourenço ou o José Gomes Ferreira - esses são dos que falam, falam, falam mas eu não os vejo a fazer nada (mais a mais porque, em rigor, nada querem fazer e nada querem que seja feito).

Contudo, há alguns quantos portugueses que não vão sair à rua porque simplesmente deixaram de acreditar. Estando em total desacordo com a actual situação que o país atravessa - e não será necessário relembrar aqui e agora os milhares de desempregados, os milhares de emigrados, os milhares de pobres, famintos e miseráveis, os baixos salários, a precaridade, etc - não acreditam que seja possível dar a volta à situação. Continuam a desabafar com os amigos no local de trabalho, no café ou, por que não?, até nas redes sociais: temos de demitir esta gente, há que mudar de rumo, estamos a caminho do abismo. Sair à rua, lutar, é que já se afigura mais dificil.

E é precisamente a esses que nos dirigimos neste momento. Nós contamos convosco ao nosso lado. Nenhuma luta é fácil de ser feita, e nem sempre saímos a ganhar - é o que nos ensinam todos estes anos. Mas se realmente a abandonarmos, se nos deixamos levar pela corrente, teremos apenas a certeza da derrota. Mais do que nunca, temos de acreditar que é mesmo possível construirmos um Portugal com futuro. A mudança que desejamos não se constrói por obra e graça do Senhor. Somos nós que a fazemos. E porque se todos dermos um pouco, poucos não terão de dar tudo, venham connosco. Vamos lutar pelos nossos empregos, pelos nossos salários, pelos nossos direitos, pela nossa saúde, a nossa educação, pelos nossos serviços públicos. Vamos (re)começar já no próximo sábado a construir o nosso futuro! De Bragança a Faro, que ninguém fique em casa!

Faro - 15h30, Mercado Municipal

Aveiro - 15h, Largo da Estação

Beja - 10h30, Largo da Casa da Cultura

Braga - 15h, Largo do Pópulo (sector público) e Largo da Estação (sector privado)

Bragança - 15h30, Rua da República (Mirandela)

Castelo Branco - 15h30, Igreja de São Francisco/Jardim Público (Covilhã)

Coimbra - 15h, Praça da República

Évora - 10h, Praça 1º de Maio

Guarda - 10h30, Jardim José de Lemos

Horta - Assembleia Regional (Horta/Faia)

Leiria - 15h, Largo de Infantaria 7

Lisboa - 15h, Campo das Cebolas (Lisboa) e Praça do Município (Setúbal)

Madeira - 6 de Março, 15h30, Secretaria Regional da Educação e Recursos Humanos (Funchal)

Porto - 15h30, Praça do Marquês

Ponta Delgada - Governo Regional

Santarém - 15h, Segurança Social

Viana do Castelo - 10h30, Praça da República

Vila Real - 10h, Mercado Municipal

Viseu - 15h30, Rua Formosa

7 comentários:

  1. Espero que o Campo das Cebolas seja pequeno. Presente!

    Abraços

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  2. Começa o bom tempo, começam as passeatas!

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    Respostas
    1. Há algo de verdadeiramente visceral neste ódio de jose a tudo o que ouse dizer não

      Que tem como contraponto aquela visceral apologia do "desgraçado " do passos, do "coitado " do relvas, ou do capitalista que roça o rabo por entre os wise guys.

      Aqui bem patente. O desejo dum tipo pela permanência do status quo actual, continuação da chafurdeira em que nos encontramos, apologia da exploração do homem pelo homem.
      Contente com o saque e com a continuação do saque.

      Qual a resposta a dar a esta cambada, que se alimenta do sofrimento alheio, prega a moral pidesca e se comporta como jagunço provocador?

      De

      De

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    2. Vive DE o dramático enredo de uma abrilesca esquerda.
      Sem tropa a que se cole para fazer revoluções, quer-se vítima de elaborados males que lhe justifiquem a inconsequência.
      E sobre eles especula, inventa, dramatiza e declara-os sem remédio, não vá dar-se o caso de que fique sem razão de ser.
      Continua suspensa a lei que mete directamente na cadeia ao gestor que derreta capital antes que se apresente aos credores, mas prefere eternizar-se em comissões de inquérito onde pode langorosamente desfiar os males de que é vítima.
      São gostos...

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    3. Prefere eternizar-se em comissões de inquérito?

      É apenas a idiotia a somar-se à má fé ou é mais alguma coisa?

      O estado langoroso é o estado registado pelo jose quando fala no "desgraçado" do passos ou passa por alguma confissão pessoal daquele? É que neste último caso pode jose ficar a debitar os versinhos da forma como quer,porque o assumto é da exclusiva competência privada do jose.

      A lei de que jose agora fala é aquela lei de que serve qual perservativo feito de intestino de animal ? E pela qual debitou sem fim até lhe ser apresentado o autor da referida lei, o seu amado cúmplice, o cavaco?
      Agora volta ao tema com o "continua suspensa?
      Deve estar langoroso ,perdão, equivocado, pela certa

      A referência à tropa é aquele ódio, ainda não citado neste post, que jose/JgMenos patenteia pelos militares de Abril?

      "cole para fazer revoluções"

      Aqui ainda mais patente. O desejo dum tipo pela permanência do status quo actual, continuação da chafurdeira em que nos encontramos, apologia da exploração do homem pelo homem.
      Contente com o saque e com a continuação do saque.

      Qual a resposta a dar a esta cambada, que se alimenta do sofrimento alheio, prega a moral pidesca e se comporta como jagunço provocador?

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    4. A inquisição é recuperada pela dialéctica da inferência parida pelo preconceito e a cretinice:
      disseste 'colar à tropa'? então odeias cão e gato, e se a lei é do cavaco, digas o que disseres o que tu queres sei eu; e béu e béu e canto mais uma temporada.

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    5. Antes de mais nada o comentário das 15 e 15 é meu

      A inquisição é recuperada pelo jose .Se é ou não parida pelo preconceito ou pela sua peculiar cretinice é algo que não sei, nem me interessa.Mas os seus tiques de torquemada já foram bastas vezes denunciados.

      A irritação de jose manifesta-se pela tom coloquial que usa quando em estado de crispação. Provavelmente derivada da invocação do santo nome de cavaco, seu amado cúmplice.

      O béu-béu é apenas outra inguagem para as "passeatas" que faz.
      No fundo o testemunho do que é e ao que vem

      De

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