5 razões para ser leninista em 2014

sexta-feira, 7 de março de 2014

Desde a morte de Engels que o leninismo é a mais radical, coerente e incendiária adenda à doutrina marxista. O contributo de Lenine não foi edificativo para que o operariado assimilasse e aplicasse a obra de Marx, foi também o inspirador da primeira revolução desde a Comuna de 1871 a acabar com o capitalismo e a instaurar o socialismo. Nos nossos dias amargos de miséria, quando os tambores da guerra voltam a ribombar em todos os continentes, cabe aos marxistas e a todos os revolucionários prestar especial atenção aos fundamentos do leninismo. Afinal ele é, comprovadamente, o mais eficaz dos guias para destruir o capitalismo que diariamente destrói a humanidade.

Abaixo, ficam cinco conceitos com que os leninistas continuam a ser, em 2014, os revolucionários mais temidos e malqueridos pela grande burguesia de Kiev a Lisboa.
1 – Imperialismo

Não é imaginável compreender a politica internacional hodierna sem o tratado de Lenine sobre o imperialismo. Já Marx e Engels haviam observado as estratégias empregues pelo capitalismo para compensar a diminuição (tendencial e inevitável) da taxa de lucro, mas Lenine vem descrever hábitos de uma criatura diferente, moribunda e acossada, cuja sobrevivência reclama mais que a destruição sazonal da produção ou o emagrecimento do custo do trabalho pela exploração aditada da mais-valia.

Se a financeirização do capitalismo monopolista é a antecâmara histórica do seu leito de morte, a guerra é a extrema-unção. Alargado à dimensão do globo, o sistema mantém-se pela exportação de capital das cidades-mundo para as periferias, onde monopólios extraem matérias-primas ou se apropriam de percentagens desmesuradas de mais-valia num modelo de exploração colonial. Mas o processo de concentração do mundo capitalista em blocos não pode ser pacífico e a guerra entre as nações surge como a continuação por outros meios da competição política por monopólios comerciais, recursos naturais e posições geo-estratégicas.

Ler “Imperialismo, fase avançada do capitalismo” é folhear o plano hegemónico dos EUA para o “novo século americano”. Explica a relativa calma social dos países nórdicos e assenta como uma luva ao recrudescimento militarista da velha Europa, agora com o florão da União Europeia e de novo sob o timão da Alemanha. O assunto é sério: a Europa belicista que agora renasce é a mesma que se tentou suicidar duas vezes num só século em duas brutais e fratricidas guerras mundiais. É urgente que as organizações revolucionárias se munam da obra de Lenine, ou arriscam-se a acabar como o Partido Social-Democrata Alemão.

Ademais da mais importante actualização à obra de Marx, a teoria leninista sobre imperialismo contraria o pensamento do filósofo alemão num ponto fulcral que a vida verificou: na fase monopolista do capitalismo imperial, a revolução proletária não parte dos pontos nevrálgicos centrais e mais avançados, mas das periferias e semi-periferias para aqueles. Neste sentido, os comunistas devem também conceber a possibilidade da conversão de guerras imperiais em guerras revolucionárias.

Num mundo em que a sanha auto-fágica do imperialismo se debruça tenebrosa sobre a Síria, a líbia, a Venezuela, a Ucrânia, a China, a Colômbia, e mais países do que os que aqui posso nomear, Lenine é o mais competente instrumento teórico para defender a paz. A paz verdadeira: a da justiça e liberdade. Não a dos cemitérios.

2 – Organização

A pergunta que Lenine impõe é “Queremos mesmo mudar o mundo?” Alguns, se fossem honestos, responderiam que não, que apenas ambicionam fazer comichão ou conseguir pequenas concessões. Mas aos que respondem com um sim seguro, Lenine propõe a forma mais prática, rápida e eficaz de o fazer. Não, a máquina que daqui resulta não tem por propósito ser bonita. Não é para isso que ela serve. A organização leninista é uma máquina implacável de transformar o mundo porque nenhum minuto de capitalismo é respirável, humano ou tolerável.

Esta máquina é uma construção altamente profissional e hierarquizada, capaz de dar respostas velozes e flexíveis às necessidades mais prementes da revolução. Isto significa que os militantes abdiquem do seu ego, dos seus caprichos e do seu orgulho quando o colectivo assim o dita. Quando uma decisão é tomada colectivamente, todos os militantes a seguem, concordem ou não. Liberdade total na discussão, unidade total na acção. Uma organização em que os militantes se despedem e formam novos partidos sempre que não estão de acordo com alguma orientação não é um partido revolucionário, é um grémio literário. Estaline uma vez escreveu que importava conciliar o romantismo russo ao pragmatismo norte-americano. O partido leninista de vanguarda é o aço mais sólido que emerge dessa fusão: recruta entre os mais destacados dos trabalhadores que acreditam num mundo melhor, uma equipa permanente e muito preparada. Uma necessidade absoluta à libertação da classe trabalhadora.

A organização leninista, já o dissemos, é uma máquina de guerra entre classes, um tanque que se quer impermeável à infiltração e blindado à repressão. O centralismo democrático é a solução leninista historicamente encontrada para responder estes desafios. Por estas razões, o partido leninista é também uma importante escola de formação revolucionária, que dá à revolução quadros maduros, responsáveis e ideologicamente robustos. A formação superior dos quadros leninistas é o corolário do estilo de trabalho do partido de vanguarda: um partido que se auto-critica frequente e duramente e onde, internamente, cada militante faz desse mecanismo um uso honesto, frontal e desinteressado. A crítica fria, racional e desapaixonada exige uma democracia que a leve a quem de direito e é oxigénio para a organização. Nas palavras de Lenine "Todos os partidos revolucionários que sucumbiram até agora sucumbiram porque tornaram-se arrogantes, não conseguiram ver onde estava a fonte da sua força e temeram discutir as suas debilidades. Mas não vamos sucumbir, porque não temos medo de discutir as nossas debilidades e aprendemos a superá-las". Mas a democracia interna do partido leninista não é democrática por amor abstracto ao ideal democrático. A sua forma reflecte os seus objectivos: é simplesmente a configuração mais eficiente para levar a classe trabalhadora ao poder. A crítica e a democracia interna efectiva são elas próprias armas de defesa do partido e de combate ao oportunismo. Sobre os oportunistas, Lenine escreve “O oportunista não trai seu partido, não é desleal, não se retira dele. Continua a servi-lo de forma sincera e zelosa. Porém, seu traço típico e característico é que cede ao estado de ânimo do momento, é a sua incapacidade de opor-se ao que está em voga, é a sua miopia e apatia políticas. Oportunismo significa sacrificar os interesses a longo prazo e essenciais do Partido a favor dos seus interesses momentâneos, transitórios, secundários”. Para Lenine, o oportunista é também o quadro que “força as cores da verdade” para “serpenteando como uma cobra, estar sempre de acordo com uns e com outros”.

3 – Táctica

O leninismo é, simultaneamente, inimigo do sectarismo e da espontaneidade como método. O leninismo aceita todas as alianças que sirvam os propósitos da revolução socialista. Em seu tempo, Lenine não hesitou em aceitar alianças circunstanciais com anarquistas, mencheviques e outros esquerdistas. Num momento em que a "unidade de esquerda" gasta litros de tinta nas parangonas dos jornais e na sequência histórica de experiências goradas de governos de "esquerda", o tema é de especial importância. A política de alianças leninista não se circunscreve à mesquinha discussão de lugares num parlamento ou à conquista estéril de gabinetes ministeriais: uma aliança só faz sentido quando pesar na balança de classe no sentido de a romper, ou seja, numa direcção revolucionária.

A famosa dialética de Lenine entre passos atrás e passos à frente só tem sentido no quadro da percepção materialista da história. Um recuo táctico, como foi o NEP, só deve ser aceite sob a espectativa científica da compensação com um avanço maior ou para evitar o preço de um recuo ainda mias profundo. A cedência gratuita ou a aliança inter-classista despojadas de perspectiva histórica arrastarão sempre a classe operária à desilusão. O leninismo, pelo contrário, oferece a flexibilidade orgânica para o aproveitamento de todas as debilidades do adversário de classe: procura dividi-lo; ataca-o onde está mais débil, forma alianças quando tal é proveitoso e não rejeita por princípio nenhum método de luta, do parlamentarismo burguês à insurreição armada e da luta nos tribunais à guerra de baixa escala. O leninista recusa rejeitar no abstracto a violência como método legítimo de luta política e eleger as eleições burguesas como única forma de tomada do poder. Nas palavras de Lenine: “Somente os canalhas ou os idiotas podem acreditar que o proletariado deve primeiro conquistar a maioria das votações sob o jugo da burguesia, sob o jugo da escravatura assalariada, e que só depois deve conquistar o poder. Isso é como uma estultice ou uma hipocrisia, isto é substituir a luta de classes e a revolução por votações sob o antigo regime, sob o velho poder”

Teoria temperada pelo fogo da prática revolucionária, a táctica leninista respondeu com igual assertividade à questão do foro social das alianças. A flexibilidade leninista não pressupõe apenas a gestão dialética de alianças partidárias, mas a própria aliança táctica com outras classes e grupos sociais que, em determinados momentos partilham com a classe operária alguns interesses revolucionários. Porém, Lenine é claro: “antes de procurar a unidade é preciso delimitar campos” e compreender quem é quem no xadrez da luta de classes. Por essa razão, o Partido leninista é capaz de distinguir a política de alianças da política de unidade: “A unidade é uma grande coisa e uma grande bandeira! Mas a causa dos trabalhadores requer a unidade dos marxistas, não a unidade dos marxistas com os inimigos e falseadores do marxismo".

4 – Revolução

A crítica leninista ao oportunismo argumenta contra dois vícios da esquerda infantil: o radicalismo burguês de pacotilha, que ignora a realidade e a cada momento se propõe a concretizar o "assalto final“ e, por outro lado, o oportunismo que, sob o disfarce da responsabilidade, cristaliza a acção revolucionária numa temperatura amena, garantindo ao mesmo tempo que a revolução proletária será o desfecho histórico natural da crise final do capitalismo, que em perfeitas condições objectivas e subjectivas conduzirá (suavemente) os comunistas ao poder.

O génio de Lenine radica na capacidade de inventar e materializar condições revolucionárias onde elas não existiam. Quando escreveu as Teses de Abril, deixou quase todo o Partido (e a sua própria mulher) convencido de que havia enlouquecido. O leninista é capaz de identificar “o momento em que tudo parece possível” e arrastar as massas para uma espiral revolucionária que gera e acerba as condições subjectivas, recusando quaisquer autorizações esquemáticas, económicas ou políticas: a teoria da revolução legitima-se pelo seu sucesso prático. Lenine pergunta-se: “debilidade numérica? Mas, desde quando os revolucionários fazem depender a sua linha política de estarem em maioria ou minoria?”

Outra originalidade da estratégia leninista para a revolução socialista é a sua divisão em dois actos. Nos nossos dias, as contradições do capitalismo fazem autênticas valas comuns do foço entre ricos e pobres e até as liberdades democráticas burguesas se recolhem a mínimos das experiências fascistas. O retrocesso civilizacional em curso mostra-nos o lado mais perverso do capitalismo: um sistema louco, disposto a sacrificar o planeta e a vida humana sem pestanejar. E nos nossos dias, como em 1917, há os que ambicionam pôr fim às injustiças económicas do capitalismo mantendo intacto o seu regime político e inviolado o revestimento formal e ideológico da democracia representativa. Após a Revolução de Fevereiro, quando a Rússia conheceu níveis de liberdade únicos até então, muitos revolucionários acharam que a revolução podia operar a transformação infraestrutural da sociedade sem tocar nos órgãos representativos burgueses. Lenine compreendeu a necessidade de uma segunda revolução que tombasse o regime político liberal para impor o socialismo.

Não há uma revolução. Há duas. A dificuldade de assimilar a dialética leninista entre o binómio revolução política / revolução económica ajuda a explicar o falhanço do movimento Occupy, a debilidade da maioria dos partidos revolucionários europeus e até muitos dos solavancos em processos revolucionários em curso, como o venezuelano. A necessária natureza dual da revolução obriga a que as organizações da classe operária trabalhem em prol de ambas, mesmo que as mudanças infraestruturais antecipem as estruturais ou vice-versa, mantendo na luta por uma a perspectiva de cumprir a outra.

5 - Estado

Porventura a maior contribuição teórica de Lenine diz respeito aos moldes do novo Estado operário, na sua forma de gestão dos assuntos públicos e na defesa da integridade de classe que o deve caracterizar. A ditadura democrática do proletariado não é uma contradição: Significa liberdade para quem trabalha e a proibição de viver à custa do trabalho alheio. Enquanto que no capitalismo o Estado é usado pela burguesia como aparelho de gestão dos seus negócios e como instrumento de opressão dos trabalhadores, no socialismo, o Estado ganha o propósito de garantir os direitos do povo e de reprimir a exploração do homem pelo homem. Apesar da carga normativa que pende sobre todo campo lexical de “Ditadura”, negar a validade da expressão é negar a natureza opressora do Estado e escamotear o materialismo a que obedece a história da luta de classes. Nas palavras de Lenine “ou a ditadura (ou seja, o poder férreo) dos latifundiários e dos capitalistas, ou a ditadura da classe operária”. Hoje, mais do que nunca, é fulcral usar uma semântica marxista, real e directa. Para Lenine não só "Pronunciar frases altissonantes é uma propriedade dos intelectuais pequeno-burgueses” como “as massas têm de dizer a verdade amarga com simplicidade, clareza e franqueza”.

O conceito leninista de Estado evolui sobremaneira ao longo da vida do grande revolucionário russo. O Estado Operário idealizado 1917, que toma forma de Tratado em “O Estado e a Revolução”, sonha com o exemplo da Comuna de Paris e propõe-se a alargar o edifício do Estado a dezenas de milhões de trabalhadores, democratizando-o efectivamente e substituindo a pútrida democracia burguesa representativa por um modelo soviético (comunal) necessário a esmagar a resistência burguesa. Mas no calor da guerra civil e perante o terrível atraso económico e cultural de uma Rússia agrária e retrógrada, o sonho de “fazer de cada cozinheira uma ministra” teve que ser adiado. Num dos últimos escritos antes da sua morte, “Mais vale menos mas melhor”, Lenine defende a importância da paciência e temperança perante o medievalismo do espírito russo, advogando o aperfeiçoamento da máquina do Estado reduzindo-o aos funcionários mais honestos e capazes dentro dos mínimos necessários ao cumprimento pleno das suas funções de classe. Lenine foi mais longe e escreveu que já seria muito satisfatório se fosse possível igualar, a curto prazo, a cultura e espírito democrático da Europa ocidental. Neste sentido, o novo Estado operário deve avançar para o socialismo na medida cultural das suas conquistas sociais, criando o homem novo do barro e cofragens que o estado novo constrói.

O estado leninista define-se assim pela sua adaptabilidade às condições nacionais, económicas, culturais e históricas de cada povo. Lenine compreende que a génese dos novos estados socialistas pode escrever-se em tons nacionalistas, em linhas mais ou menos democráticas e com ou sem recurso a retrocessos capitalistas consoante a resistência dos exploradores e as características dos trabalhadores que se libertam. Mais uma vez, o limite da adaptabilidade dos marxistas deve centrar-se no perfil de classe dos actores políticos e na natureza ideológica do programa político, fazendo sempre as perguntas difíceis: quem se quer libertar no Tibete? E no Curdistão? E que classe social dirige a China? Com que objectivos é que Cuba abre alguns sectores da sua economia à iniciativa privada? Que modo de produção planeia o MPLA para Angola?

15 comentários:

  1. Grande, útil e pertinente texto. Obrigado.

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  2. Sobre a manifestação de ontem e os duplos critérios do Ocidente, a não perder aqui em http://sempunhosderenda.blogspot.pt/2014/03/o-le-monde-e-revolucao-azul-em-portugal.html

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  3. Esse último parágrafo estragou um brilhante texto.

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  4. Vou ler com muita atenção, mas no primeiro relance parece-me 'pau para toda a colher'; por outras palavras, a receita certa para pôr uma qualquer nova vanguarda no poder!

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  5. J., o último parágrafo faz perguntas. Tem as respostas?

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  6. Um muito excelente texto.Subscrevo miguel costa.

    Quanto ao "pau para toda a colher" faz-me lembrar um comentário do mesmo "josé" a um texto de Frederico Aleixo.Exactamente a mesma cantilena monótona,misturada até com bosões e outros poltrões.No fundo,no fundo José não esconde o receio que tem pela "receita" leninista.e defende a sua classe e o seu Estado "usado pela burguesia como aparelho de gestão dos seus negócios e como instrumento de opressão dos trabalhadores"
    E age em conformidade

    De

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  7. Dedo na ferida... para muita gente.

    Rita Pestana

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  8. DE, a eficácia da receita leninista não a ponho em causa, e se a temperarmos com Trotsky e conservarmos com bastante Estaline, consolida-se até à implosão final.

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  9. É o que se espera.
    A implosão do capitalismo.
    Mas isso só se consegue accionando todos os detonadores, com o contributo fundamental dos povos e dos explorados

    Os nomes citados pelo josé são apenas o testemunho directo e claro da intranquilidade do mesmo e da sua forma de agir em conformidade.
    Não lhe "entra" pela cabeça que os exemplos,todos os exemplos são lições de que se extraem conclusões.Tal como o capitalismo demorou séculos a tornar-se universal, não são os exemplos da "salada" do josé que são decisivos para nada.

    Confirma-se.José age em conformidade, desta vez tentando repeitr a fórmula usada entre os pequeno-burgueses radicais nos fóruns onde o josé tenta aprender alguma coisa.

    Desta forma tão pindérica

    De

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  10. Jose disse...

    DE, a eficácia da receita leninista não a ponho em causa, e se a temperarmos com Trotsky e conservarmos com bastante Estaline, consolida-se até à implosão final.

    Vc é um provocador nato. É isto que sabe dizer?

    Já eu Marx, Lenine, inclusivamente Trotski?

    E Estaline foi um dos maiores estadistas do século XX. Foi graças a Estaline que nós os dois hoje podemos estar aqui a dialogar.

    Devia agradecer-lhe e ao povo Soviético por não estar hoje à porta de um forno crematório a enfiar cadáveres lá para dentro, se não tivesse já feito em cinzas a esta hora.

    Sabe o que era o império Czarista em 1917?

    Sabe o desenvolvimento verificado em vinte anos por a União Soviética?

    Diga! A não ser os livros negros o que leu mais sobre a União Soviética?

    Já percebi o seu objetivo, é desviar os assuntos para o seu campo.


    Como Vc é um nazi castrado, que não tem coragem de se assumir, leva o tempo a escrever alarvidades contra os comunistas.


    Não lhe serve de exemplo a desumanização que o capitalismo mergulhou a Ucrânia?

    O país esta a perder 500 000 habitantes por ano, e já emigraram para todos os cantos do mundo cerca de 14 milhões de pessoas.

    O anafalbetismo já é uma realidade num país que dispunha das taxas mais elevadas de alfabetização.

    A esperança média de vida caiu dos 75 para os 65 anos, em algumas regiões ainda mais.

    O país produzia mais de 70 milhões de toneladas de trigo anualmente, hoje não produz metade.

    Deixe-se de fanfarronices e responda a isto.

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  11. Lenine é imprescindível. Foi graças ao seu intenso trabalho que a revolução venceu. Lutou contra o imperialismo, o capitalismo, o revisionismo e o menchevismo, sem tréguas. Ao ler a sua biografia, fiquei com a impressão que a passagem de Lenine por este planeta, foi como a passagem de um cometa. Como foi ímpar e imprescindível, continuará a ser retomado e lido, ano após ano. Viva Lénine!

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  12. Gin Gori, você é um comuna cego e surdo, com um cérebro que podia ser, com vantagem, substituído por um gravador.
    Na Ucrânia morreram de fome sete milhões quando o Estaline lá pôs a pata, e se Lanine e Trostky podem ser chamados de revolucionários Estaline é um esterco de personalidade, um tirano abjecto, um estadista da mentira e da opressão.
    O que o encanta é o poder que Estaline instituiu, sem honra, sem limites morais, sem piedade.
    Baba-se só de pensar que poderia tocar-lhe partilhar um pouco que fosse desse poder, poder pôr impunemente a pata em cima de quem você resolvesse classificar de nazi, fascista ou outra anátema qualquer que lhe desse jeito.
    O capitalismo dá bons e maus frutos, o comunismo só deu desgraça e a sua herança são oligarquias amorais.

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  13. Mais uma vez a aldrabice do josé mais as suas contas furadas.

    Investe enraivecido contra Estaline.Já antes o fizera daquele seu jeito pessoal, misturando alhos com bugalhos e metendo pelo meio Trotsky. O pior é que começa mal.E tão mal que descredibiliza por completo o que diz a seguir.Perde-se a vontade sequer de ler porque o que lemos está infelizmente contaminado pela manipulação e mentira
    "Na ucrânia morreram sete milhões quando o estaline pôs lá a pata".
    Sorry mas tal não é verdade.Aldrabice.Pura e dura na forma como é afirmado e nas contas redondas em que o afirma
    Este tema já foi bastas vezes discutido.Aqui até bem recentemente. Os dados foram confrontados,as conclusões cabem aos demais. Caiu por terra com fragor o mito do holodomor.Caiu por terra a cassete mal programada do josé
    http://manifesto74.blogspot.pt/2014/02/a-ucrania-ja-nao-abre-telejornais.html

    O resto são flores na água escritos por um que defende a exploração e que tenta proteger a sua classe.Defende o capitalismo que como sabemos está neste estado de podridão, sem saída. Ataca o comunismo escamoteando que nem sequer houve qualquer país que se reivindicasse como tal.A herança que o pobre fala a respeito dos oligarcas são o fruto directo da vitória do capital nesses países.Tais oligarcas cresceram, foram fortificados, regados, apoiados, amados, protegidos, pelos vencedores da guerra fria.Quem não se lembra do apoio do imperialismo americano a um ieltsin, um pulha oligarca da pior espécie?
    De resto as relações dos oligarcas com demais estrume do capital está bem expresso aqui:
    http://resistir.info/ucrania/pinchuk_03fev14.html
    Infelizmente para José há muitos indícios de que os oligarcas ucranianos forneceram fundos para Maidan.Por mais que lhe custe, ao josé, os oligarcas são apenas uma das faces dos mercados a funcionarem.E é ele que os defende e os apoia e os bajula.

    Repare-se como José num post sobre o Leninismo arrasta pressuroso o tema para Estaline.Fá-lo porque a mais não pode.Lenine é uma figura por demais grandiosa para sequer ser beliscado pelos josés deste mundo.José assim refugia-se no alvo ao lado , que fora buscar qual ser humano bem vivido a tentar passar-se por vestal.

    Quanto a Estaline a sua figura e o seu legado são demasiado complexos para serem arrumados nesta meia dúzia de lugares-comuns com que José despacha o assunto.Quando chegar a altura, no lugar próprio terão lugar os debates de forma frontal e directa.

    Os frutos do capitalismo estão bem à vista.Podres, corruptos ,sem já poderem oferecer nada de bom senão mais exploração,sofrimento ,fome, mais miséria, maior concentração do capital em cada vez menos mãos.

    De facto,de facto permanecem todos os motivos no presente para continuarmos a ser leninistas em 2014.

    De

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  14. "Jose disse...

    Gin Gori, você é um comuna cego e surdo, com um cérebro que podia ser, com vantagem, substituído por um gravador."

    O meu cérebro ainda tem lugar para um gravador. O seu por aquilo que tem mostrado, a melhor utilidade é plantar uma flor, estrume não falta.


    Esperava que responde-se à questão por si levantada sobre a consanguinidade do fascismo e do comunismo? O assunto foi abordado por si. Porque motivo desistiu? Eu pouco acrescentei, falta ainda esclarecê-lo do essencial.

    Já o aconselhei várias vezes para não se meter em problemas que não está habilitado discutir. Lérias não lhe faltam, não dispõe é de conhecimentos. Larga uma larachas e depois foge.

    Quando às outras suas estroinices.

    Qualquer pessoa politicamnente sensata, honesta e coerente entende as criticas que lhe são dirigidas por um nazi empedernido como um solene elogio.

    Só tenho que lhe agradecer.

    Obrigado.


    Percebo a sua raiva quando é confrontado com a verdade sem ter capacidade de responder. É perceptivel essa frustração. O seu maior problema reside na falta de cultura e de conhecimentos para abordar as questões em que se intromete

    Por isso mesmo em vez de responder às questões que lhe são colocadas, tergiversa com banalidades emparvatadas. Desvia-se dos assuntos com respostas simplistas alheias ao que se está a discutir.


    A partir de agora agradeço que evite saltitar desviando-se dos temas em discussão. Não estou disposta em aturar mais ordinarices.


    Quanto a Estaline. Perante um nazi envergonhado da sua estatura não me resta outra alternativa que escolher Estaline como ídolo.

    Feito à sua medida, ouça.

    http://www.youtube.com/watch?v=fcMxRRWjcbE

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